Pelo menos 12,3 milhões de trabalhadores estão submetidos a condições análogas à escravidão, isto é, sofrem algum tipo de coação ilegal por parte de seus empregadores, estima a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em relatório divulgado simultaneamente ontem em Brasília e em Genebra, na Suíça. De acordo com cálculos da OIT, o tráfico internacional de trabalho escravo afeta 2,4 milhões de pessoas e rende US$ 31,6 bilhões por ano no mundo. O documento indica que entre 40% e 50% das vítimas do tráfico são menores de idade.
O estudo estima que, dos 12,3 milhões de trabalhadores forçados, a América Latina e o Caribe concentram 1,3 milhão, dos quais 250 mil seriam vítimas de tráfico. Do total, 77% vivem na Ásia e 3% nos países desenvolvidos. Em termos proporcionais, a América Latina aparece em segundo lugar, com taxa de 2,5 trabalhadores escravos para cada grupo de mil habitantes. A região está atrás apenas da Ásia, em termos de incidência, onde a taxa é de 3. Nos países desenvolvidos, a taxa é de 0,3.
É nos países ricos, no entanto, que o tráfico movimenta mais recursos. São US$ 15,5 bilhões por ano, a maior parte ligada à prostituição. O relatório estabelece como meta que os 178 países-membros erradiquem o trabalho forçado até 2008 e que essa modalidade de exploração seja banida do mundo até 2015.
Fonte: O Globo – Demétrio Weber
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