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Nova proposta da Fenaban ainda é insuficiente; trabalhadores bancários seguem firmes na luta e a greve continua forte nesta segunda-feira

Negociações foram retomadas neste sábado (09), em São Paulo. Uma nova reunião já está agendada para a segunda-feira (11).

Após 10 dias de forte mobilização em todo o país, neste sábado, 09 de outubro, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) retomaram as negociações da Campanha Nacional 2010, em uma reunião realizada em São Paulo. A data só foi agendada no final da tarde de sexta (08), quando os bancos finalmente responderam ao apelo do movimento sindical, que vinha se colocando a disposição para negociar desde o início da greve.

Durante a reunião, a Fenaban propôs um reajuste de 9,82% para o piso salarial da categoria; 6,5% de reajuste para os bancários que ganham até R$ 4100; e um valor fixo de R$ 266,50 para os salários superiores a R$ 4100. A proposta apresentada inclui também um reajuste de 6,5% sobre todos os benefícios.

Quanto à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os valores básicos teriam o reajuste de 6,5% – a regra básica negociada em 2009 foi de 90% do salário mais parcela de R$ 1024 (R$ 1090,56 em 2010) e o teto de recebimento atingiu 2,2 salários. A PLR adicional seguiria o mesmo caminho, ou seja, rejuste de 6,5%, passando de um teto de R$ 2100 para R$ 2236,50.

Na avaliação do Comando Nacional, a retomada das negociações é um passo importante para a desfecho da campanha salarial, no entanto, a proposta apresentada ainda é insuficiente e não atende as reivindicações da categoria. “Neste cenário, que considera o salário de R$ 4100 como teto para reajuste, teríamos cerca de 22% da categoria com um aumento que não contempla nem a reposição da inflação”, avalia Otávio Dias, presidente do Sindicato de Curitiba e Região.

Esta proposta patronal de reajustes diferenciados discrimina grande parte dos trabalhadores bancários. “Com os reajustes propostos, teríamos quase a metade da categoria recebendo reajustes menores que os 6,5% e, para agravar a situação, os trabalhadores que ganham acima de 6212 reais, teriam os seus salários corrigidos por um índice menor que a inflação”, acrescenta Elias Jordão, presidente da FETEC-CUT-PR.

Vale lembrar que a inflação apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, apurado pelo IBGE, alcançou 4,29 porcento no período compreendido entre 01 de setembro de 2009 e 31 de agosto de 2010.

Nova negociação – Diante do posicionamento do Comando Nacional, a Fenaban pediu a suspensão temporária das negociações, para que tivessem tempo de consultar os banqueiros. A retomada ficou agendada para segunda-feira, 11 de outubro, às 11h. Os representantes dos bancos também sinalizaram que apresentarão uma proposta sobre assédio moral e segurança bancária.

Resumo da proposta apresentada:

– Reajuste de 9,82% no piso salarial (confira como ficaria o valor reajustado)

Até 90 dias:
Portaria: R$ 750,49
Escriturário e Caixa: R$ 1076,32

Após 90 dias:
Portaria: R$ 822,10
Escriturário: R$ 1180,00
Caixa: R$ 1634,79 (piso mais gratificação)

– Reajuste de 6,5% nos salários até R$ 4100,00

– Reajuste para salários acima de R$ 4100,00 de R$ 266,50 fixos

– PLR: reajuste de 6,5%, tanto para a regra básica quanto para o adicional

– Reajuste de 6,5% sobre os benefícios e verbas salariais

Mobilização continua – O Sindicato conclama a todos os bancários de Curitiba e região para que mantenham a forte mobilização nesta segunda-feira (11). “Precisamos continuar pressionando os banqueiros, pois só assim conseguiremos arrancar um índice condizente com os resultados do Sistema Financeiro Nacional e uma distribuição mais justa da PLR”, destaca Otávio Dias.

Por: Renata Ortega.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br. ADAPTADA PELA FETEC-CUT-PR.

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Aumenta número de trabalhadores bancários em greve no Paraná

Após 10 dias de greve dos bancários, completados nesta sexta-feira, 08 de outubro e, até então, sem alguma proposta da entidade patronal com ganho real nos salários e demais verbas, os trabalhadores se mantém mobilizados em todo o Estado. Com a adesão de muitos funcionários de dois centros administrativos do HSBC, em Curitiba, com o fechamento das agências do Bradesco da capital e mais 20 agências do interior que aderiram à greve, são 570 agências e 18,6 mil trabalhadores mobilizados.

No interior do Estado são 329 agências fechadas, com adesão de 4,6 mil bancários. Em todo o Paraná, 79% da categoria, na base da FETEC-CUT-PR, está mobilizada.

Nesta segunda-feira, 11 de outubro, a greve nacional segue em plena mobilização, em compasso com a retomada das negociações. Durante todo o dia os trabalhadores bancários estarão vigilantes nas diversas frentes, destacando o convencimento da importância da continuidade da mobilização, bem como a pressão para que a negociação geral com a Fenaban avance.

A importância deste momento é destacada pelo presidente da FETEC-CUT-PR, Elias Jordão, “graças a uma das maiores mobilizações da história dos trabalhadores bancários, a maior dos últimos 20 anos, arrancamos uma nova proposta patronal, porém esta proposta é insuficiente, e conclamo a todos os trabalhadores bancários paranaenses que continuem defendendo as linhas de greve neste momento crucial das negociações”.

Além da retomada da negociação geral, também acontecem as negociações específicas com o Banco do Brasil e com a CAIXA, ambas nesta segunda-feira.

É preciso continuar a luta e avançar nas conquistas.

FETEC-CUT-PR.

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Mobilização vai crescer ainda mais

O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, Otávio Dias, avalia os dez primeiros dias da greve nacional dos bancários, o descaso da Fenaban, que não apresenta proposta, e as expectativas do movimento para os próximos dias de mobilização.

Como você avalia os dez dias de greve da categoria?

Otávio Dias — Esses dez dias de movimento em todo o Paraná é um exemplo de organização e adesão da categoria, que se destaca em relação à mobilização nacional. Nós estamos surpresos com a participação de trabalhadores que, mesmo com interditos, estão mostrando sua força. O que aconteceu nesta sexta (08), no Centro Administrativo HSBC Vila Hauer, foi uma resposta à altura aos banqueiros. Os trabalhadores deram as costas para os representantes do banco e os vaiaram enquanto eram forçados a entrar para trabalhar. Isso é um alerta. Os bancários estão desmotivados com a situação a que estão expostos e vão continuar mobilizados nesta greve.

Qual sua expectativa para a continuidade do movimento?

Otávio Dias — Já está registrada a resposta dos bancários. Em todo o país mais de 8 mil agências foram fechadas. Os banqueiros estão brincando com os trabalhadores e com a sociedade. Ganham bilhões e bilhões em lucros e apresentam uma proposta de 4,29% de reajuste, sem aumento real. A mobilização continua e minha expectativa é que a mobilização aumente ainda mais. Essa é a resposta que os bancos estão precisando.

Por: Paula Padilha
FETEC-CUT-PR

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