fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 21:06 Sem categoria

Militantes sindicais reúnem-se com Dilma para reivindicar igualdade de oportunidades no trabalho entre homens e mulheres; evento acontece nesta terça-feira, 17 de agosto

Mulheres com Dilma

Mulheres militantes sindicais das seis centrais sindicais realizam amanhã um encontro com Dilma Rousseff a partir das 11h, na cidade de São Paulo. O encontro acontece na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade.

As militantes vão entregar para Dilma a “Plataforma das Mulheres Trabalhadoras para as Eleições 2010”. No documento, várias propostas para ampliar os direitos das mulheres no mercado de trabalho.

Dentre as propostas, como garantia de creche nas empresas com mais de 100 trabalhadores, destaca-se a reivindicação por igualdade de salários entre homens e mulheres que desempenham funções semelhantes e igualdade de oportunidades na carreira.

Um instrumento que pode ajudar a construir tal igualdade é a ratificação da Convenção 156 da OIT, que prevê, por parte do país signatário, o compromisso na busca por essa mudança.

“É uma luta que já desempenhamos, e nossos sindicatos incluem essa reivindicação em suas campanhas salariais. Porém, o empenho pela ratificação da Convenção 156 se explica porque a ratificação do texto vai dar suporte institucional à mudança”, explica Rosane da Silva, secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT.

A Central Única dos Trabalhadores não participa da organização nem da infraestrutura do encontro de amanhã.

Para vigorar, as convenções da OIT precisam ser enviadas pelo governo federal ao Congresso, aprovadas pelos parlamentares e depois receberam legislação complementar.

Conheça o texto da 156, acessando o endereço eletrônico http://www.cutpr.org.br/admin/uploads/arq_down/conv_156.pdf

Por Isaías Dalle.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.

==============================

Dilma defende gratuidade a toda população a medicamentos para diabetes e hipertensão

Brasília – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje (16) que seu plano para a saúde prevê a universalização do acesso gratuito aos medicamentos para o diabetes e a hipertensão. Dilma se reuniu na semana passada com representantes da indústria farmacêutica nacional e internacional e avaliou que o país tem condições de fornecer esses medicamentos gratuitamente à população.

“Já subsidiamos 90% do valor desses medicamentos distribuídos nas redes de farmácias. O que queremos é subsidiar os 10% restantes”, disse a candidata.

De acordo com Dilma, o país tem um custo anual de R$ 400 milhões para bancar o subsídio já existente. Pagar a integralidade do preço do medicamento significaria algo em torno de R$ 40 milhões.

A distribuição desses medicamentos, nos planos da candidata petista, deverá englobar as farmácias privadas. Atualmente, existem 12 mil farmácias cadastradas pelo Ministério da Saúde e aptas para distribuir os remédios a custo zero. Existem, ainda, cerca de 500 farmácias públicas que também seriam usadas para essa distribuição. “Temos que aproveitar a elevadíssima capilaridade da rede privada para levar esses medicamentos para todo o Brasil’, explicou a candidata.

Os principais alvos da política de medicamentos, de acordo com a candidata, seriam o fortalecimento da distribuição dos medicamentos genéricos, das vacinas e de remédios mais sofisticados, que usam a biotecnologia.

Dilma voltou a lamentar a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). No entanto, ela apontou como saída o aumento da arrecadação, apostando no aumento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “Se o PIB cresce, a arrecadação cresce. A parte primeira do que for arrecadado a mais com o crescimento do PIB tem que ir para a área da saúde.”

Outros pontos do seu programa de saúde estão sendo fechados. No entanto, a candidata adiantou que o programa será baseado na instalação de unidades de Pronto-Atendimento (Upas) e na instalação de policlínicas regionais para atendimento especializado.

Além disso, Dilma pretende instalar clínicas de prevenção do câncer e formar uma rede de atendimento à mulher e à criança usando o aparato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Dilma continua reunida com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, na sede do comitê de campanha, em Brasília, fechando detalhes sobre o seu programa de governo. José Serra passa o dia em Porto Alegre e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Marina Cumpre agenda em São Paulo.

Por Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.

==============================

Dilma quer escolas profissionalizantes em todas as cidades com mais de 50 mil habitantes

Porto Alegre – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que pretende abrir escolas profissionalizantes em todos os municípios com mais de 50 mil habitantes. Ao participar hoje (13) da inauguração do comitê do PDT gaúcho em favor de sua candidatura, em Porto Alegre (RS), Dilma afirmou que seu programa de governo prevê a integração do ensino médio com o ensino profissionalizante.

“Vamos fazer escolas profissionalizantes em todos os municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes. Queremos integrar o ensino médio ao ensino profissionalizante para que os alunos saiam com um diploma e também com uma profissão”, disse a candidata.

Dilma não chegou a detalhar suas propostas para a a área de educação, mas disse que pretende retomar a ideia de ensino em tempo integral defendida por Leonel Brizola. “Temos uma luta que é a escola em tempo integral. E ela tem nome: Leonel Brizola”, disse ela, lembrando o ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, seu companheiro na época em Dilma foi do PDT.

Outra proposta para a educação que deve constar no plano de Dilma será ampliação do número de creches em todo país. Dilma disse ainda que pretende aprofundar o processo de interiorização das universidades. “Não podemos deixar que os alunos tenham que correr atrás de uma universidade. O processo deve ser contrário. A universidade deve chegar até ao aluno.”

Ao falar sobre o Programa Universidade para Todos (Prouni), Dilma subiu o tom nas críticas contra a oposição. Ela lembrou que o programa que garante vaga em universidades particulares para alunos de baixa renda foi alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada ao Supremo Tribuna Federal pelo DEM.

“O DEM, partido coligado ao meu adversário [o tucano José Serra], partido do vice de meu adversário [Indio da Costa] entrou com uma ação questionando a constitucionalidade do programa. Queriam acabar com o Prouni por intermédio do STF. Isso significa que mais de 500 mil alunos iam perder a bolsa de estudo”, criticou Dilma, que também não deixou de lembrar os conflitos entre a polícia e professores em greve no Rio Grande do Sul há cerca de dois anos. Os professores da rede pública gaúcha entraram com um pedido de cassação do mandato da governadora Yeda Crusius (PSDB). “Não se faz educação tratando o professor a porretada”, alfinetou.

As críticas também foram enfáticas quando a candidata se referiu aos pedágios cobrados nas rodovias em São Paulo. De acordo com Dilma, o alto pedágio cobrado é “imposto escamoteado”.

“Queria falar de pedágio. Sabe quanto custa o pedágio entre São Paulo e Ribeirão Preto? R$ 43,35, são 12 praças de pedágios. Ida e volta dá pouco mais de R$ 86. Sabe por quê? Nós licitamos [em outros Estados] pela menor tarifa, quando eles [tucanos] dão concessão, licitam por quem paga mais. Eles alegam que é para melhorar outras estradas, mas isso tem nome: é imposto escamoteado”, disse a candidata, que criticou a forma de concessão adotada em São Paulo. “Todos que defendem pedágio pedágio por outorga defendem mais imposto para a sociedade pagar”, disse.

Ao falar co Bolsa Família, Dilma duvidou da promessa feita por Serra de dobrar a abrangência do programa de distribuição de renda implantado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nunca deixamos de fazer política de distribuição. Meu adversário [José Serra] tem um programa chamado Renda Cidadã. Eu pergunto: de 2007 até a saída dele [do cargo de governador de São Paulo], o programa cresceu? Não, ele diminuiu. Nós não falamos que vamos duplicar o Bolsa Família, porque nós vamos dar para todos enquanto precisarem dele”, disse a candidata.

Por Eudes Júnior – Enviado Especial da EBC. Colaboração: Luciana Lima. Edição: João Carlos Rodrigues.

=============================

Dilma diz que Brasil não precisa de reforma trabalhista

Florianópolis – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje (12) que não considera que o Brasil necessita de uma reforma trabalhista. Em discurso para empresários na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), a candidata repudiou ideias que, segundo ela, podem “reduzir” direitos trabalhistas.

“Não tenho compromisso com a reforma trabalhista e não penso em reforma trabalhista como algo urgente para o país. Não me peçam para reduzir direitos de trabalhadores porque isso não vai acontecer”, defendeu.

Dilma Rousseff também ressaltou que uma possível reforma na Previdência só ocorrerá após análise com muita “cautela” e minimizou a questão do déficit previdenciário. “O déficit previdenciário não tem essa dimensão toda que se anuncia. É preciso lembrar que uma parte vai para política social, para pagar os aposentados da área rural, por exemplo. Esse gasto tem que ser pago com dinheiro do Tesouro”, afirmou.

Quanto ao financiamento de obras de infraestrutura, a candidata do PT defendeu uma maior participação de empresas nacionais e internacionais nos investimentos. Segundo Dilma, as obras que o Brasil precisa prioritariamente não podem depender apenas de financiamento público.

“Não podemos mais depender somente do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], que é o único que faz financiamento de 20 a 30 anos. Até porque, vocês sabem que não se faz uma rede de infraestrutura em cinco anos. Por isso, precisamos do capital privado, nacional e internacional”, disse.

A candidata petista afirmou ainda que seu desafio é transformar o Brasil, de país emergente no cenário internacional, para um país desenvolvido e destacou que o ele tem algumas “vantagens” em relação aos demais emergentes que precisam ser contadas como fatores competitivos.

Dilma Rousseff citou como uma “vantagem” o fato do Brasil ter metade da matriz energética formada por energia limpa. Outra vantagem, segundo ela, foi a descoberta de petróleo na camada pré-sal e a Floresta Amazônica.

“O pré-sal é uma reserva de valor. Nós temos uma outra reserva que é a Floresta Amazônica. Nós precisamos levar desenvolvimento a 20 milhões de pessoas que vivem lá [na Amazônia] que é uma reserva que temos que preservar”, disse.

A situação de credor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o fato do Brasil gozar atualmente de um regime democrático estável também foram fatores apontados por Dilma como vantagens em relação aos demais países emergentes.

“Acabamos com a indexação da nossa dívida interna. Hoje, o dólar pode estourar lá fora que não afeta nossa dívida. Quanto a dívida externa, hoje somos credores do FMI. Além disso, temos US$ 255 bilhões em reservas cambiais”.

Por Eudes Júnior – Enviado Especial da EBC. Colaboração: Luciana Lima.
Edição: Aécio Amado.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

Close