Brasília – Levantamento do Ministério da Saúde mostra que mulheres respondem pela maioria das mortes e casos graves de influenza A (H1N1) – gripe suína neste ano no Brasil. Das 50 mortes registradas até do dia 3 de abril, 76% (38) foram de mulheres. Dessas, 32% (16) eram grávidas.
Dos 361 casos graves da doença registrados até essa mesma data, 20% (74) foram em gestantes. De acordo com o ministério, uma das possíveis explicações para as grávidas serem as principais vítimas da doença estaria relacionada à baixa imunidade delas.
Os dados do ministério mostram que 41,1% das gestantes foram imunizadas até a manhã de hoje (9). A etapa de vacinação desse grupo foi prorrogada até o dia 23 de abril, por causa, segundo o ministro José Gomes Temporão, do feriado de Páscoa.
Outros dados revelam 66,1% de imunização de crianças de seis meses a menos de 2 anos e 32,8% de doentes crônicos com menos de 60 anos. Até o momento, 10% dos adultos de 20 a 29 anos foram vacinados – a etapa dessa faixa etária começou na última segunda-feira.
As mulheres que engravidarem depois da sua etapa de vacinação podem procurar um posto de saúde e se imunizar nas fases seguintes. Segundo o ministro, 13,5 milhões de brasileiros já foram vacinados desde o início da campanha no dia 8 de março até a tarde de hoje (9). A meta é imunizar cerca de 72 milhões de brasileiros.
Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.
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Amanhã é o Dia Nacional de Vacinação contra a Gripe H1N1
Brasília – Os governos federal, estaduais e municipais promovem amanhã (10) o Dia Nacional de Vacinação contra a Gripe H1N1. O objetivo é aumentar a adesão à campanha de imunização. Com isso, 36 mil postos de saúde ficarão abertos neste sábado para aplicar a dose em crianças de 6 meses a menores de 2 anos, gestantes, doentes crônicos com menos de 60 anos e adultos na faixa etária de 20 a 29 anos – os grupos prioritários.
Até o início da tarde de hoje (9), 13,5 milhões de brasileiros foram imunizados desde o começo da campanha, no dia 8 de março – cerca de 22% do público-alvo de 58,6 milhões de pessoas para as três primeiras etapas de vacinação.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a procura pela vacina aumentou nas últimas semanas. Ele atribui a demora de algumas pessoas a se vacinar ao fato desse tipo de imunização ser uma novidade no país e as festas do último feriado.
O ministro garantiu que a vacina é eficaz, segura e a população não deve ter receio de tomar. “É absolutamente segura. Não tivemos nenhum caso de complicação. Se tiver dúvidas, procure um médico”, afirmou Temporão, acrescentando que a vacina pode causar pequeno desconforto, como febre, mas sem grandes problemas à saúde. A imunização é contraindicada aos alérgicos à ovo.
Entre os grupos considerados prioritários Ministério da Saúde, estão também adultos de 30 a 39 anos e idosos. Quem estiver fora dessa lista, pode procurar a vacina em clínicas particulares.
A partir da próxima semana, o laboratório Abbott vai distribuir um tipo de vacina contra a nova gripe ao setor privado. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, vinculada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), concedeu o registro de preços ao Abbot para vacina, capaz de imunizar contra a gripe A e a comum – diferente da aplicada nos postos de saúde, que imuniza somente contra a gripe suína.
O preço autorizado .varia de R$ 40,60 a R$ 44,11, mas as clínicas podem cobrar acima desse valor pela aplicação da dose. De acordo com a Anvisa, quatro laboratórios já têm licença para comercializar a vacina no país, mas apenas o Abbott requisitou o registro de preço até o momento.
De janeiro a abril deste ano, 50 pessoas já morreram da gripe A no país – a maioria mulheres. Em 2009, quando não havia vacina no Brasil, foram registrados 2.051 óbitos – 75% de pessoas com doenças crônicas.
Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.
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