Agência Carta Maior
(Puebla) – Milhares de pessoas marcharam pelas ruas da cidade histórica de Puebla, no México, nesta quinta-feira (5), para dizer não ao Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca). Nesta semana, Puebla recebe negociadores de 34 países do continente, que tentam superar impasses para criar pelo menos uma “Alca light” até janeiro de 2005, como está previsto nos acordos.
Após a marcha, que reuniu sindicalistas, campesinos e estudantes da cidade mexicana, uma comissão de representantes dos movimentos sociais conseguiu permissão para passar pela barreira policial que cercava o prédio da Secretaria da Alca, dentro do Centro de Convenções de Puebla, e entregar aos delegados do Comitê de Negociações Comerciais um documento onde expressam sua preocupação diante do avanço do livre-comércio no continente.
Os representantes da Aliança Social Continental Gonzalo Berrón (CUT-Brasil), Rusa Jeremic (Common Frontiers – Canadá), Elizabeth Drake (AFL-CIO – EUA) e Deborah James (Global Exchange – EUA) formaram a comissão, que ainda teve a presença de representantes da Rede Mexicana de Ação frente ao Livre Comércio, União Campesina Emiliano Zapata, Sindicato dos Eletricistas do México e Sindicato dos Vendedores Ambulantes de Puebla.
O documento foi entregue a Manuel Luna, da Secretaria de Economia do México. O delegado mexicano comprometeu-se a passar o documento aos co-presidentes da Alca e aos demais participantes da reunião.
Pelo menos até a noite de quarta-feira (4), as notícias que vinham do Centro de Convenções de Puebla eram boas para os movimentos sociais: permanecia o impasse entre o Mercosul e o grupo de 14 países liderado pelos Estados Unidos.
Liderado pelo Brasil, o Mercosul disse que não aceitaria a proposta do G-14 de reduzir apenas parcialmente as tarifas de importação de alguns produtos. Também não concordaram com a criação de uma salvaguarda agrícola especial, semelhante a um mecanismo antidumping. O encontro termina nesta sexta-feira (6).
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Por Mhais• 6 de fevereiro de 2004• 12:20• Sem categoria
MOVIMENTOS SOCIAIS MARCHAM CONTRA A ALCA
Agência Carta Maior
(Puebla) – Milhares de pessoas marcharam pelas ruas da cidade histórica de Puebla, no México, nesta quinta-feira (5), para dizer não ao Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca). Nesta semana, Puebla recebe negociadores de 34 países do continente, que tentam superar impasses para criar pelo menos uma “Alca light” até janeiro de 2005, como está previsto nos acordos.
Após a marcha, que reuniu sindicalistas, campesinos e estudantes da cidade mexicana, uma comissão de representantes dos movimentos sociais conseguiu permissão para passar pela barreira policial que cercava o prédio da Secretaria da Alca, dentro do Centro de Convenções de Puebla, e entregar aos delegados do Comitê de Negociações Comerciais um documento onde expressam sua preocupação diante do avanço do livre-comércio no continente.
Os representantes da Aliança Social Continental Gonzalo Berrón (CUT-Brasil), Rusa Jeremic (Common Frontiers – Canadá), Elizabeth Drake (AFL-CIO – EUA) e Deborah James (Global Exchange – EUA) formaram a comissão, que ainda teve a presença de representantes da Rede Mexicana de Ação frente ao Livre Comércio, União Campesina Emiliano Zapata, Sindicato dos Eletricistas do México e Sindicato dos Vendedores Ambulantes de Puebla.
O documento foi entregue a Manuel Luna, da Secretaria de Economia do México. O delegado mexicano comprometeu-se a passar o documento aos co-presidentes da Alca e aos demais participantes da reunião.
Pelo menos até a noite de quarta-feira (4), as notícias que vinham do Centro de Convenções de Puebla eram boas para os movimentos sociais: permanecia o impasse entre o Mercosul e o grupo de 14 países liderado pelos Estados Unidos.
Liderado pelo Brasil, o Mercosul disse que não aceitaria a proposta do G-14 de reduzir apenas parcialmente as tarifas de importação de alguns produtos. Também não concordaram com a criação de uma salvaguarda agrícola especial, semelhante a um mecanismo antidumping. O encontro termina nesta sexta-feira (6).
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