A 12ª Plenária Nacional da CUT nos possibilitou avançar na proposição de uma organização interna, a partir da criação da Secretaria Nacional de Juventude e da Secretaria Nacional de Combate à Discriminação Racial. Esses dois temas são de extrema importância para o desenvolvimento de políticas para a nossa Central.
Outro tema que perpassou todos os momentos da Plenária foi o das Cotas.
Após 15 anos da discussão que estabeleceu as cotas no interior da CUT, as mulheres obtêm uma importante conquista, a garantia da efetivação, na prática, de uma política que muitos já compreendem e implementam, mas alguns ainda têm dificuldade de assimilar.
A garantia de cotas é uma grande vitória para as mulheres e para a Central e o único caminho que nos conduz a avançar no que diz respeito a democratizar cada vez mais nossa atuação no interior da CUT.
Aprovar a nossa plataforma com uma estratégia definida para o período representa um importante passo na abordagem de temas primordiais para as mulheres, como a nossa participação política, no mundo do trabalho e na garantia de uma maior ocupação das mulheres nos espaços de poder da sociedade brasileira.
Outro ponto fundamental foi o da aprovação em se dar maior importância a temas históricos que são bandeiras de luta da Central Única dos Trabalhadores. Destaco dentre os grandes temas citados o da Reforma Agrária, um tema estruturante para a sociedade brasileira assim como a importância de priorizarmos a discussão sobre o Limite de Propriedade da Terra, como uma das nossas principais bandeiras de atuação política da CUT para o campo.
O encerramento de uma semana de diálogos, debates e defesas de propostas culminou numa grande assembléia que teve o importante papel de fazer um resgate histórico extremamente forte entre a CUT que sonhamos há 25 anos e a realidade construída de uma Central combativa, comprometida e aguerrida.
Foi uma emoção muito grande sentir toda a energia positiva de dirigentes sindicais dos 27 estados do Brasil que estiveram presente à Praça da Matriz, em São Bernardo do Campo, berço do sindicalismo brasileiro e do nascimento da nossa Central Única dos Trabalhadores, que é o instrumento de luta mais importante da classe trabalhadora no mundo contemporâneo.
Artur, nosso Presidente, após a leitura do Plano de Lutas, convocou a militância a aprovar nossa estratégia política para o próximo período e num momento que guardarei em minha memória para o resto da vida, compartilhei a emoção de ouvir da nossa militância, 25 anos depois da realização do sonho de construção da CUT, nossa palavra de ordem num uníssono: Central Única dos Trabalhadores, Central Única dos Trabalhadores, Central Única dos Trabalhadores e das Trabalhadoras!
Por Carmen Foro, que é trabalhadora rural e vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).