O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir esta semana com os líderes de sua base parlamentar para definir que estratégia o Planalto adotará na votação do primeiro turno da reforma da Previdência, prevista para o dia 5. Mais que discutir o mérito da proposta e a necessidade de o texto não ser desfigurado pelo plenário da Câmara, o encontro servirá para acalmar os aliados políticos, insatisfeitos com o tratamento recebido do governo federal, sobretudo no preenchimento de cargos nos Estados.
O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, confirmou que já solicitou a reunião dos aliados com Lula, mas disse que a data ainda está indefinida. Segundo Dirceu, se der para compatibilizar as agendas, poderão participar também os presidentes dos partidos que dão sustentação ao Planalto. As negociações em torno da reforma da Previdência ocorrem, ao longo da semana, em meio a fortes pressões dos servidores públicos, que querem novas mudanças no texto já aprovado na Comissão Especial, e ao acirramento dos movimentos sociais, outra fonte de preocupação com o governo.
O ministro José Dirceu, que na terça-feira se reunirá com os líderes partidários da base governista, defende a aprovação do texto integral da Previdência que saiu da Comissão Especial, mas admite conversas para discutir alternativas.
Na retomada das negociações em torno da reforma da Previdência, o presidente Lula enfrentará resistências em sua própria casa. Os líderes governistas já estão procurando saídas para atender, por exemplo, ao pleito dos juízes que resistem ao subteto estabelecido na reforma. Os desembargadores não aceitam ganhar 75% do salário pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e querem 90,25%.
A pressão dos juízes junto aos parlamentares será reforçada e coincide com a ameaça de greve que eles estão programando a partir de 5 de agosto, data da votação da reforma. “Há possibilidade de mudar o subteto dos Judiciário”, admitiu o deputado Paulo Bernardo (PT-PR), que integra a ala governista do PT.
Ainda no PT, o chamado grupo dos 30, formado por deputados mais à esquerda do partido, quer mais alterações na Previdência e promete fazer barulho. Os petistas contrários à proposta do governo se agrupam a outros partidos como PTB e PL em defesa de mudanças nos dispositivos que tratam das pensões na reforma da Previdência. Na proposta original, o governo previa um corte mínimo de 30% no valor das novas pensões a serem concedidas pelo setor público. No relatório aprovado na Comissão Especial, esse corte mínimo foi mantido mas apenas para as pensões que excederem a R$ 1.058,00. O PTB quer que o corte só incida a partir de R$ 2.400, que será o novo teto do INSS.
Gazeta do Povo
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Por Mhais• 28 de julho de 2003• 13:12• Sem categoria
LULA MONTA PLANO PARA APROVAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA DIA 5
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir esta semana com os líderes de sua base parlamentar para definir que estratégia o Planalto adotará na votação do primeiro turno da reforma da Previdência, prevista para o dia 5. Mais que discutir o mérito da proposta e a necessidade de o texto não ser desfigurado pelo plenário da Câmara, o encontro servirá para acalmar os aliados políticos, insatisfeitos com o tratamento recebido do governo federal, sobretudo no preenchimento de cargos nos Estados.
O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, confirmou que já solicitou a reunião dos aliados com Lula, mas disse que a data ainda está indefinida. Segundo Dirceu, se der para compatibilizar as agendas, poderão participar também os presidentes dos partidos que dão sustentação ao Planalto. As negociações em torno da reforma da Previdência ocorrem, ao longo da semana, em meio a fortes pressões dos servidores públicos, que querem novas mudanças no texto já aprovado na Comissão Especial, e ao acirramento dos movimentos sociais, outra fonte de preocupação com o governo.
O ministro José Dirceu, que na terça-feira se reunirá com os líderes partidários da base governista, defende a aprovação do texto integral da Previdência que saiu da Comissão Especial, mas admite conversas para discutir alternativas.
Na retomada das negociações em torno da reforma da Previdência, o presidente Lula enfrentará resistências em sua própria casa. Os líderes governistas já estão procurando saídas para atender, por exemplo, ao pleito dos juízes que resistem ao subteto estabelecido na reforma. Os desembargadores não aceitam ganhar 75% do salário pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e querem 90,25%.
A pressão dos juízes junto aos parlamentares será reforçada e coincide com a ameaça de greve que eles estão programando a partir de 5 de agosto, data da votação da reforma. “Há possibilidade de mudar o subteto dos Judiciário”, admitiu o deputado Paulo Bernardo (PT-PR), que integra a ala governista do PT.
Ainda no PT, o chamado grupo dos 30, formado por deputados mais à esquerda do partido, quer mais alterações na Previdência e promete fazer barulho. Os petistas contrários à proposta do governo se agrupam a outros partidos como PTB e PL em defesa de mudanças nos dispositivos que tratam das pensões na reforma da Previdência. Na proposta original, o governo previa um corte mínimo de 30% no valor das novas pensões a serem concedidas pelo setor público. No relatório aprovado na Comissão Especial, esse corte mínimo foi mantido mas apenas para as pensões que excederem a R$ 1.058,00. O PTB quer que o corte só incida a partir de R$ 2.400, que será o novo teto do INSS.
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