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Por 14:34 Sem categoria

Medidas econômicas do Brasil são exemplo à América Latina

O Brasil é considerado hoje como estratégico para os países da União Européia e as Parcerias Público-Privadas sugeridas através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são os exemplos mais adiantados que se podem observar na América Latina neste sentido. Essa é a análise feita por Enrique Iglesias, Secretário Geral Iberoamericano e ex-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), durante o VI Encontro Santander-América Latina, na cidade de Santander, na Espanha. Na opinião de Iglesias, apesar do Brasil se destacar em relação aos paises vizinhos, toda a região vive um momento único de reestruturação e consolidação econômica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi de longe o governante mais elogiado durante o encontro que ocorreu na Universidade Internacional Menendez Pelayo, em um seminário que começou ontem e vai até sexta-feira. Para o secretário, as políticas sociais adotadas pelo presidente Lula são um bom exemplo do que um país em desenvolvimento precisa fazer para criar condições de ascensão e estruturação social. “As políticas sociais adotadas por Lula são exemplos de práticas que precisam ser adotadas, pois o Brasil e a América Latina estão crescendo e têm que criar condições sócio-econômicas para isso. É preciso criar estruturas eficientes, com concessão de crédito para que haja evolução dos investimentos. É necessário ainda aumentar o percentual de investimento estruturais em relação ao PIB para 25%, 26%”, afirmou.

Iglesias lembrou que o Brasil participou ontem da reunião de cúpula com a União Européia, em Lisboa, e entrou para um grupo seleto de países considerados pelo bloco como “parceiros estratégicos”. Atualmente, somente Estados Unidos, Canadá, Rússia, China, Índia e Japão recebem da UE esse tratamento.

O presidente da Lehman Brothers Espanha, Luis de Guindos Jurado, que também participou do evento, reiterou o fato de o Brasil apresentar atualmente todas as condições macroeconômicas necessárias para integrar o grupo. “Os principais indicadores macroeconômicos que fundamentam uma economia já são vistos no Brasil. E isso certamente desperta o interesse dos investidores”, afirmou. Outro ponto ponderado como estrutural para o Pais é as possibilidades que ocorrem em torno do biocombustível que, na sua opinião, para o Brasil, é um negócio fundamental.

Os elogios vêm um dia após o presidente Lula ter anunciado um reforço financeiro de R$ 3,8 bilhões aos programas sociais do Brasil, que serão destinados para obras de urbanização de favelas e saneamento no Rio de Janeiro via PAC. As obras devem atender dois milhões de famílias.

No início da semana, o presente anunciou ainda uma verba de R$ 979,8 milhões para as obras de saneamento e urbanização no Ceará, sendo R$ 786,3 milhões serão do Governo Federal e o restante vindo de contrapartidas do estado e dos municípios. As obras devem atingir 500 mil famílias em cinco municípios. Além dos investimentos no Ceará e Rio de Janeiro, o presidente Lula afirmou que pretende levar, até o final de 2010, esgoto sanitário e água potável a 90% das comunidades indígenas e a 50% das comunidades quilombolas do país, também por meio do PAC.

Iglesias alerta, no entanto, que parte do crescimento registrado hoje nos países latino-americanos são puxados pela forte demanda de países como China e Índia. “Mas não se pode atribuir o crescimento só a essa demanda externa, e é preciso se preparar para quando ela não estiver mais tão acelerada assim”. Também chamou atenção para os altos indicadores de pobreza e os baixos índices de competitividade internacionais do Brasil e seus parceiros latino-americanos. O secretário também não descartou a existência de problemas como o narcotráfico e a corrupção, que precisam ser resolvidos.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO: www.dci.com.br

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