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Ministros divergem sobre antecipação do reajuste do mínimo

(Brasília) Os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Paulo Bernardo (Planejamento) divergiram ontem sobre a possibilidade de antecipar em dois meses o reajuste do salário mínimo. Para Marinho, não há condições orçamentárias de fazer a antecipação. Já Bernardo acredita que é possível atender o pedido dos sindicalistas. A decisão só deve sair no dia 19, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com as centrais sindicais.
Ontem, durante reunião com Marinho e os ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) e Nelson Machado (Previdência), representantes das centrais sindicais concordaram com o mínimo de R$ 350 desde que o reajuste passasse a valer em março, e não em maio como acontece todos os anos. Além disso, os sindicalistas cobraram uma correção de 10% para a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física –o governo estuda 7%.
Em encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), Marinho afirmou que a antecipação do reajuste teria um impacto de R$ 2 bilhões no Orçamento.
“Isso impacta mais de R$ 2 bilhões. Então, me parece não ser possível, mas quem vai tomar essa decisão é o presidente Lula”, disse.
Já o ministro do Planejamento, em entrevista na tarde de hoje, disse que é possível atender à reivindicação dos sindicalistas. “Se o presidente Lula tomar a decisão com certeza nós vamos fazer a adequação orçamentária para atender essa decisão.”
Ele também ressaltou que é uma decisão política que será tomada apenas pelo presidente. A data de validade do reajuste deve ser anunciada na próxima quinta-feira, em reunião de Lula com sindicalistas e ministros.
“É uma decisão política do presidente. Mas ele sempre toma decisões políticas levando em conta os números, o custo orçamentário, o que significa isso para a Previdencia Social e principalmente o reajuste que seria justo para o trabalhador.”
Tabela do IR – Marinho também indicou que não será possível corrigir a tabela do IR em 10% proposta pelos sindicalistas. “Eu diria que, desse jeito formulado, não é possível. O impacto no Orçamento seria de uma ordem de grandeza impossível de ser incorporada integralmente”, disse.
As centrais sindicais cobravam inicialmente do governo o reajuste do mínimo para R$ 400 e a correção da tabela do IR em 13%. Anteontem, os sindicatos aceitaram reduzir a reivindicação para R$ 360 e 10%. Ontem, cederam novamente e concordaram com os R$ 350. Já o governo, desde o início das negociações, tem estudado um mínimo de R$ 350 e o reajuste da tabela de no máximo 7%.
Fonte: Ana Paula Ribeiro – Folha Online

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Ministros divergem sobre antecipação do reajuste do mínimo

(Brasília) Os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Paulo Bernardo (Planejamento) divergiram ontem sobre a possibilidade de antecipar em dois meses o reajuste do salário mínimo. Para Marinho, não há condições orçamentárias de fazer a antecipação. Já Bernardo acredita que é possível atender o pedido dos sindicalistas. A decisão só deve sair no dia 19, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com as centrais sindicais.

Ontem, durante reunião com Marinho e os ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) e Nelson Machado (Previdência), representantes das centrais sindicais concordaram com o mínimo de R$ 350 desde que o reajuste passasse a valer em março, e não em maio como acontece todos os anos. Além disso, os sindicalistas cobraram uma correção de 10% para a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física –o governo estuda 7%.

Em encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), Marinho afirmou que a antecipação do reajuste teria um impacto de R$ 2 bilhões no Orçamento.

“Isso impacta mais de R$ 2 bilhões. Então, me parece não ser possível, mas quem vai tomar essa decisão é o presidente Lula”, disse.

Já o ministro do Planejamento, em entrevista na tarde de hoje, disse que é possível atender à reivindicação dos sindicalistas. “Se o presidente Lula tomar a decisão com certeza nós vamos fazer a adequação orçamentária para atender essa decisão.”

Ele também ressaltou que é uma decisão política que será tomada apenas pelo presidente. A data de validade do reajuste deve ser anunciada na próxima quinta-feira, em reunião de Lula com sindicalistas e ministros.

“É uma decisão política do presidente. Mas ele sempre toma decisões políticas levando em conta os números, o custo orçamentário, o que significa isso para a Previdencia Social e principalmente o reajuste que seria justo para o trabalhador.”

Tabela do IR – Marinho também indicou que não será possível corrigir a tabela do IR em 10% proposta pelos sindicalistas. “Eu diria que, desse jeito formulado, não é possível. O impacto no Orçamento seria de uma ordem de grandeza impossível de ser incorporada integralmente”, disse.

As centrais sindicais cobravam inicialmente do governo o reajuste do mínimo para R$ 400 e a correção da tabela do IR em 13%. Anteontem, os sindicatos aceitaram reduzir a reivindicação para R$ 360 e 10%. Ontem, cederam novamente e concordaram com os R$ 350. Já o governo, desde o início das negociações, tem estudado um mínimo de R$ 350 e o reajuste da tabela de no máximo 7%.

Fonte: Ana Paula Ribeiro – Folha Online

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