Cerca de 500 pessoas acompanharam na manhã deste sábado (16) a Marcha das Vadias, que percorreu as ruas do centro de Curitiba. A passeata reuniu famílias e amigos para chamar a atenção para a violência contra a mulher. De acordo com a organização da marcha, uma mulher sofre violência no Brasil a cada 24 segundos. Uma contagem coletiva foi feita pelos manifestantes, que se sentaram no meio da rua, em frente à Praça 19 de Dezembro, a praça do Homem Nu.
A Marcha das Vadias saiu do Passeio Público e também percorreu a Rua Barão do Serro Azul, a Praça Generoso Marques, calçadão da Rua XV de Novembro e Boca Maldita. Em cada um destes locais foi realizada uma parada, com discursos, interpretações artísticas e música. “Chamamos para a marcha as famílias, que precisam discutir o assunto e que ensinam valores”, comenta Maira Nunes, uma das organizadoras da marcha.
A manifestação contou com o apoio da Delegacia da Mulher de Curitiba e de diversas organizações não governamentais, como a Espaço Mulher. “Este é um assunto para toda a sociedade porque a violência contra a mulher destrói a família. A mulher não quer romper com o marido e a família. Ela quer romper com a violência”, afirma a presidente da ong Espaço Mulher, Maria Celi de Albuquerque, que também coordena o programa de atendimento à mulher em situação de violência na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
De acordo com ela, a mulher fragilizada pela violência nem sempre recebe o atendimento correto no serviço de saúde. A maioria das mulheres que precisa ir até o hospital depois de sofrerem violência reclama do atendimento que recebeu. Maria Celi ressalta que, neste momento, muitas mulheres não precisam de tutela. Elas querem apenas ajuda. “Também estamos incentivando a implementação efetiva da notificação obrigatória da violência contra a mulher nos hospitais e unidades de saúde, em vigor desde 2003. Mas os profissionais de saúde ainda relutam. E isto daria um panorama mais fiel do que existe hoje”, explica Maria Celi.
Ela cita que, em 2009, a Delegacia da Mulher de Curitiba registrou mais de 9 mil casos. No ano passado, o número saltou para 12 mil. Policiais da delegacia especializada acompanharam a Marcha das Vadias. “Isto é muito importante porque estimula as mulheres a denunciar. Elas deixam de prestar esclarecimentos por medo, por dependência do madrido. Com esta iniciativa, elas percebem que não estão sozinhas”, opina Vanessa Neumann, escrivã de polícia que atua na Delegacia da Mulher.
Barbara Rouze, Joice Goveia e Bruna Goveia se uniram aos participantes da Marcha das Vadias com cartazes. O material estava disponível na internet. “Soubemos da marcha pelo Facebook. Imprimimos os cartazes. Não estamos aqui pelo feminismo. Nós três queremos o respeito da mulher, a igualdade”, comenta Joice. “Queremos usar a roupa que for sem precisar ouvir nada. Não é pela roupa que se pode rotuar que aquela pessoa é promíscua”, opina Barbara.
Por Joyce Carvalho.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://oestadodoparana.pron.com.br/cidades/noticias/33677/?noticia=marcha-das-vadias-em-curitiba-chama-atencao-da-sociedade-para-violencia-contra-mulher
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Versão curitibana da “Marcha das Vadias” reúne cerca de 200 pessoas
Ato de cobrança por mais políticas públicas para as mulheres surgiu no Canadá e também já ocorreu em São Paulo, Brasília e outras capitais brasileiras
16/07/2011 | 12:50 | Diego Ribeiro
Cerca de 200 pessoas participam no fim da manhã deste sábado (16) da versão curitibana da Marcha das Vadias. A manifestação é uma resposta a cultura machista no mundo, segundo as organizadoras. O protesto surgiu após um policial de Toronto, no Canadá, afirmar durante uma palestra que as mulheres deveriam parar de usar roupas de “vadias” para evitar os estupros.
A marcha já ocorreu em São Paulo, Brasília e outras capitais brasileiras. No Paraná, a ideia é cobrar mais politicas públicas para as mulheres, de acordo com uma das organizadores do evento, a atriz Ludimila Nascarella.
De acordo com ela, pesquisas apontam que a cada 24 segundos uma mulher é espancada no país. “Queremos tratar da saúde da mulher, desmistificar o termo vadia. Estamos armadas com autoestima e amor”, afirma.
O grupo exige que os governos divulguem dados mais claros sobre a violência contra a mulher. “A gente quer mais dados, transparência, para que possa ser planejada políticas públicas”, relata outra coordenadora da manifestação, Stephany Mattano.
Ao lado de muitas mulheres, crianças, jovens, homens e idosos também tiveram presentes na manifestação. Segundo Cléber Moura, que participou da marcha, o evento vai além do feminino. “É para todas as classes que se sentem inferiorizadas”.
Redes sociais
Após a Marcha das Vadias de São Paulo, no começo de junho, um grupo curitibano de amigos iniciou uma mobilização pelas redes sociais. Pela internet, segundo Ludimila, conseguiu 11 mil adesões a manifestação, que tem como mote principal “Por prazer ou profissão, sexo não é convite à violência”.
Além da resposta contra o machismo, a Marcha das Vadias pretende sensibilizar a população sobre a falta de humanidade. “As pessoas não se importam mais umas com as outras”, afirma Stephany.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1147902&tit=Versao-curitibana-da-Marcha-das-Vadias-reune-cerca-de-200-pessoas