O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o país não está parado e não vai parar por causa da greve dos bancários e apoiou a reivindicação salarial da categoria. Ex-sindicalista, o presidente disse que greve faz parte da democracia e que é normal os trabalhadores tentarem aumentar sua renda diante do anúncio do bom desempenho dos bancos, que têm registrado lucros recordes. O presidente avaliou que os trabalhadores deram sua cota de sacrifício, sugerindo que os bancos poderiam agora compensá-los.
— O Brasil é tão grande que não vi ser nenhuma greve de bancários nem de metalúrgicos que vai parar o Brasil. Mas a greve, temos que entender o seguinte: os trabalhadores estão percebendo que a economia está crescendo. Os trabalhadores fizeram o sacrifício quando tinham que fazer sacrifício. E na medida que o banco anuncia um ganho muito bom, é normal que os trabalhadores queiram recuperar sua renda.
O presidente ressaltou que não é um problema que dependa do Poder Executivo, mas afirmou que tem se mantido informado sobre a situação.
— Como sou um presidente que veio do movimento sindical, quero ver qual a contribuição que posso dar para as coisas se normalizarem. Mas acho o exercício da democracia fantástico — disse Lula.
Presidente do sindicato festeja declarações de Lula
Ontem, enquanto Lula estava reunido com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, bancários em greve fizeram uma manifestação na Praça dos Três Poderes, que fica em frente ao Palácio do Planalto. Eles mostraram faixas e gritaram palavras de ordem . A polícia apenas acompanhou a rápida manifestação. Antes, a passeata percorreu a Esplanada dos Ministérios, parando no Ministério da Fazenda.
O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino, disse que as declarações de Lula são positivas para a paralisação nacional, que hoje entra no décimo dia.
— A declaração de Lula mostra que estamos no caminho certo, no caminho de procurar negociar. A contribuição que ele pode dar é entrando em contato com os presidentes dos bancos para solicitar a retomada do processo de negociação — disse Luiz Cláudio.
O sindicalista endossou os argumentos de Lula:
— Os banqueiros devem ter consciência de que agora é o momento de dividirem um pouco dos grandes lucros que vêm tendo com os trabalhadores e com a sociedade.
Os bancários reivindicam reposição de 6,22% nos salários e um aumento real de 17,68%, totalizando 25% de reajuste, 14º salário, participação nos lucros de um salário mais R$ 1,2 mil.
A Federação Brasileira das Associações dos Bancos (Febraban) não se pronunciou sobre as declarações do presidente. A assessoria da Febraban informou que o presidente da entidade, Márcio Cypriano, estava viajando.
Fonte: O Globo – Cristiane Jungblut e Adauri Antunes Barbosa
Notícias recentes
- Caixa: Entidades cobram respostas sobre o Super Caixa e valorização da mesa de negociação
- Pressão funciona, prefeitura negocia e servidores de Curitiba suspendem paralisação
- Mesmo com guerra, Ipea prevê crescimento de 1,8% do PIB
- Inflação oficial chega a 0,88% em março, diz IBGE
- Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada
Comentários
Por Mhais• 24 de setembro de 2004• 10:41• Sem categoria
Lula diz que greve dos bancários faz parte da democracia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o país não está parado e não vai parar por causa da greve dos bancários e apoiou a reivindicação salarial da categoria. Ex-sindicalista, o presidente disse que greve faz parte da democracia e que é normal os trabalhadores tentarem aumentar sua renda diante do anúncio do bom desempenho dos bancos, que têm registrado lucros recordes. O presidente avaliou que os trabalhadores deram sua cota de sacrifício, sugerindo que os bancos poderiam agora compensá-los.
— O Brasil é tão grande que não vi ser nenhuma greve de bancários nem de metalúrgicos que vai parar o Brasil. Mas a greve, temos que entender o seguinte: os trabalhadores estão percebendo que a economia está crescendo. Os trabalhadores fizeram o sacrifício quando tinham que fazer sacrifício. E na medida que o banco anuncia um ganho muito bom, é normal que os trabalhadores queiram recuperar sua renda.
O presidente ressaltou que não é um problema que dependa do Poder Executivo, mas afirmou que tem se mantido informado sobre a situação.
— Como sou um presidente que veio do movimento sindical, quero ver qual a contribuição que posso dar para as coisas se normalizarem. Mas acho o exercício da democracia fantástico — disse Lula.
Presidente do sindicato festeja declarações de Lula
Ontem, enquanto Lula estava reunido com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, bancários em greve fizeram uma manifestação na Praça dos Três Poderes, que fica em frente ao Palácio do Planalto. Eles mostraram faixas e gritaram palavras de ordem . A polícia apenas acompanhou a rápida manifestação. Antes, a passeata percorreu a Esplanada dos Ministérios, parando no Ministério da Fazenda.
O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino, disse que as declarações de Lula são positivas para a paralisação nacional, que hoje entra no décimo dia.
— A declaração de Lula mostra que estamos no caminho certo, no caminho de procurar negociar. A contribuição que ele pode dar é entrando em contato com os presidentes dos bancos para solicitar a retomada do processo de negociação — disse Luiz Cláudio.
O sindicalista endossou os argumentos de Lula:
— Os banqueiros devem ter consciência de que agora é o momento de dividirem um pouco dos grandes lucros que vêm tendo com os trabalhadores e com a sociedade.
Os bancários reivindicam reposição de 6,22% nos salários e um aumento real de 17,68%, totalizando 25% de reajuste, 14º salário, participação nos lucros de um salário mais R$ 1,2 mil.
A Federação Brasileira das Associações dos Bancos (Febraban) não se pronunciou sobre as declarações do presidente. A assessoria da Febraban informou que o presidente da entidade, Márcio Cypriano, estava viajando.
Fonte: O Globo – Cristiane Jungblut e Adauri Antunes Barbosa
Deixe um comentário