A intransigência dos bancos na mesa de negociações empurra cada vez um número maior de bancários e bancárias para a greve, que na base territorial do Sindicato nesta quarta-feira (14/09) tem 89,2% de adesão ao movimento nacional.
São 1.896 trabalhadores paralisados em 112 agências localizadas em Londrina, Cambé, Ibiporã, Rolândia, Assaí, Sertanópolis, Alvorada do Sul, Jataizinho, Primeiro de Maio, Uraí e Tamarana.
Para Regiane Portieri, presidenta do Sindicato de Londrina, falta pouco para atingir o pico da greve da Campanha Unificada de 2015, quando no 21º dia da mobilização 2.050 bancárias e bancários estavam de braços cruzados em 118 agências.
“A indignação é a mesma e a determinação também. Graças a estes dois sentimentos, conseguimos dar a volta por cima e conquistar aumento real e outros avanços para a categoria nas negociações gerais com a Fenaban e as específicas com o BB e a Caixa”, recorda Regiane.
Ela lembra que no ano passado os bancos também iniciaram os debates negando a reposição da inflação e se recusaram a negociar outras reivindicações da categoria, mas após três semanas de greve sentiram o peso da pressão e acabaram concedendo reajuste de 10% nos salários, auxílios e na PLR, e de 14% nos pisos.
“É por isso que precisamos fortalecer o movimento para atingir nossos objetivos mais uma vez e dizer não ao retrocesso”, ressalta a presidenta do Sindicato de Londrina.
Por Armando Duarte Jr.