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Por 23:25 Sem categoria

Ministério da Saude reforça orientação para uso de oseltamivir em locais com alta circulação do H1N1

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Saúde reforçou hoje (26) a recomendação para que o antiviral oseltamivir (de nome comercial Tamiflu) seja receitado a todos os pacientes com sintomas de gripe residentes em estados onde há alta circulação do vírus Influenza H1N1, como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Por meio de nota, a pasta ressaltou que a orientação é válida inclusive para pacientes que estão fora do chamado grupo de risco, que inclui gestantes, crianças maiores de 6 meses e menores de 2 anos, idosos, profissionais de saúde e índios.

O ministério também destacou que o medicamento deve ser administrado até 48 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas, sem que se necessite aguardar resultados laboratoriais ou sinais de agravamento da doença.

Ainda de acordo com o comunicado, todos os estados e municípios do país estão abastecidos com o oseltamivir. Este ano, foram repassadas às secretarias estaduais de Saúde 418,8 mil caixas do remédio, cada uma contendo dez comprimidos, suficientes para um tratamento completo.

Edição: Davi Oliveira

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Padilha descarta ampliar vacinação contra gripe A na Região Sul

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou hoje (20/07) que não há risco de uma epidemia da influenza A (H1N1) – gripe suína no Brasil, nem mesmo na Região Sul do país, onde a doença já matou 123 pessoas este ano. Ele descartou a possibilidade de ampliar a vacinação contra a gripe na região. Padilha destacou que a principal orientação do ministério é que o antiviral oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, seja receitado aos pacientes assim que surgirem os primeiros sintomas da doença.

“Neste momento, eu diria que ele [oseltamivir] é até mais importante que a vacina, porque ela demora de 10 a 15 dias para garantir a proteção de imunidade à pessoa. Quando começa a aumentar o número de casos, o mais importante é a orientação correta aos profissionais de saúde do uso do Tamiflu de forma precoce, especialmente nas primeiras 36 horas”, disse o ministro, após participar do anúncio de liberação de verbas para o Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Segundo Padilha, a situação atual é muito diferente da pandemia de 2009, quando mais de 2 mil pessoas morreram em decorrência da gripe A. “O que existe hoje é uma maior circulação do vírus e uma maior detecção também, já que aumentamos de 30 para 120 os pontos de coleta da amostra para diagnóstico do vírus”, avaliou. Dados do ministério apontam, até o último dia 12, 159 mortes em todo o país causadas pelo vírus H1N1.

Sobre o fato de dois terços das mortes estarem concentradas nos estados do Sul do país, Padilha explicou que a região têm histórico de maior número de casos de doenças pulmonares e gripe “por ser mais fria e por ter mais pessoas idosas, tendo em vista que a expectativa de vida é maior”. O ministro informou que foram analisados os perfis das vítimas da doença em Santa Catarina. “A grande maioria era do grupo de risco, que tinha indicação para tomar a vacina, ou o Tamiflu foi administrado de forma tardia”, declarou.

O ministro da Saúde alertou que não há dispensa da receita médica para o oseltamivir. “Ele [o remédio] tem que ser receitado pelo médico e o controle é feito pela prescrição. O que nós estamos fazendo é garantir um estoque suficiente na rede pública e orientando que o medicamento seja distribuído em todas as unidades, ficando próximo [acesso] à população. Desde maio, existe Tamiflu suficiente no Sistema Único de Saúde (SUS).”

Durante o evento na capital paulista, Padilha anunciou o aumento na liberação anual de recursos para o HC e para o Instituto do Coração (Incor). Serão mais R$ 80 milhões para os hospitais a cada ano. Com o incremento, a expectativa é que sejam ampliados, principalmente, o número de transplantes e cirurgias eletivas. Atualmente, 15,26% dos transplantes de São Paulo são feitos nas unidades de saúde. “Queremos, com isso, diminuir o tempo de espera da população. As pessoas ficam de seis meses a um ano esperando cirurgias eletivas, principais filas da rede pública”, disse.

O presidente do Conselho Deliberativo do HC, José Otávio Costa Aueler, garantiu que os novos recursos vão permitir maior oferta dos procedimentos indicados pelo ministério, mas não precisou quantos transplantes ou cirurgias poderão ser feitos a mais. “Nós teremos como avaliar posteriormente. Vamos precisar aumentar também o número de leitos de UTI [unidade de terapia intensiva], por exemplo, uma infraestrutura que já está sendo planejada. Dentro de um processo, esse aumento vai se efetivando.”

Edição: Carolina Pimentel

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Mortes de pacientes com o vírus Influenza H1N1 na Região Sul sobem para 144

Fernando César Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Curitiba – O total de pacientes com o vírus Influenza H1N1 mortos este ano chegou a 144 na Região Sul do país. Nesta quinta-feira (26), a Secretaria de Saúde de Santa Catarina confirmou mais dez mortes – nove delas ocorridas antes do último dia 19. A décima morte aconteceu no dia 23. Outra morte foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul.

Essas 11 mortes não estão contabilizadas no balanço do Ministério da Saúde divulgado ontem, que contém dados das secretarias estaduais de Saúde até dia 21 e que contabilizava 210 óbitos em todo o país.

Das 144 mortes registradas em 2012 na região, 72 ocorreram em Santa Catarina, 47 no Rio Grande do Sul e 25 no Paraná, que divulgará novo boletim na segunda-feira (30).

Em todo o país, de janeiro até o último dia 21 de julho, houve 210 mortes causadas pela Influenza A (H1N1) – gripe suína. Esse número corresponde a 10,2% do registrado em 2009, quando 2.060 pessoas morreram no Brasil em razão da doença.

Na Região Sul, as 144 mortes deste ano equivalem a 18,2% do total das 789 verificadas em 2009. O fim da pandemia foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Ministério da Saúde, é possível afirmar que o pico da doença este ano foi ultrapassado.

Nesta quinta-feira, o ministério reforçou a orientação para que os médicos receitem o antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu, a todos os pacientes com síndrome gripal residentes em estados com maior circulação do vírus Influenza H1N1, mesmo antes de resultados de exames laboratoriais ou sinais de agravamento da doença. A pasta também divulgou um cartaz com orientações específicas aos médicos.

Todos os estados e municípios estão abastecidos com o oseltamivir. O governo federal repassou às secretarias estaduais de saúde 418,8 mil caixas do remédio. Cada caixa contém dez comprimidos, suficientes para um tratamento completo.

A síndrome gripal é caracterizada pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, dor de cabeça, muscular ou nas articulações. O antiviral, que reduz as chances de que a doença evolua para um caso grave, tem maior eficácia quando tomado nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas.

Edição: Fábio Massalli

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br

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