A Central Única dos Trabalhadores iniciou na noite desta segunda-feira, dia 5, seu 9º Congresso Nacional, o maior de sua história com a presença de cerca de 2.500 delegados e delegadas de todo o país. O evento acontece em São Paulo até o dia 9, quando será eleita a nova direção da Central
Além dos congressistas, recebeu delegações de mais de 20 países, representantes dos partidos PT, PCdoB, PSB e Psol, do MST, das centrais sindicais CGT, Força e CGTB e diversas lideranças políticas, entre elas o presidente da Câmara Federal, Aldo Rebelo, o senador Eduardo Suplicy e o candidato do PT ao governo paulista, o senador Aloisio Mercadante.
O ator e secretário do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti, foi o mestre de cerimônia da solenidade de abertura. “Eu acompanho a nossa CUT desde seu surgimento, na década de 80, apoiando as lutas democráticas. Para mim é uma honra poder apresentar esse Congresso em um momento tão especial da história de nosso país”, comentou Mamberti.
Em nome da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, Pedro Ivo lembrou que nesta data comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente e destacou algumas conquistas do Ministério como a diminuição do desmatamento na Amazônia em 31% e a lei de rotulagem dos transgênicos. “A ministra Marina Silva como ex-sindicalista da CUT envia um enorme abraço a todos e todas nesse Congresso”, finalizou Pedro Ivo.
Um momento de emoção na abertura do Congresso ocorreu quando Sérgio Mamberti anunciou na platéia o companheiro Gegê, lider dos movimentos populares de moradia, que estava com prisão decretada por conta de sua luta e participou do CONCUT após obter habeas corpus, que garantiu seu direito à liberdade.
Canindé Pegado, da CGT, relembrou a unidade de ação entre as duas centrais e Ubiraci Dantas, da CGTB, conclamou os trabalhadores “a enterrar o tucanato em São Paulo e no Brasil”.
O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, comentou sobre a importância de os trabalhadores se engajarem na campanha pela reeleição do presidente Lula, bandeira que também foi defendida pelo representante do PSB, Wilson Cardoso, e por Ricardo Berzoini, presidente do PT.
O deputado Aldo Rebelo cobrou de outras forças democráticas união nesse período de disputa e lembrou que a falta de unidade já trouxe diversos prejuízos à classe trabalhadora.
Em sua fala, o senador Mercadante fez uma veemente defesa do governo Lula e levantou a platéia aos gritos de 1,2 3, é Lula outra vez.
O últimos orador, o presidente nacional da CUT, João Felício, relembrou que durante o governo neoliberal, à Central cabia apenas resistir aos ataques do governo, que tentava de todas as maneiras eliminar direitos trabalhistas e vender o patrimônio público. “No governo Lula passamos a ter espaço de negociação, conquistamos o reconhecimento das centrais, o maior aumento do salário mínimo da última década e isso sem perder nossas raízes de luta”, avaliou Felício. “Temos que dizer de maneira muito clara para a população que entre as duas candidaturas colocadas hoje, a do presidente Lula é a que melhor representa os interesses dos trabalhadores. Viva a CUT”, concluiu.
O primeiro dia do 9º CONCUT terminou com apresentação de Paulo Tovar, ganhador do 1º CANTACUT e com show de Jair Rodrigues.
Publicada em: 06/06/2006 às 19:19 Seção: Todas as Notícias do SÍTIO www.cut.org.br.
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