fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por • 23:58• Sem categoria

Organização no Local de Trabalho; seminário aponta propostas e desafios

Terminou na manhã desta quinta-feira (17) o seminário “Organização Sindical – Avançar Rumo à Liberdade e Autonomia e OLT – Organização no Local de Trabalho que aprovou 29 propostas divididas em três eixos: formação, construção de uma cartilha e negociação com a inclusão da OLT. Os encaminhamentos serão aprofundados na 12ª Plenária Estatutária da CUT, que acontece de 5 a 8 de agosto, em São Paulo.

A secretária nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, participou da mesa de encerramento e demonstrou sua satisfação com a qualidade do debate. “Tratamos aqui de um tema importante para a construção de uma CUT forte, combativa e democrática. “Nosso próximo encontro será na plenária onde aprofundaremos as propostas levantadas durante esse seminário”, enfatizou.

Segundo o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felicio, o momento conjuntural é propício para o debate. “Precisamos dar uma “chacoalhada” ideológica – nos últimos 5 anos, devido ao governo Lula, a imprensa pasteurizou a CUT. Portanto, esse é à hora de mostrarmos para a sociedade a nossa verdadeira cara que é muito diferente das demais centrais que ai estão”, esclareceu.

A convidada Francesca Redavid da CGIL (Confederação Geral dos Trabalhadores da Itália) parabenizou a qualidade das discussões e o intercâmbio de informações. “Nós da delegação italiana pudemos absorver ricas experiências. Apesar de vivermos uma realidade política diferente do Brasil o tema da autonomia é muito importante para a nossa organização. O movimento sindical tem um grande papel porque é o único movimento de massa com a ótica do trabalhador. Acreditamos que a centralidade nos locais de trabalho e a relação internacional possam contribuir na nossa difícil luta”, salientou.

Para o secretário geral da CUT, Quintino Severo, o encontro serviu para armar a militância e as lideranças rumo ao enfretamento no próximo período. “Este acúmulo de informações nos mostrou caminhos para traçar metas para a OLT. É importante lembrar que ele ocorre em um momento conjuntural que pode gerar avanços para a classe trabalhadora. O resgate das experiências de organização nos locais de trabalho, tanto da Itália como dos ramos apresentados aqui, nos deram forças na luta pela conquista da autonomia e liberdade sindical tão sonhada pela CUT desde sua fundação em 1983″, finalizou.

==================================================

Rumo à Autonomia e Liberdade Sindical

Brasil e Itália trocam experiências no primeiro dia de seminário sobre Organização

Na mesa de abertura do seminário “Organização Sindical – Avançar Rumo a Liberdade e Autonomia e OLT – Organização no Local de Trabalho”, na manhã desta quinta (15), CUT e CGIL (Confederação Geral Italiana do Trabalho) debateram a conjuntura dos dois países e seus cenários econômico, político e sindical. A mesa foi composta pelo presidente nacional da CUT, Artur Henrique, pelo secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felício, e por Nana Corossacz e Roberto Treu, da CGIL.

Segundo João Felicio, o seminário vem ao encontro do objetivo da Central Única dos Trabalhadores, que é o de consolidar o discurso contra as práticas anti-sindicais. “Todos os anos a OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulga casos de práticas anti-sindicais”. O secretário de Relações Internacionais da CUT enfatizou a dificuldade de organização nos locais de trabalho. “No Brasil, temos dificuldade na OLT, por isso, devemos fazer uma grande campanha por autonomia e liberdade sindical. Esse seminário permitirá a unificação do discurso para esta campanha”.

Os representantes da CGIL relembraram a ligação histórica entre as centrais e ressaltaram a importância da troca de informações para a construção unitária. Roberto Treu falou sobre a conjuntura política econômica do país e apontou os problemas enfrentados pelos trabalhadores e trabalhadoras. “A Itália vive hoje um quadro político diferenciado com a volta da direita ao poder por meio de Berlusconi. Pela primeira vez, não temos representantes de esquerda no parlamento. Portanto, nossa situação é alarmante – conquistas dos trabalhadores estão sendo destruídas. A Itália é o país que tem o maior registro de acidentes de trabalho no mundo e para conter conseguimos implementar leis que limitavam o número. Berlusconi está ignorando essa lei. Por outro lado, estamos com uma ótima unidade entre as centrais sindicais italianas que diante da situação econômica apresentaram uma plataforma de medidas urgentes. É uma fase muito difícil com muitos problemas gravíssimos como é o caso do aumento da jornada de trabalho para 60 horas”, sublinhou.

O presidente da CUT salientou a importância dos temas que serão debatidos ao longo do seminário como liberdade sindical, organização do trabalho e ratificação das convenções da OIT. “Nesses 25 anos tivemos importantes conquistas e hoje nossa luta é ampliar a pauta”. Para finalizar, Artur leu uma carta escrita pela secretária de Organização da CUT, Denise Motta Dau, que está se recuperando de uma cirurgia realizada com sucesso no início do mês.

“Democracia – A primeira mesa do seminário teve como expositor o presidente da CUT, Artur Henrique, que relembrou alguns princípios do estatuto da CUT como o Sistema Democrático de Relações de Trabalho. Questões como o fim da unicidade sindical, ratificação da convenção 87 da OIT (defende a organização no local de trabalho), fim do poder normativo da Justiça do Trabalho e fim do imposto sindical também foram debatidas.

Desde o último congresso nacional da CUT a democracia teve lugar fundamental nas discussões. Temos lutado pela institucionalização dos espaços públicos para garantir que as conquistas independam do governo no poder e assim permaneçam, sem correr o risco de acabar com uma simples canetada”, salientou.

Conforme Artur, o grande desafio está na organização no local de trabalho. “Se não estivermos dentro do local de trabalho não saberemos quais são os problemas enfrentados pelos trabalhadores e trabalhadoras. Se entre os nossos desafios não tivermos a OLT não conseguiremos fazer a disputa no próximo período de trazer os sindicatos para a CUT, que diferente das outras centrais tem um projeto. Esse debate precisa ser feito na base de forma qualificada. Essa luta pela mudança na estrutura sindical brasileira tem que estar no nosso dia-a-dia”.

Por Ana Paula Carrion.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.cut.org.br.

↑
Close