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Mantega nega que governo estude medidas de restrição ao crédito

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou hoje (24) que o governo esteja estudando medidas para restringir o crédito. Segundo ele, o governo pretende apenas assegurar o crescimento estruturado da economia por meio do estímulo aos investimentos. “Nos próximos dias, vou conversar com representantes de vários setores para saber se eles estão em condição de ampliar a oferta e atender o crescimento da demanda nos próximos anos”, disse o ministro.

Entre os setores com os quais Mantega presente conversar estão a indústria automobilística, a siderurgia e a indústria do cimento. O ministro também adiantou que, na próxima quarta-feira (26), se reunirá com representantes de instituições financeiras para avaliar a expansão do crédito no país. “Se o setor financeiro disse que segura a alavancagem [crescimento da demanda], estarei mais seguro. A preocupação não é com o presente, mas com o futuro”, afirmou.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil.

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Crédito para máquinas e equipamentos eleva desembolsos do BNDES para micro e pequenas empresas

Rio de Janeiro – O crescimento do financiamento do produto Finame, destinado à compra de máquinas e equipamentos, explica em grande parte a ampliação dos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para as micro, pequenas e médias empresas.

A avaliação foi feita hoje (20) à Agência Brasil pelo economista Edson Luiz Moret de Carvalho, da área de Operações Indiretas do banco.

Segundo ele, entre março de 2007 e fevereiro de 2008, houve aumento de 52,3% nos desembolsos do BNDES para esse segmento quando comparado aos 12 meses anteriores.

No período pesquisado, os desembolsos cresceram 83,7% na região Norte; 61,6% no Centro-Oeste; 60,8% no Nordeste; 58,4% no Sul; e 42,4% no Sudeste.

Nos 12 meses encerrados em fevereiro deste ano, foram realizadas 89.594 operações de empréstimo a micro, pequenas e médias empresas em todo o país, o que representou um aumento de 71% em relação às operações efetuadas nos 12 meses anteriores.

Entre janeiro e fevereiro de 2008, foram feitas 13.421 operações de financiamento a esse tipo de empresas. Isso significou um crescimento de 46% em comparação ao primeiro bimestre do ano passado.

Segundo Moret, no conceito de micro, pequena e média empresa também está inserida a pessoa física, que envolve a atividade agrícola e de serviços.

Na avaliação do economista, a evolução dos financiamentos para as micro, pequenas e médias empresas demonstra o crescimento da economia e do setor de máquinas e equipamentos.

Para obtenção de crédito, o BNDES considera micro empresas aquelas que apresentem faturamento anual de até R$ 1,2 milhão.

As pequenas empresas vão dessa faixa até R$ 10,5 milhões, enquanto as médias se situam acima desse valor até R$ 60 milhões por anoano. A partir desse faturamento, são consideradas grandes empresas.

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.

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