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Lula diz que capacitação de beneficiários do Bolsa Família abrirá portas de saída no programa

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (28) que o objetivo da capacitação de 185 mil beneficiários do programa Bolsa Família na área da construção civil é permitir que as pessoas “aprendam uma profissão” e que “possam ganhar o seu sustento, sem precisar da ajuda do governo”.

“Quanto mais gente trabalhar, mais porta de saída do Bolsa Família vai acontecer em nosso país”, disse Lula em seu programa semanal Café com o Presidente. As propostas dos cursos começam a ser apresentadas hoje aos gestores do programa, inicialmente nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Fortaleza. Eles vão receber informações sobre os cursos para poderem orientar os beneficiários durante a capacitação.

Segundo a diretora de Gestão do Bolsa Família, Camile Mesquita, a idéia é, depois da capacitação de aproximadamente 200 horas, contratar os beneficiários para trabalhar nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Lula elogiou também a parceria entre o Ministério da Educação e representantes do Sistema S, que reúne 11 entidades como Sesc, Sesi, Senai e Senac. Até 2014, dois terços das vagas dos cursos técnicos e profissionalizantes oferecidos pelas entidades do Sistema S deverão ser gratuitas e destinadas à população de baixa renda. Para o presidente, a iniciativa representa “um acordo histórico”.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, que participou como convidado do Café com o Presidente, avaliou que, com a mudança, o Fundo de Financiamento da Formação Profissional Gratuita no Brasil será ampliado, gerando uma espécie de “círculo virtuoso”.

“Quanto mais empregos com carteira assinada nós geramos, mais recursos para o Senai e para o Senac nós vamos angariar. Quanto mais trabalhadores qualificados nós tivermos, com mais facilidade a indústria e o comércio vão poder ampliar suas atividades no Brasil”.

O Sistema S arrecada por ano cerca de R$ 8 bilhões por contribuição compulsória de 2,5% sobre a folha de pagamento das empresas. Desses, 1,5% é repassado às entidades responsáveis pelo atendimento social e 1% à aprendizagem profissional.

O acordo prevê ainda que dois terços da receita líquida de contribuição compulsória devem ser destinadas às vagas gratuitas. Inicialmente, o MEC pedia a utilização de 100% desses recursos em atividades sem custos para a população.

Outra determinação é que a carga horária mínima dos cursos técnicos seja de 160 horas e que um terço dos recursos destinados a serviços sociais pelo Serviço da Indústria (Sesi) e pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) deve ser aplicado em atividades da educação básica e continuada.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil.

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Economia brasileira demontra firmeza e sustentabilidade, afima Lula

Brasília – Mesmo com os sobressaltos internacionais provocados pela alta nos preços dos alimentos e a ameaça de volta da inflação, a economia brasileira demonstra “firmeza” e “sustentabilidade”, segundo avaliou hoje (28) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Penso que nós vamos continuar crescendo, até porque essa inflação causada por alimentos no mundo inteiro tende a fluir rapidamente e, no Brasil, nós tomamos a decisão de que o melhor remédio para combater a inflação é aumentar a produção”.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula citou os números divulgados pelo Ministério do Trabalho referentes à taxa de emprego no mês de junho – 309.442 cargos formais – e lembrou que esse é o melhor resultado desde 1992, com um crescimento de 1,3% sobre maio e de 70% em relação a junho do ano passado.

O presidente comentou os índices divulgados na semana passada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontaram forte crescimento da construção civil e de empregos no interior do país. De acordo com Lula, as empresas têm se dirigido às pequenas cidades por conta do crescimento da agricultura e pela quantidade de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Sobre a construção civil, ele lembrou que o setor não apresentava crescimento há 20 anos e que alterações na legislação brasileira como a maior facilidade na concessão do crédito possibilitaram o “recorde” na geração de empregos.

“Você junta o crescimento da construção civil, as obras do PAC, o crescimento da agricultura e o crescimento da indústria, tudo isso é o que o povo brasileiro espera e deseja”.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil.

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Construção civil, agricultura e obras do PAC impulsionaram a alta na oferta de empregos
Apresentador: Olá você em todo o Brasil. Eu sou o Luciano Seixas e começa agora o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Como vai, presidente, tudo bem?

Presidente: Tudo bem, Luciano.

Apresentador: Presidente, apesar dos sobressaltos internacionais, como a alta dos alimentos e a ameaça da volta da inflação em alguns países, a economia brasileira tem conseguido mostrar resultados positivos. Um deles é a aceleração dos empregos formais, não é?

Presidente: Luciano, eu acredito que a economia brasileira está demonstrando firmeza, demonstrando sustentabilidade; e eu penso que nós vamos continuar crescendo, até porque essa inflação causada por alimentos no mundo inteiro, ela tende a fluir rapidamente, e, no Brasil, nós tomamos a decisão de que o melhor remédio para combater a inflação é aumentar a produção. Por isso, nós vamos continuar crescendo na agricultura, e eu fiquei muito feliz quando o ministro do Trabalho me apresentou os números de emprego no mês de junho, ou seja, trezentos e nove mil, quatrocentos e quarenta e dois empregos formais. Esse é o melhor resultado da série histórica desde 1992, um crescimento de um ponto três por cento sobre maio e de setenta por cento em relação a junho do ano passado. Eu estou satisfeito porque o acumulado do ano, ou seja, os empregos formais cresceram praticamente quase cinco por cento, ou seja, já foram criados um milhão e trezentos mil postos de trabalho até agora. E isso me deixa feliz porque o que dá mais dignidade ao ser humano é ele poder trabalhar e levar pra casa o sustento da sua família.

Apresentador: Agora, uma das novidades da pesquisa do Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], divulgada na semana passada, é o forte crescimento da construção civil e também o crescimento de empregos no interior do país. A que se deve essa tendência?

Presidente: Primeiro, as empresas vão para as cidades do interior porque têm mais tranqüilidade, porque é tudo muito mais fácil e porque a agricultura está crescendo e porque têm muitas obras do governo contratadas no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], porque também tem muita gente comprando moradia no interior, e eu fico satisfeito que as cidades do interior estejam crescendo junto com o Brasil. E eu espero que continuem crescendo. Nós vamos trabalhar para que isso continue crescendo e crescendo cada vez mais. Luciano, eu estou muito feliz com o crescimento na construção civil, porque havia vinte anos que a construção civil não crescia. Quando nós entramos no governo, nós fizemos várias mudanças na legislação brasileira, melhoramos o crédito e hoje a construção civil bate recorde atrás de recorde na geração de empregos. Então, você junta o crescimento da construção civil, as obras do PAC, o crescimento da agricultura, o crescimento da indústria, tudo isso é o que o povo brasileiro espera, deseja e quer.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, hoje falando sobre emprego e educação. Aproveitando o bom momento da geração de empregos no país, presidente, o programa Bolsa Família vai qualificar a mão de obra para preencher esse mercado aquecido. De que forma será feito isso?

Presidente: A nossa idéia é capacitarmos cento e oitenta e cinco mil beneficiários do Bolsa Família na área da construção civil. A idéia básica é a gente começar permitir que as pessoas aprendam uma profissão e as pessoas possam ganhar o seu sustento pelo seu trabalho, sem precisar da ajuda do governo, ou seja, quanto mais gente trabalhar, mais porta de saída do Bolsa Família vai acontecer em nosso país. Mas, por falar em formação profissional, eu estou aqui com um convidado para tomar café. Veio aqui comigo o companheiro Fernando Haddad, ministro da Educação, que, na semana passada, fez um acordo extraordinário, uma coisa, eu diria, quase que histórica, com o Sistema S; e eu queria pedir para o nosso ministro Fernando Haddad dizer aos nossos ouvintes qual foi o acordo com o Sistema S e o Ministério da Educação.

Ministro: Obrigado, presidente, obrigado Luciano. Olha, a boa notícia para o país, presidente, é que os dois e meio por cento que incidem sobre a folha e que financiam as escolas do Senai e Senac vão financiar agora cursos gratuitos. Ou seja, o senhor deu uma boa notícia de que o Brasil gerou, em apenas um mês, mais de trezentos mil empregos. Isso significa dizer que o Fundo de Financiamento da Formação Profissional Gratuita no Brasil vai se ampliar, gerando um círculo virtuoso. Qual é esse círculo virtuoso? Quanto mais empregos com carteira assinada nós geramos, mais recursos para o Senai e para o Senac nós vamos angariar. E dois terços de todo esse recurso terá que ser investido, obrigatoriamente, em cursos profissionalizantes gratuitos, ou seja, de acesso à população de mais baixa renda no país, o que vai completar um processo, porque quanto mais trabalhadores qualificados nós tivermos, com mais facilidade a indústria e o comércio vão poder ampliar suas atividades no Brasil.

Presidente: É importante lembrar, Fernando Haddad, que eu sou oriundo do Senai. Eu sei o quanto é importante uma profissão do trabalhador. E do Senai eu cheguei à presidente da República. Portanto, cada jovem que for ao Senai, pode ter na cabeça de que ele também pode chegar a presidente da República. E neste momento da vida do Brasil nós precisamos fazer com que todos tenham uma oportunidade de estudar alguma coisa, sobretudo, uma profissão, porque a pessoa conquista muito mais cidadania. Foi assim que eu conquistei a minha.

Apresentador: Obrigado ministro Fernando Haddad, obrigado presidente Lula, até semana que vem.

Presidente: Obrigado, Luciano, e até a semana que vem.

Apresentador: O programa Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira. Até lá.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://cafe.radiobras.gov.br.

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