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O “Marcos Valério” do PSDB fez fortuna

Edifício sede da SMP&B pertence a empresa de Ricardo Sérgio, caixa de campanha do PSDB

Ricardo Sérgio: o “Marcos Valério” do PSDB fez fortuna durante o governo FHC
Ontem, durante sessão da CPMI dos Correios, o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) trouxe dados de uma situação que pode revelar que o ex-caixa de campanha do PSDB, Ricardo Sérgio de Oliveira, mantém negócios com o empresário Marcos Valério.

Oliveira, que já foi diretor do Banco do Brasil, coordenou a área financeira de importantes campanhas eleitorais do PSDB, incluindo a de José Serra, hoje prefeito de São Paulo, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Segundo o deputado Henrique Fontana o edifício que hoje é ocupado pela SMP&B em Belo Horizonte pertence a Planefin – Serviços, Assessoria, Planejamento, Administração e Participações S/C Ltda, empresa de Ricardo Sérgio de Oliveira. O edifício foi vendido à empresa de Ricardo Sérgio pela Petrus – fundo de pensão dos funcionários da Petrobras – em 1999, durante o governo FHC, por R$ 11 milhões. Ainda não se sabe em que circunstâncias o edifício passou a ser ocupado pela empresa de Marcos Valério.

Velho conhecido

Fontana solicitou à CPMI dos Correios que esta venda seja investigada. E, se a investigação for mesmo levada a sério, poderá jogar muita lama nos tucanos. Haja visto que o currículo sujo de Ricardo Sérgio é algo que a imprensa vem noticiando há anos.

Uma busca simples no Google com os termos “Ricardo Sérgio” PSDB mostra mais de 1.900 resultados, a maioria é de reportagens denunciando o envolvimento deste tucano de alta plumagem com negócios escusos, sobretudo em relação à cobrança de propinas no processo de privatizações das empresas de telecomunicação. (clique aqui para ver os resultados).

Uma destas reportagens é do Correio Braziliense, de 15 de abril de 2002, e informa sobre a compra dos imóveis. Segundo o jornal, “o ex-diretor do BB comprou metade de dois prédios do fundo, um no Rio de Janeiro e outro em Belo Horizonte, por meio da sua empresa Planefin. A outra metade foi comprada pela Consultatum, que está em nome de Ronaldo de Souza. No entanto, Ricardo Sérgio e sua mulher, Elizabeth Salgueiro, receberam procurações de Souza para administrar a parte de Souza nos imóveis, inclusive uma conta-corrente no Banco Itaú”.

Outra matéria, publicada em 2002 pelo site Primeira Leitura, revela que Ricardo Sérgio teve seu patrimônio triplicado na gestão FHC.

Outra destas reportagens é da revista Isto É, de maio de 2002. A matéria informa que deputados que investigavam numa CPI irregularidades no Banespa ficaram revoltados com a operação abafa montada pela base governista da época para evitar o depoimento do economista Ricardo Sérgio de Oliveira na CPI que investigava operações podres nos tempos em que o banco era estatal.

Segundo a reportagem, naquela ocasião os deputados ficaram “intrigados com o nervosismo demonstrado pelo Palácio do Planalto e pela cúpula do PSDB com a convocação”.

O texto informava ainda que a “Operação Banespa que ajudou Ricardo Sérgio a internar dinheiro de paraísos fiscais foi aprovada pelo então vice-presidente de operações do Banespa Vladimir Antônio Rioli. Na época, o senador José Serra (PSDB-SP) era sócio de Rioli. De acordo com o contrato social, Serra tinha 10% das cotas da empresa Consultoria Econômica e Financeira Ltda. Rioli foi companheiro de militância de Serra e do falecido ministro das Comunicações Sérgio Motta na Ação Popular (AP), movimento de esquerda da década de 60 – e arrecadador de recursos para campanhas do PSDB juntamente com Ricardo Sérgio. Era Rioli quem comandava todas as reuniões do comitê de crédito do banco estadual. Além de aprovar a operação que permitiu o ingresso dos US$ 3 milhões, ele autorizou outras transações envolvendo Ricardo Sérgio e a Calfat, uma indústria têxtil com sede em São Paulo, na qual o próprio Ricardo Sérgio atuava como presidente do seu conselho deliberativo”.

Na época desta reportagem, a operação abafa comandada pelos tucanos deu certo e Ricardo Sérgio acabou não sendo convocado a prestar esclarecimentos. Resta saber agora se os oposicionistas que estão hoje na CPI dos Correios vão ter coragem de repetir a mesma operação.

Da redação:JV

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O “Marcos Valério” do PSDB fez fortuna

Edifício sede da SMP&B pertence a empresa de Ricardo Sérgio, caixa de campanha do PSDB
Ricardo Sérgio: o “Marcos Valério” do PSDB fez fortuna durante o governo FHC
Ontem, durante sessão da CPMI dos Correios, o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) trouxe dados de uma situação que pode revelar que o ex-caixa de campanha do PSDB, Ricardo Sérgio de Oliveira, mantém negócios com o empresário Marcos Valério.
Oliveira, que já foi diretor do Banco do Brasil, coordenou a área financeira de importantes campanhas eleitorais do PSDB, incluindo a de José Serra, hoje prefeito de São Paulo, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo o deputado Henrique Fontana o edifício que hoje é ocupado pela SMP&B em Belo Horizonte pertence a Planefin – Serviços, Assessoria, Planejamento, Administração e Participações S/C Ltda, empresa de Ricardo Sérgio de Oliveira. O edifício foi vendido à empresa de Ricardo Sérgio pela Petrus – fundo de pensão dos funcionários da Petrobras – em 1999, durante o governo FHC, por R$ 11 milhões. Ainda não se sabe em que circunstâncias o edifício passou a ser ocupado pela empresa de Marcos Valério.
Velho conhecido
Fontana solicitou à CPMI dos Correios que esta venda seja investigada. E, se a investigação for mesmo levada a sério, poderá jogar muita lama nos tucanos. Haja visto que o currículo sujo de Ricardo Sérgio é algo que a imprensa vem noticiando há anos.
Uma busca simples no Google com os termos “Ricardo Sérgio” PSDB mostra mais de 1.900 resultados, a maioria é de reportagens denunciando o envolvimento deste tucano de alta plumagem com negócios escusos, sobretudo em relação à cobrança de propinas no processo de privatizações das empresas de telecomunicação. (clique aqui para ver os resultados).
Uma destas reportagens é do Correio Braziliense, de 15 de abril de 2002, e informa sobre a compra dos imóveis. Segundo o jornal, “o ex-diretor do BB comprou metade de dois prédios do fundo, um no Rio de Janeiro e outro em Belo Horizonte, por meio da sua empresa Planefin. A outra metade foi comprada pela Consultatum, que está em nome de Ronaldo de Souza. No entanto, Ricardo Sérgio e sua mulher, Elizabeth Salgueiro, receberam procurações de Souza para administrar a parte de Souza nos imóveis, inclusive uma conta-corrente no Banco Itaú”.
Outra matéria, publicada em 2002 pelo site Primeira Leitura, revela que Ricardo Sérgio teve seu patrimônio triplicado na gestão FHC.
Outra destas reportagens é da revista Isto É, de maio de 2002. A matéria informa que deputados que investigavam numa CPI irregularidades no Banespa ficaram revoltados com a operação abafa montada pela base governista da época para evitar o depoimento do economista Ricardo Sérgio de Oliveira na CPI que investigava operações podres nos tempos em que o banco era estatal.
Segundo a reportagem, naquela ocasião os deputados ficaram “intrigados com o nervosismo demonstrado pelo Palácio do Planalto e pela cúpula do PSDB com a convocação”.
O texto informava ainda que a “Operação Banespa que ajudou Ricardo Sérgio a internar dinheiro de paraísos fiscais foi aprovada pelo então vice-presidente de operações do Banespa Vladimir Antônio Rioli. Na época, o senador José Serra (PSDB-SP) era sócio de Rioli. De acordo com o contrato social, Serra tinha 10% das cotas da empresa Consultoria Econômica e Financeira Ltda. Rioli foi companheiro de militância de Serra e do falecido ministro das Comunicações Sérgio Motta na Ação Popular (AP), movimento de esquerda da década de 60 – e arrecadador de recursos para campanhas do PSDB juntamente com Ricardo Sérgio. Era Rioli quem comandava todas as reuniões do comitê de crédito do banco estadual. Além de aprovar a operação que permitiu o ingresso dos US$ 3 milhões, ele autorizou outras transações envolvendo Ricardo Sérgio e a Calfat, uma indústria têxtil com sede em São Paulo, na qual o próprio Ricardo Sérgio atuava como presidente do seu conselho deliberativo”.
Na época desta reportagem, a operação abafa comandada pelos tucanos deu certo e Ricardo Sérgio acabou não sendo convocado a prestar esclarecimentos. Resta saber agora se os oposicionistas que estão hoje na CPI dos Correios vão ter coragem de repetir a mesma operação.
Da redação:JV

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