São Paulo – Começou por volta das 10h30 desta quarta-feira, dia 5, o segundo bloco de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Os temas tratados neste segundo momento são sobre questões econômicas, como reajuste salarial, PLR e contratação da remuneração variável.
A mobilização dos bancários, desde 2004, garantiu reajustes salariais que repuseram a inflação e ainda elevaram, apesar de pouco, os salários. No entanto, esses valores, comparados ao crescimento vertiginoso do lucro dos bancos, são muito pequenos. A gente vale mais, diz o mote da nossa campanha. E os banqueiros podem pagar muito mais. Só no primeiro semestre de 2007, o lucro dos dez maiores bancos chegou à casa dos R$ 17,2 bi, aumento de 18,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Nesta quarta, dia 5, começam os debates entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) do segundo bloco de reivindicações que abrange todas as cláusulas econômicas: reajuste salarial, PLR, 14º salário, pisos, remuneração variável, os valores dos vales refeição e alimentação, auxílio-creche, além do auxílio-educação e da 13ª cesta – cláusulas novas que deveriam ter sido debatidas na semana passada, mas que os negociadores da Fenaban remeteram para essa rodada de negociação.
Reajuste – O aumento reivindicado na Campanha Nacional 2007 é de 10,3%, que compreende a reposição total da inflação e aumento real de 5,5%. Esse reajuste deve valer para todos os salários e demais verbas de natureza salarial, como os tíquetes. Os bancários querem também vale-alimentação e auxílio-creche de R$ 380, valor mais de acordo com a realidade dos custos.
O presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, lembra que, se nos últimos anos a organização e mobilização dos bancários rendeu frutos, esse ano não pode ser diferente. “A categoria bancária está de parabéns. Nos últimos anos conseguimos subverter a lógica dos banqueiros, que queriam dar reajustes sempre abaixo da inflação que só fizeram derrubar o poder de compra da categoria”, avalia o presidente. “Mudamos essa tendência e agora temos que lutar para conseguir reajustes melhores nos salários, participação maior nos lucros, à altura do trabalho realizado pelos bancários para que os bancos alcancem os fantásticos resultados que, mais uma vez, se apresentam nesse ano”, completa Marcolino.
Cláudia Motta e Elisângela Cordeiro – 05/09/2007.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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Remuneração é tema de negociações desta quarta
(São Paulo) Os bancários e a Fenaban reúnem-se novamente nesta quarta-feira, dia 5, para o segundo bloco de negociações da Campanha Nacional 2007. O tema desta vez é a remuneração, que envolve reivindicações como o aumento real de salários, 14º salário, pisos, remuneração variável, participação nos lucros e resultados, auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche, gratificação de caixa e gratificação semestral.
“Esta é a segunda semana de negociações e conseguimos alguns avanços no primeiro bloco, que debateu saúde, igualdade de oportunidades, assédio moral e segurança. Este novo modelo proposto pelos trabalhadores obriga a Fenaban a dar respostas concretas. Vamos continuar pressionando na mesa de negociações até que os temas se esgotem. Mas precisamos ampliar as mobilizações na base e intensificar a jornada de luta, pois só assim vamos ampliar as conquistas”, destaca Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.
Entre as reivindicações econômicas que serão negociadas esta semana está o reajuste de 10,3%, que prevê aumento real de salários de 5,5%. Os bancários também querem uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de dois salários, mais uma parcela fixa de R$ 3.500, distribuída de forma linear para todos. O piso salarial reivindicado para a categoria é de R$ 1.628,24 (salário mínimo do Dieese).
Além do reajuste salarial, os bancários também querem melhorar as demais verbas que compõem a remuneração. Para isto, a minuta deste ano prevê uma remuneração complementar de 10% do total das vendas de produtos feitas em cada unidade. Este valor deve ser distribuído de forma linear para todos os empregados da unidade, creditados mensalmente como verba salarial, incidindo sobre FGTS, 13º, férias e descontos previdenciários. Outro item que consta na minuta é a remuneração complementar sobre receita de prestação de serviços para todos os bancários. O benefício reivindicado é de 5% da arrecadação com prestação de serviços distribuídos trimestralmente de forma linear a todos os bancários de cada instituição, inclusive aos afastados por licença-saúde.
Fonte: Contraf-CUT.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.