O Congresso Estadual da CUT-PR de 2009 [CECUT] foi marcado por um momento inédito para a entidade. As diferentes correntes políticas se uniram e formaram uma chapa única que foi referendada pelos 300 representantes da CUT no estado do Paraná.
O Presidente da CUT, Roni Anderson Barbosa, trabalhador petroleiro e integrante do Sindipetro PR/SC, vê na chapa única um reflexo dos tempos pelos quais a sociedade está passando: “o movimento sindical passa por diversos desafios, como a crise econômica. Isso gerou um grau de reflexão que, por sua vez, criou este tipo de amadurecimento”. Para ele, a marca dessa gestão estará na organização do trabalho e na aproximação com os sindicatos, especialmente durante as campanhas salariais.
Marisa Stedile, trabalhadora bancária e integrante do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, e que assume a Secretaria Geral da CUT-PR, fala que “houve um esforço de todas as correntes que priorizaram o melhor para o trabalhador”. Para ela, a questão principal é em relação à informação, no sentido de fazer com que as lutas da CUT fiquem claras para todos os sindicatos afiliados.
A comunicação da CUT-PR é o ponto estratégico para essa gestão: “passamos por um processo de retomada da credibilidade da CUT em relação ao governo. Agora, o mais importante é aproveitar isso e usar a comunicação para se aproximar mais da sociedade e dos sindicatos”, diz Miguel Baez, trabalhador na educação e integrante da APP-Sindicato e que assumiu a Secretaria de Comunicação da CUT-PR.
Lutas
Esta gestão da CUT-PR terá muitas lutas pela frente. “A primeira coisa é organizar o trabalho para que possamos enfrentar os ataques que vêm sendo feitos aos trabalhadores”, diz Roni Anderson Barbosa. O principal ataque, para o presidente da CUT, são as demissões.
Já na terça-feira desta semana a CUT estará na Assembléia Legislativa para apoiar o Sindicato dos Vigilantes contra uma proposta do Governo do Estado que pretende demitir os vigilantes do estado e contratar policiais aposentados para exercer a função. Marisa Stédile fala com preocupação: “este momento deveria ser de criação de postos de trabalho, não de diminuição”, se referindo aos mais de 5000 trabalhadores que seriam demitidos.
Por Luiz Gustavo Vilela – Jornalista
DRT: 12.019/MG
FETEC-CUT-PR
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Projeto de Requião desemprega 6800 vigilantes no Paraná
No dia último dia 20 de maio, o Sr Governador Roberto Requião, encaminhou à Assembléia Legislativa do Paraná, o anteprojeto de Lei n° 244/2009, visando com a aprovação deste, substituir os vigilantes tercerizados que prestam serviço ao Governo Estadual por Policiais Militares da reserva remunerada. O Governador pretende utilizar esses Policiais na guarda de sedes administrativas, prédios públicos onde a administração pública desenvolve suas atividades e para funções administrativas de natureza estritamente militar. Diante disso, as direções dos Sindicatos e da Federação dos Vigilantes do Paraná, iniciaram de imediato, ações contrárias a implantação dessa nova lei, argumentando que a aprovação do Projeto do Governador causaria o desemprego de mais de 6.800 trabalhadores, pais e mães de famílias, que seriam afetados diretamente por essa medida.
No dia 8 de junho, essa situação foi temporariamente resolvida, já que a Assembléia Legislativa arquivou o projeto à pedido de Requião. Por algumas horas, vigilantes e sindicalistas respiraram aliviados, apenas por algumas horas, pois no dia seguinte, o Governador apresentou um novo projeto sobre o tema.
PROJETO 277/2009
O novo projeto é essencialmente uma cópia do primeiro, salvo algumas alterações feitas visando corrigir ítens que o enquadravam como inconstitucional. No entanto, para muitos, a íntegra do projeto continua sem sustentação legal.
O presidente da Diretoria Executiva da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares – AMAI, Cel Elizeu Furquim, disse, em entrevista ao Jornal Malagueta, que apesar das “correções” feitas na nova versão, o projeto continua fadado ao fracasso, e garantiu que se for aprovado, a Associação entrará com uma ação de inconstitucionalidade. “O Governador é um demagogo! Está tentando propor algo que não pode ser posto em prática, apenas com o intuito de mostrar trabalho”. Segundo ele, “o projeto de Requião, não traz nenhum benefício para os Policiais Militares, muito pelo contrário: isenta o Estado de responsabilidade sobre os Policiais que atenderem ao “chamamento” do Governador. Estes Policiais estariam arriscados a perderem todos os anos de serviço que dedicaram ao Estado, no caso de eventual ocorrência ou ato de indisciplina relacionado ao serviço”.
Além disso, o projeto não respeita o Código de Honra da Corporação nem o Estatuto da Policia Militar do Paraná, pois o “chamamento” do Governador não dá nenhuma garantia ao servidor. Certamente, no mínimo falta sensibilidade ao Governador Requião para tratar de dois assuntos tão complexos: segurança pública e contratos de segurança privada.
POLÍCIA MILITAR DEVE CUIDAR DA SEGURANÇA DA POPULAÇÃO
A insegurança e o crescimento alarmante dos índices de criminalidade são apontados como as principais preocupações dos paranaenses EM TODAS AS PESQUISAS DE OPINIÃO PÚBLICA no Estado. Estes apontamentos deveriam nortear as ações do Governador Requião no sentido de, primeiramente, resolver OS GRAVES PROBLEMAS DE SEGURANÇA PÚBLICA que assombram a população, para depois SE SOBRAR POLICIAIS DISPONÍVEIS, utilizá-los para a guarda de patrimônios públicos, como propõe no seu projeto.
Para as mais de 6800 famílias de vigilantes que serão atingidas diretamente por esta ação do Sr. Governador Roberto Requião fica a sensação de descrédito total nas “belas propagandas que o Governo do Paraná faz no rádio e na tv”, onde Requião usa belas frases para sobre as ações que Governo do Paraná está tomando para enfrentar a crise, “gerando de empregos no Estado”.
Ao que tudo indica, o Sr Governador não percebeu a reação em cadeia que provocará no setor de Segurança Privada. Segundo levantamentos preliminares feitos pelo SindVigilantes, levará mais de cinco anos para que o mercado de trabalho absorva o contingente de 6.800 trabalhadores desempregados, ou seja, o Projeto “miraculoso” do Governador Roberto Requião, além de tirar o empregos destes profissionais, elimina qualquer possibilidade de nova colocação no mercado.
Na parte patronal, o encerramento dos vários contratos de prestação de serviço de vigilância com o Estado representará uma redução de 30% do efetivo de trabalhadores contratados, portanto há de se considerar também a possibilidade de que outros milhares de trabalhadores venham a ser atingidos indiretamente, se levarmos em consideração a possibilidade de que uma ou outra empresa não suporte o impacto causado pela perca imediata dos contratos que tem hoje com o Governo do Estado do Paraná.
Estas são algumas das preocupações que tem pesado nos ombros dos representantes dos vigilantes em todo o Estado.
Para as milhares de famílias de vigilantes que ficarão desamparadas, restam colocar suas esperanças nas mãos de cada Deputado (a) que compõe a Assembléia Legislativa do Paraná, certos de que os legítimos representantes da vontade dos trabalhadores dirão “não” ao projeto de Requião.
Fonte: SindiVigilantes Curitiba.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.