WASHINGTON (Reuters) – A maior central sindical dos Estados Unidos, a AFL-CIO, anunciou na quarta-feira uma campanha para criticar as políticas econômicas do candidato republicano à Presidência, John McCain.
A AFL-CIO informou que sua campanha dirá a mais de 13 milhões de lares sindicalizados em 23 Estados que o virtual candidato governista vai manter, se for eleito em novembro, as mesmas políticas que já prejudicaram os trabalhadores durante o governo de George W. Bush.
“John McCain demonstrou repetidamente que oferece mais das mesmas políticas econômicas fracassadas que George Bush impõe há sete anos”, disse a jornalistas Karen Ackerman, diretora política da central sindical.
As pesquisas mostram que atualmente os eleitores estão mais preocupados com a situação econômica do que com a guerra do Iraque. McCain, ao contrário dos democratas Barack Obama e Hillary Clinton, defendeu tratados de livre-comércio em lugares como Ohio, onde esse tipo de instrumento é visto como a causa da perda de empregos na indústria.
Ackerman criticou McCain por apoiar o livre-comércio, votar pela limitação do pagamento de horas extras e se empenhar pouco para evitar crises iminentes na saúde e na habitação.
A AFL-CIO, que representa mais de 10,5 milhões de trabalhadores, pretende destinar 53,4 milhões de dólares, um recorde, para atividades políticas de base neste ano. Outros sindicatos também estão ampliando suas atividades políticas.
A campanha da central vai se basear em visitas pessoais a casas e locais de trabalho, telefonemas e panfletos, segundo Ackerman.
Os sindicalistas também vão confrontar McCain em eventos de campanha, especialmente em Ohio, Pensilvânia, Michigan, Wisconsin e Minnesota, Estados que serão decisivos na eleição de novembro e que têm muitos sindicalizados, segundo ela.
O Partido Republicano pediu que Obama e Hillary condenem a campanha como um esforço de “interesses especiais”.
“A campanha da AFL-CIO contra John McCain demonstra claramente que suas prioridades estão em uma política de ataque, e não em focar nas famílias americanas”, disse o porta-voz do Comitê Nacional Republicano, Alex Conant.
Por Andy Sullivan.
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