A vitória do presidente Lula é da esperança e da democracia. É a afirmação de que o Brasil acredita que pode continuar mudando e construindo um futuro de desenvolvimento, justiça social, soberania e vida melhor para todos.
O segundo turno produziu uma extraordinária mobilização democrática e popular. Em todo o país, multiplicaram-se atos, caminhadas e encontros. Milhões de pessoas ocuparam as ruas, de diferentes idades, origens e trajetórias, unidas pela vontade de participar da construção do futuro do Brasil.
Havia algo especialmente poderoso nessa mobilização: alegria. Uma alegria que expressava esperança de que é possível mudar, de que a política pode mobilizar sonhos e de que a ação coletiva pode transformar a realidade.
Foi também uma mobilização construída pela unidade. Centrais sindicais, movimentos sociais e populares, partidos políticos e diferentes organizações da sociedade civil somaram suas forças. E uma nova geração chegou às ruas, com a presença e a energia da juventude renovando a participação política. Na diversidade, construímos unidade em torno da democracia, da justiça social, da soberania e do combate às desigualdades.
Essa energia não pode se encerrar nas urnas. Ela é uma das grandes forças que esta eleição entrega ao próximo período e precisa se transformar em participação permanente, organização social e capacidade de formular respostas novas para os novos desafios.
Durante décadas, Lula ajudou a demonstrar que sonhos coletivos podem se transformar em realidade: sonhos em organização, organização em luta, luta em políticas públicas, políticas públicas em direitos e direitos em transformação concreta da vida de milhões de brasileiros.
Agora começa uma nova etapa.
O novo governo terá a responsabilidade de transformar a esperança renovada em novas realizações: fazer o Brasil crescer, produzir e inovar distribuindo os ganhos do desenvolvimento; criar empregos de qualidade e elevar os salários; reduzir a jornada e ampliar o tempo para viver; combater as desigualdades; abrir oportunidades para a juventude; e enfrentar as transformações climáticas e tecnológicas colocando a vida e o trabalho no centro do desenvolvimento.
Nenhum governo realizará sozinho essas transformações. A força que vimos nas ruas precisa continuar presente na sociedade e ocupar espaço no governo. Precisamos transformar mobilização em organização, esperança em participação, diversidade em unidade e energia política em capacidade permanente de proposição e transformação.
Os sonhos que Lula ajudou a plantar pertencem agora a milhões de brasileiros e brasileiras. A eleição terminou. Mas a extraordinária mobilização do segundo turno pode estar inaugurando um novo ciclo de participação, organização e esperança.
Cabe a nós transformar essa energia em força para construir o futuro.
Muito obrigado Presidente Lula. Mais uma vez, a esperança venceu. Agora é hora de fazê-la avançar para continuar transformando nosso país!
São Paulo, 25 de outubro de 2026.
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antônio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Luiz de Souza Arraes, Fórum Sindical de Trabalhadores
Autor: Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil | Fonte: CUT
Nota das centrais: A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro