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Negociação termina sem proposta

Bancários cobram aumento real e garantia de emprego – 06/07/2004
(São Paulo) A segunda rodada de negociações, realizada nesta terça-feira, 6/07, tratou das cláusulas econômicas e emprego. Os bancários, logo no início da reunião, reforçaram a reivindicação do aumento real de salário, ressaltando que o setor financeiro tem condições de incorporar parcela da lucratividade e da rentabilidade aos salários, remunerando melhor seus empregados.

Os representantes dos banqueiros alegaram dificuldade para conceder aumento real de salários, porque isto gera aumento nos custos fixos.

Para o secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro, que participou da negociação, a declaração causa espanto. “Se colocarmos a alegada dificuldade em conceder aumento real de salários diante dos lucros exorbitantes que os bancos apresentam e que os bancários e a sociedade já conhecem, esta argumentação se revela inaceitável”, constata.

Sobre os empregos, os bancários cobraram dos patrões a responsabilidade social tão propagada, propondo a garantia de emprego e ratificação da Convenção 158, que trata das demissões imotivadas, mas a contraproposta dos banqueiros é a regulamentação das demissões, reafirmando que a maior parte das dispensas, cerca de 80%, ocorre a pedido dos bancários. Os representantes da Executiva contestaram a declaração, que vem sendo desmascarada pelo movimento sindical, que homologa maior parte das rescisões e já provou que as demissões são feitas pelas empresas.

Na avaliação do secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro, que participou da negociação, além de não apresentarem proposta, os banqueiros, ao contrário do que dizem, são irresponsáveis dentro da sua própria casa ao não concordarem com o aumento real e proporem a regulamentação das demissões.

Os temas econômicos e emprego, assim como jornada de trabalho e cláusulas sindicais e sociais, voltam a ser discutidos no dia 20/07, quando ocorre a próxima rodada, às 15h. A Executiva se reúne às 9h, na sede da CNB/CUT.

A Executiva Nacional dos Bancários reforça a importância da participação dos bancários no calendário aprovado na manhã desta terça durante o seminário de preparação das negociações, que prevê atividades a partir da próxima segunda-feira. A Executiva avaliou que nesta primeira rodada de negociações de fato, a postura dos banqueiros foi um mal começo, negando o pretenso interesse de buscar um acordo rápido. Neste passo, a luta é que faz a diferença.

Meire Bicudo – CNB/CUT

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Negociação termina sem proposta

Bancários cobram aumento real e garantia de emprego – 06/07/2004
(São Paulo) A segunda rodada de negociações, realizada nesta terça-feira, 6/07, tratou das cláusulas econômicas e emprego. Os bancários, logo no início da reunião, reforçaram a reivindicação do aumento real de salário, ressaltando que o setor financeiro tem condições de incorporar parcela da lucratividade e da rentabilidade aos salários, remunerando melhor seus empregados.
Os representantes dos banqueiros alegaram dificuldade para conceder aumento real de salários, porque isto gera aumento nos custos fixos.
Para o secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro, que participou da negociação, a declaração causa espanto. “Se colocarmos a alegada dificuldade em conceder aumento real de salários diante dos lucros exorbitantes que os bancos apresentam e que os bancários e a sociedade já conhecem, esta argumentação se revela inaceitável”, constata.
Sobre os empregos, os bancários cobraram dos patrões a responsabilidade social tão propagada, propondo a garantia de emprego e ratificação da Convenção 158, que trata das demissões imotivadas, mas a contraproposta dos banqueiros é a regulamentação das demissões, reafirmando que a maior parte das dispensas, cerca de 80%, ocorre a pedido dos bancários. Os representantes da Executiva contestaram a declaração, que vem sendo desmascarada pelo movimento sindical, que homologa maior parte das rescisões e já provou que as demissões são feitas pelas empresas.
Na avaliação do secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro, que participou da negociação, além de não apresentarem proposta, os banqueiros, ao contrário do que dizem, são irresponsáveis dentro da sua própria casa ao não concordarem com o aumento real e proporem a regulamentação das demissões.
Os temas econômicos e emprego, assim como jornada de trabalho e cláusulas sindicais e sociais, voltam a ser discutidos no dia 20/07, quando ocorre a próxima rodada, às 15h. A Executiva se reúne às 9h, na sede da CNB/CUT.
A Executiva Nacional dos Bancários reforça a importância da participação dos bancários no calendário aprovado na manhã desta terça durante o seminário de preparação das negociações, que prevê atividades a partir da próxima segunda-feira. A Executiva avaliou que nesta primeira rodada de negociações de fato, a postura dos banqueiros foi um mal começo, negando o pretenso interesse de buscar um acordo rápido. Neste passo, a luta é que faz a diferença.
Meire Bicudo – CNB/CUT

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