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Mexicano Banorte fecha aliança com Banco do Brasil

MONTERREY, México (Reuters) – O mexicano Grupo Financiero Banorte, quinto maior do país, e o Banco do Brasil fecharam nesta segunda-feira uma aliança comercial para oferecer serviços bancários a seus clientes nos dois países.

O acordo, que não implica em uma fusão de capital, permitirá ao Banorte e Banco do Brasil que utilizem suas plataformas de negócios para oferecer serviços financeiros a seus clientes tanto no México quanto no Brasil.

O Banorte, único dos grandes bancos do país em mãos de mexicanos, disse em um comunicado que a aliança é a primeira que faz com um banco latino-americano, e que se soma à que fechou em março com o japonês Mizuho .

Com o acordo, assinado na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao México nesta segunda-feira, o Banorte oferecerá seus serviços a clientes do Banco do Brasil e vice-versa.

Os serviços vão de contas bancárias, transferências internacionais de dinheiro e cartões de crédito e débito a seguros e investimentos.

(Por Gabriela López).
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Brasil e México firmam acordo para projetos de energia

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou nesta segunda-feira com seu colega mexicano, Felipe Calderón, um acordo para a realização de projetos conjuntos de exploração de petróleo, ao mesmo tempo em que defendeu o álcool como sendo o combustível do futuro.

Calderón elogiou a Petrobras e disse que a empresa brasileira poderia ajudar sua equivalente mexicana, a Pemex, a fazer explorações em águas profundas –o que a estatal do Brasil já faz na parte norte-americana do Golfo do México.

“A Petrobras tem muito que contribuir em conhecimento, tecnologia e experiência com a Petróleos Mexicanos (Pemex)”, disse Calderón em entrevista coletiva ao lado de Lula.

“Enquanto o México está declinando sua produção petroleira, apesar das nossas enormes reservas, a Petrobras está incrementando consistentemente sua produção”, acrescentou Calderón, que defende uma reforma nas leis para permitir a participação privada no setor.

A Pemex, uma das dez maiores empresas produtoras e exportadoras de petróleo do mundo, precisa de pesados investimentos para explorar reservas de gás e petróleo em águas profundas do Golfo do México.

Segundo Lula, para colocar em prática o acordo, a Petrobras e a Pemex precisam “avaliar as condições de financiamento de cada empresa, de investimento em novas tecnologias e ao mesmo tempo de projeção e existência de petróleo em poços que estão sendo explorados”.

Antes, numa reunião com empresários, Lula disse que Brasil e México têm uma oportunidade “extraordinária” para levar adiante projetos em terceiros países e aumentar sua presença no setor energético da região.

DEFESA DO COMBUSTÍVEL RENOVÁVEL

Mas Lula defendeu ao mesmo tempo o uso do álcool como o combustível do futuro, por ser menos poluente e dar oportunidade de desenvolvimento a regiões marginalizadas, como a África.

“Se metade do que se fala de aquecimento global for verdade, os biocombustíveis serão inexoráveis, irreversíveis, é apenas questão de tempo”, declarou.

Os presidentes firmaram um protocolo para a cooperação com o México na produção de álcool à base de cana, produto do qual o Brasil é o maior fabricante mundial.

Lula reiterou no evento diante de Calderón seu convite para que o México se aproxime do Mercosul, pois é hora de “começar a sonhar com um processo de integração mais forte”.

“Temos (Calderón e Lula) uma grande oportunidade de integrar um mercado de quase 300 milhões de consumidores. México e Brasil são fortes cada um por sua conta, mas aliados podemos constituir uma verdadeira potência econômica mundial”, disse Calderón diante de empresários.

O presidente mexicano disse que em 2006 o comércio bilateral cresceu quase 10 por cento em relação ao ano anterior, atingindo mais de 6,7 bilhões de dólares, e que atualmente as empresas mexicanas têm investimentos superiores a 14 bilhões de dólares no Brasil.

Além do México, Lula passará também por Nicarágua, Jamaica e Panamá.

Por Tomás Sarmiento e Anahí Rama.

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