(São Paulo) “A “Marcha a Brasília foi extremamente positiva, porque pautou o debate sobre o salário mínimo no governo, no Congresso Nacional e na sociedade”. A afirmação é do presidente nacional da CUT, Luiz Marinho, avaliando o resultado dos três dias da Marcha, que unificou trabalhadores de diversas regiões do País e de todas as centrais sindicais.
Para Marinho, embora as centrais reivindicassem um mínimo de R$ 320,00, os R$ 300,00 anunciados hoje (15) pelo governo são uma conquista desta grande mobilização que culminou com a Marcha. “O salário mínimo previsto no Orçamento da União para 2005 era de R$ 283,00. Com todo o trabalho feito pela CUT ao longo deste ano e com a adesão das demais centrais sindicais a esta luta, conseguimos fazer o governo avançar para os R$ 300,00. Cabe lembrar também que o Executivo vai criar a Comissão Quadripartite proposta pela CUT – com representantes do governo, Congresso, empresários e trabalhadores – para discutir a política de recomposição da remuneração”, ressaltou o presidente nacional da CUT.
Outro ponto avaliado como extremamente positivo pelo sindicalista foi o fato de o debate ter sido feito ainda este ano, quebrando a lógica que sempre se adotou, de discutir o reajuste do salário mínimo às vésperas de seu reajuste, ou seja, em abril e maio, quando o Orçamento da União já está consolidado.
Marinho fez questão de destacar o empenho dos sindicatos e das direções das CUT Estaduais e Nacional para garantir o sucesso da “Marcha a Brasília”, além de parabenizar todos os participantes. “Sem a garra de todas estas pessoas, que caminharam 40 quilômetros debaixo de sol e chuva, que dormiram em condições precárias, não teríamos conquistado este avanço. Todos estão de parabéns”, enfatizou o presidente da CUT.
IR e funcionalismo
Luiz Marinho também considerou um avanço o anúncio da correção da tabela do Imposto de Renda em 10%, depois de anos de congelamento. Para ele, embora o índice não corresponda à reivindicação dos trabalhadores – que pediam o ajuste em, no mínimo, 17% (inflação registradas nos dois anos de governo Lula) -, a mobilização também fez com que o Executivo se posicionasse em relação ao tema. “Deixamos claro para o presidente Lula e para o ministro Antonio Palocci que vamos insistir para que a defasagem na tabela do IR não se aprofunde”, disse.
Para o presidente da CUT, o ponto mais frágil das três bandeiras que motivaram a Marcha foi o que se refere ao funcionalismo público. “Não conseguimos nada de concreto agora, mas vamos insistir para que ocorram negociações com os representantes dos servidores públicos ao longo do ano”, finalizou Marinho.
Fonte: Solange Espírito Santo – CUT
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Por Mhais• 16 de dezembro de 2004• 12:15• Sem categoria
Marinho: Marcha foi vitoriosa
(São Paulo) “A “Marcha a Brasília foi extremamente positiva, porque pautou o debate sobre o salário mínimo no governo, no Congresso Nacional e na sociedade”. A afirmação é do presidente nacional da CUT, Luiz Marinho, avaliando o resultado dos três dias da Marcha, que unificou trabalhadores de diversas regiões do País e de todas as centrais sindicais.
Para Marinho, embora as centrais reivindicassem um mínimo de R$ 320,00, os R$ 300,00 anunciados hoje (15) pelo governo são uma conquista desta grande mobilização que culminou com a Marcha. “O salário mínimo previsto no Orçamento da União para 2005 era de R$ 283,00. Com todo o trabalho feito pela CUT ao longo deste ano e com a adesão das demais centrais sindicais a esta luta, conseguimos fazer o governo avançar para os R$ 300,00. Cabe lembrar também que o Executivo vai criar a Comissão Quadripartite proposta pela CUT – com representantes do governo, Congresso, empresários e trabalhadores – para discutir a política de recomposição da remuneração”, ressaltou o presidente nacional da CUT.
Outro ponto avaliado como extremamente positivo pelo sindicalista foi o fato de o debate ter sido feito ainda este ano, quebrando a lógica que sempre se adotou, de discutir o reajuste do salário mínimo às vésperas de seu reajuste, ou seja, em abril e maio, quando o Orçamento da União já está consolidado.
Marinho fez questão de destacar o empenho dos sindicatos e das direções das CUT Estaduais e Nacional para garantir o sucesso da “Marcha a Brasília”, além de parabenizar todos os participantes. “Sem a garra de todas estas pessoas, que caminharam 40 quilômetros debaixo de sol e chuva, que dormiram em condições precárias, não teríamos conquistado este avanço. Todos estão de parabéns”, enfatizou o presidente da CUT.
IR e funcionalismo
Luiz Marinho também considerou um avanço o anúncio da correção da tabela do Imposto de Renda em 10%, depois de anos de congelamento. Para ele, embora o índice não corresponda à reivindicação dos trabalhadores – que pediam o ajuste em, no mínimo, 17% (inflação registradas nos dois anos de governo Lula) -, a mobilização também fez com que o Executivo se posicionasse em relação ao tema. “Deixamos claro para o presidente Lula e para o ministro Antonio Palocci que vamos insistir para que a defasagem na tabela do IR não se aprofunde”, disse.
Para o presidente da CUT, o ponto mais frágil das três bandeiras que motivaram a Marcha foi o que se refere ao funcionalismo público. “Não conseguimos nada de concreto agora, mas vamos insistir para que ocorram negociações com os representantes dos servidores públicos ao longo do ano”, finalizou Marinho.
Fonte: Solange Espírito Santo – CUT
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