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Ministro descarta crise no sistema bancário

Palocci e Meirelles, que participaram do G-20, explicam compulsório menor para bancos
Berlim (das agências) – O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, negaram nesse fim de semana que a medida de alívio nos depósitos compulsórios dos bancos, anunciada na sexta-feira, tenha sido motivada por dificuldades e ondas de saques em alguns bancos. Segundo os dois, os problemas que levaram à intervenção no Banco Santos, há duas semanas, são isolados e não há risco de contaminação no sistema financeiro. “Não há nenhuma preocupação nossa em relação ao sistema financeiro brasileiro. A medida anunciada fortalece o sistema de crédito, o que é positivo para o sistema financeiro”, disse Palocci.
O ministro e Meirelles participaram de reunião do G 20 – grupo que reúne ministros das finanças e presidentes de bancos centrais de países avançados e emergentes. Meirelles ressaltou que a medida – que favorece principalmente os bancos pequenos – visa a melhorar as condições de competição do mercado e já vinha sendo estudada.
Palocci e Meirelles consideram que não há motivo para preocupação do mercado com os efeitos que a medida de afrouxamento nos compulsórios dos bancos possa ter sobre a inflação. Segundo a nova norma do BC, todos os bancos poderão ter uma espécie de desconto de R$ 300 milhões no valor que são obrigados a recolher, diariamente, ao BC. A liberação desses recursos significa que poderão ser usados pelos bancos para maior oferta de crédito. Mas, de acordo com Palocci, os volumes que estarão livres não são suficientes para provocar pressões sobre os preços.
Sobre os rumores de que tenha havido vazamento de informação sobre a intervenção no Banco Santos, Meirelles disse que essa e outras possíveis irregularidades serão investigadas pela comissão de inquérito do BC que cuida do caso. Mas disse que, por enquanto, não existe nenhum indício de vazamento de informação.
G-20
O Brasil, um dos grandes países emergentes do G-20, reiterou sua posição a favor de “mecanismos preventivos” para evitar fluxos de capitais indesejáveis, afirmou em Berlim o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. “Temos debatido estes mecanismos preventivos, assim como códigos de conduta para evitar a instabilidade financeira”, disse Meirelles à imprensa, durante a reunião ministerial e de presidentes de bancos centrais do G-20. No fim da década de 90, o Brasil sofreu várias crises econômicas causadas, em boa parte, por capitais voláteis. Fontes brasileiras consideram o fórum importante para ajudar a forjar uma “estabilidade econômica internacional”.
Fonte: Gazeta do Povo

Por 09:23 Sem categoria

Ministro descarta crise no sistema bancário

Palocci e Meirelles, que participaram do G-20, explicam compulsório menor para bancos

Berlim (das agências) – O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, negaram nesse fim de semana que a medida de alívio nos depósitos compulsórios dos bancos, anunciada na sexta-feira, tenha sido motivada por dificuldades e ondas de saques em alguns bancos. Segundo os dois, os problemas que levaram à intervenção no Banco Santos, há duas semanas, são isolados e não há risco de contaminação no sistema financeiro. “Não há nenhuma preocupação nossa em relação ao sistema financeiro brasileiro. A medida anunciada fortalece o sistema de crédito, o que é positivo para o sistema financeiro”, disse Palocci.

O ministro e Meirelles participaram de reunião do G 20 – grupo que reúne ministros das finanças e presidentes de bancos centrais de países avançados e emergentes. Meirelles ressaltou que a medida – que favorece principalmente os bancos pequenos – visa a melhorar as condições de competição do mercado e já vinha sendo estudada.

Palocci e Meirelles consideram que não há motivo para preocupação do mercado com os efeitos que a medida de afrouxamento nos compulsórios dos bancos possa ter sobre a inflação. Segundo a nova norma do BC, todos os bancos poderão ter uma espécie de desconto de R$ 300 milhões no valor que são obrigados a recolher, diariamente, ao BC. A liberação desses recursos significa que poderão ser usados pelos bancos para maior oferta de crédito. Mas, de acordo com Palocci, os volumes que estarão livres não são suficientes para provocar pressões sobre os preços.

Sobre os rumores de que tenha havido vazamento de informação sobre a intervenção no Banco Santos, Meirelles disse que essa e outras possíveis irregularidades serão investigadas pela comissão de inquérito do BC que cuida do caso. Mas disse que, por enquanto, não existe nenhum indício de vazamento de informação.

G-20

O Brasil, um dos grandes países emergentes do G-20, reiterou sua posição a favor de “mecanismos preventivos” para evitar fluxos de capitais indesejáveis, afirmou em Berlim o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. “Temos debatido estes mecanismos preventivos, assim como códigos de conduta para evitar a instabilidade financeira”, disse Meirelles à imprensa, durante a reunião ministerial e de presidentes de bancos centrais do G-20. No fim da década de 90, o Brasil sofreu várias crises econômicas causadas, em boa parte, por capitais voláteis. Fontes brasileiras consideram o fórum importante para ajudar a forjar uma “estabilidade econômica internacional”.

Fonte: Gazeta do Povo

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