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Lula diz que Dilma escolherá vice e relação com PMDB é boa

Lula afirma que relação com o PMDB está tranquila

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu hoje (21) que a relação com o PMDB está tranquila. Depois do mal-estar causado pela declaração de que o partido teria de elaborar uma lista tríplice com nomes de candidatos à vice do PT nas próximas eleições, Lula afirmou que a escolha caberá à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata às eleições do ano que vem.

“No momento certo o PT e o PMDB vão sentar, e espero que eu não esteja presente. Sou presidente até 31 de dezembro de 2010. Depois disso, rei morto, rei posto. De ex-presidente, nem vento bate nas costas”, afirmou.

Lula confirmou que o PMDB terá a Vice-Presidência na chapa de Dilma Rousseff. “Não acredito que o PMDB vá com [José] Serra. Mas respeito a autonomia do partido. O PMDB é o maior partido da base aliada. Tem todo direito de indicar o vice”, comentou.

O presidente ainda evitou falar em nomes para a vice. Não quis confirmar nem negar que o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), será o candidato.

“O Temer é um grande companheiro, um grande presidente da Câmara. Mas não quero que vocês escrevam nem que vai ser nem que não vai ser”, disse.

Por Priscilla Mazenotti – Repórter da Agência Brasil. Edição: Fernando Fraga.

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Lula diz que não está preocupado com índices de rejeição da ministra Dilma

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (21) que não está preocupado com os índices de rejeição da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nas pesquisas em que aparece como candidata à Presidência da República nas eleições de 2010. Para ele, ainda é cedo para se preocupar com os índices divulgados pelas últimas pesquisas, que apontam que o possível candidato do PSDB, governador de São Paulo, José Serra, venceria a ministra se as eleições fossem hoje.

“Não estou preocupado com a rejeição da Dilma. Rejeição é algo que se trata com carinho, mas ainda é cedo. A fotografia só será tirada em março”, afirmou durante café da manhã com jornalistas. “Desde que começou o meu segundo mandato, o Serra está na frente das pesquisas. Pesquisa é igual a campeonato. O Palmeiras sempre esteve na frente. Aí apareceu o Flamengo”, comparou.

O presidente defendeu as viagens da ministra Dilma para inaugurar obras financiadas pelo governo federal enquanto estiver no cargo. “Até o afastamento [para se dedicar à campanha eleitoral], Dilma é ministra e exercerá até o limite legal o seu cargo. E vai inaugurar obra, vai viajar. Ela coordenou, vai viajar”, disse.

Lula afirmou que vai trabalhar para transferir votos para Dilma, algo que, segundo ele, só aconteceu nas eleições de 89, quando Leonel Brizola e Mário Covas transferiram para ele seus votos.

Segundo o presidente Lula, a desistência do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, da candidatura à presidência pelo seu partido, o PSDB, é de “razão interna”. “Não sei se é definitivo ou não. Se foi uma forma de pressão ou se foi um gesto para dentro do PSDB. Tinha uma força muito grande para o Serra ser candidato”, afirmou.

O presidente adiantou que vai conversar com José Serra ainda nesta semana e no início de janeiro com Aécio Neves.

Quanto à possibilidade de Serra e Aécio fazerem uma chapa-pura, Lula voltou a fazer comparações com o futebol: “Não sei se uma chapa Tostaõ-Tostão, Coutinho-Coutinho, seria a melhor coisa. Não sei se daria certo”.

Lula também comentou uma possível candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à presidência. “É um companheiro de primeira hora. Tenho profundo respeito por ele. Se o Ciro achar que tem de ser candidato, tem todo direito. Agora, se o jogo político não comportar mais de uma candidatura da base, tenho de ser leal e discutir com ele”, disse.

Por Priscilla Mazenotti – Repórter da Agência Brasil. Edição: Fernando Fraga.

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Dilma aparece em solenidade pela primeira vez sem peruca

Brasília – A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez hoje sua primeira aparição pública sem a peruca que usava desde que se submeteu a quimioterapia para tratar um câncer no sistema linfático. Em setembro os médicos anunciaram que o tratamento tinha sido bem sucedido e que a ministra estava livre da doença.

Dilma participou esta manhã do lançamento do programa Nacional de Direitos Humanos e da entrega do Prêmio Nacional de Direitos Humanos.

Em abril, a ministra foi operada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para retirada de um nódulo na axila. O diagnóstico foi de linfoma, um tipo de câncer, e o tratamento começou com sessões de quimioterapia. Na segunda etapa, ela foi submetida a sessões de radioterapia.

Antes de discursar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o novo visual da ministra Dilma. Ele disse que havia pedido à ministra que deixasse de usar a peruca há mais tempo. “Vocês perceberam que a Dilma está de cabelo novo. Não é peruca, é o cabelo normal dela. Estou pedindo para ela tirar a peruca há 1 mês e hoje ela tirou, acho que foi em homenagem à Inês [Inês Etienne Romeu, uma das premiadas durante a cerimônia de hoje].

O vice-presidente José Alencar disse que o novo visual da ministra “está moderno”. “Eu já passei por isso, meu cabelo também caiu, agora está nascendo. Está bonito o cabelo dela, está moderno”.

Por Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil. Edição: Fernando Fraga Atualizada às 13h59 para complementar informações

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PT comete erro ao não repetir candidato ao governo de São Paulo, diz Lula

Brasília – O PT erra ao não repetir candidato à eleição para o governo de São Paulo. A avaliação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O PT cometeu um erro histórico de não repetir candidato em São Paulo. Isso não é bom, porque o candidato começa hoje com 5% nas pesquisas, chega a 30%. Na próxima, poderia começar perto do que ele tinha e não com 5% de novo”, explicou.

Lula ainda defendeu que o partido faça alianças para vencer a eleição ao governo do estado. Segundo ele, o PT vencia eleição quando não havia segundo turno, mas agora é preciso mais da metade dos votos. “Se 30% elegessem não precisaria de aliados. Se agora precisam de 50% mais um, é preciso procurar os outros 20%”, comentou. “A palavra é aliança política”, disse.

De acordo com Lula, o partido precisa buscar alianças em outros setores. “Precisamos discutir com os partidos e saber quem tem esses 20% complementares, não sei se partido, empresário ou personalidade. O PT precisa procurar um José Alencar. Sempre fez aliança pela esquerda, que é a soma do zero com o zero. Não agrega segmento novo”, explicou.

Por Priscilla Mazenotti – Repórter da Agência Brasil. Edição: Fernando Fraga.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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