O ministro do Planejamento, Guido Mantega, disse hoje que já existem condições macroeconômicas necessárias para a redução do recolhimento compulsório dos bancos (o dinheiro que as instituições financeiras são obrigadas a deixar no Banco Central).
Segundo ele, as condições que obrigaram o governo a restringir o crédito e elevar a taxa básica de juros e o empréstimo compulsório já foram “debeladas”, assim como o perigo da inflação.
“Na minha modesta opinião, já existem condições para que a política monetária seja toda favorável ao crédito”, afirmou Mantega, durante seminário “Como Financiar o Crescimento”, em São Paulo.
O ministro disse que a decisão de reduzir o compulsório é do Banco Central e que, por isso, não seria necessário esperar pela próxima reunião do Copom, em agosto, para que a medida fosse adotada.
“A queda da taxa de juros e do compulsório está dentro da linha estratégica a ser praticada pela autoridade monetária”, disse o ministro.
O que é compulsório
O depósito compulsório é um dos instrumentos de política monetária do BC. Por meio dele, é possível influenciar a quantidade de dinheiro que os bancos podem usar para conceder crédito. Quanto maior a parcela dos depósitos que os bancos têm que recolher, menor o volume de crédito na economia.
Reportagem publicada ontem pela Folha informa que o governo irá baixar nesta semana as taxas do recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista e a prazo que as instituições financeiras são obrigadas a deixar no BC.
O objetivo da medida é estimular uma queda nas taxas de juros dos bancos e dar início ao processo de reativação da atividade econômica.
Segundo a Folha, a orientação foi dada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ao presidente do BC, Henrique Meirelles, numa conversa por telefone, na sexta-feira passada.
O Brasil é o país que fixa as maiores taxas de compulsório no mundo. O compulsório fixado pelo BC hoje é de 68% sobre os depósitos à vista e de 23% sobre os depósitos a prazo. Na maioria dos países emergentes, a taxa é de aproximadamente 25%.
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
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Por Mhais• 28 de julho de 2003• 13:36• Sem categoria
MANTEGA DIZ QUE BC JÁ PODE REDUZIR EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO
O ministro do Planejamento, Guido Mantega, disse hoje que já existem condições macroeconômicas necessárias para a redução do recolhimento compulsório dos bancos (o dinheiro que as instituições financeiras são obrigadas a deixar no Banco Central).
Segundo ele, as condições que obrigaram o governo a restringir o crédito e elevar a taxa básica de juros e o empréstimo compulsório já foram “debeladas”, assim como o perigo da inflação.
“Na minha modesta opinião, já existem condições para que a política monetária seja toda favorável ao crédito”, afirmou Mantega, durante seminário “Como Financiar o Crescimento”, em São Paulo.
O ministro disse que a decisão de reduzir o compulsório é do Banco Central e que, por isso, não seria necessário esperar pela próxima reunião do Copom, em agosto, para que a medida fosse adotada.
“A queda da taxa de juros e do compulsório está dentro da linha estratégica a ser praticada pela autoridade monetária”, disse o ministro.
O que é compulsório
O depósito compulsório é um dos instrumentos de política monetária do BC. Por meio dele, é possível influenciar a quantidade de dinheiro que os bancos podem usar para conceder crédito. Quanto maior a parcela dos depósitos que os bancos têm que recolher, menor o volume de crédito na economia.
Reportagem publicada ontem pela Folha informa que o governo irá baixar nesta semana as taxas do recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista e a prazo que as instituições financeiras são obrigadas a deixar no BC.
O objetivo da medida é estimular uma queda nas taxas de juros dos bancos e dar início ao processo de reativação da atividade econômica.
Segundo a Folha, a orientação foi dada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ao presidente do BC, Henrique Meirelles, numa conversa por telefone, na sexta-feira passada.
O Brasil é o país que fixa as maiores taxas de compulsório no mundo. O compulsório fixado pelo BC hoje é de 68% sobre os depósitos à vista e de 23% sobre os depósitos a prazo. Na maioria dos países emergentes, a taxa é de aproximadamente 25%.
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
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