fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 22:19 Sem categoria

OS BANCOS ABUSAM: aditivo e Programa de Participação nos Resultados entre os assuntos candentes para os trabalhadores no banco Santander

Bancários do Santander Real encerram Jornada de Luta em São Paulo

A Jornada Nacional de Luta dos Funcionários do Santander e Real terminou nesta sexta, dia 8, com paralisação de atividades no Majolão, concentração da região da Avenida Paulista, em São Paulo. O protesto exigiu um Programa de Participação nos Resultados (PPR) mais justo. A jornada aconteceu em todo o Brasil desde 28 de dezembro.

Em São Paulo, Osasco e região, os protestos chegaram a mais de 300 agências e a cinco prédios administrativos. Durante as atividades, os bancários receberam o jornal Sindical Santander e foram informados sobre a proposta do banco de R$ 1.000 para o PPR, realizada após três meses de negociações do acordo aditivo.

“Apesar da presença da polícia, a cooperação dos cerca de 2 mil bancários do Majolão foi total. Todos estão reclamando do valor do PPR e permaneceram do lado de fora até as 10h”, relata o diretor do Sindicato Marcelo Gonçalves.

Durante essas duas semanas, a Jornada de Luta percorreu praticamente todas as agências do Santander e do Real na região. Na segunda dia 4, foi feita a distribuição do jornal na matriz do Real, na Paulista, e na quarta 6 o protesto chegou os Casas 1, 2 e 3.

“O PPR precisa acompanhar o crescimento do lucro e dos resultados do banco, que são fruto do trabalho e da dedicação dos bancários. Aumentar o PPR é também uma forma de distribuir renda, servir de exemplo e dar uma parcela de colaboração para solucionar um dos maiores problemas do país: a desigualdade social e a enorme concentração de riqueza produzida por todos, mas que acaba ficando na mão de poucos”, destaca Marcelo.

“Cobramos critérios de repartição mais justos e transparentes e queremos discutir a isenção fiscal que o banco consegue ao distribuir esse dinheiro. Da forma como está, a maior parte vai para os executivos e os bancários ficam com as migalhas”, denuncia o dirigente sindical, lembrando ainda que o Sindicato não recebeu resposta à correspondência enviada ao banco na segunda, dia 4, solicitando agendamento de nova rodada de negociações e prorrogação dos aditivos até assinatura do novo instrumento.

Plenária nacional de dirigentes sindicais

Na próxima terça, dia 12, a partir das 10h, a Contraf-CUT realiza uma plenária nacional de dirigentes sindicais do Santander e Real, no auditório azul da sede do Sindicato (Rua São Bento, 413, Centro), para avaliar as atividades realizadas até o momento e definir novas estratégias e atos.

Fonte: Seeb São Paulo.

======================================================

Gaúchos do Santander e Real realizam plenária estadual nesta segunda

A Federação dos Bancários/RS promoverá, nesta segunda-feira, dia 11 de janeiro, uma reunião do Coletivo Estadual dos Dirigentes Sindicais do Santander/Real. O encontro será realizado na sede da Feeb/RS, a partir das 10h.

A Reunião Estadual dos Dirigentes Sindicais do Santander/Real é parte da Jornada de Lutas dos Empregados do Santander/Real, que visa informar e esclarecer os bancários sobre a proposta de Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e de Acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR). A proposta apresentada pela direção do banco foi considerada insatisfatória pelo movimento sindical, que agora realiza atividades em todo o país para exercer pressão sobre a empresa.

Os dirigentes gaúchos irão avaliar as negociações que aconteceram até agora e as atividades da Jornada, bem como preparar sua participação na plenária nacional

O calendário da Jornada culminará na terça-feira, dia 12 de janeiro, quando ocorrerá em São Paulo, no Auditório Azul do Sindicato dos Bancários, a Plenária Nacional de Dirigentes Sindicais do Santander e Real.

Proposta apresenta avanços e pendências

A proposta global para o aditivo por dois anos possui avanços, como a prorrogação da licença remunerada pré-aposentadoria (“pijama”) e do abono indenizatório até 31 de agosto do ano que vem. Também foi conquistada a licença sem vencimentos de 30 dias para o bancário que vier a ter um parente de primeiro grau internado (cônjuge, pais, filhos e sogros) e a inclusão de um link para as confederações, como a Contraf-CUT, na intranet do banco para facilitar o acesso dos trabalhadores às informações sindicais.

O banco também aceitou a extensão do prêmio de dois salários para todos os funcionários que completaram 25 anos de banco até o final de 2008 (oriundos do Santander). O banco informou, no entanto, que este benefício não se estende para os trabalhadores do ex-Bandepe, que teriam recebido uma indenização no processo de fusão com o Real. Diante da alegação da falta de previsão no orçamento, o banco aceitou a proposta das entidades sindicais e disse que pagará o prêmio na forma de um salário no início de 2010 e outro no mesmo período em 2011.

Entretanto, a proposta de aditivo contém diversas pendências. O Santander não aceita garantia de emprego no processo de fusão. Entre setembro de 2008 e setembro de 2009, o banco fechou 2.301 postos de trabalho.

O banco também não quer melhorar o abono indenizatório, que é um dos incentivos para o desligamento dos trabalhadores aposentados que ainda estão na ativa, como forma de evitar demissões e abrir vagas. A unificação do valor do auxílio academia de ginástica também foi negada pelo Santander.

O banco condiciona o fechamento do aditivo à aceitação da proposta rebaixada de PPR. Por isso, as entidades sindicais aumentam a mobilização para conquistar uma proposta que atenda às expectativas dos trabalhadores.

Fonte: Feeb-RS.

====================================================

Contraf-CUT fará plenária de dirigentes sindicais do Santander e Real no dia 12

A Contraf-CUT realiza plenária nacional dos dirigentes sindicais do Santander e Real e integrantes das Comissões de Organização dos Empregados (COEs) na próxima terça-feira, dia 12, às 10 horas, no Auditório Azul do Sindicato dos Bancários de São Paulo (Rua São Bento, 413), no centro da capital paulista.

O objetivo é fazer uma avaliação da jornada nacional de luta, deflagrada logo após a última rodada com o banco espanhol, no dia 22 de dezembro, quando foi apresentada uma proposta rebaixada de Programa de Participação nos Resultados (PPR) que foi recusada na própria mesa de negociações. O banco quer fechar um acordo de dois anos e pagar R$ 1 mil de PPR, enquanto aprovou na assembléia dos acionistas de 2009 o valor de R$ 223,8 milhões para remunerar os seus 26 diretores-executivos, o que representa uma média de R$ 8,62 milhões para cada um.

Uma série de atividades foi desenvolvida em vários sindicatos do país, mostrando a indignação dos trabalhadores com a postura do Santander. “Se tem dinheiro para pagar bônus milionários para executivos, além de fartos recursos para propaganda, compra do prédio da Torre e patrocínio da Fórmula 1 e Copa Libertadores, não é justo que os trabalhadores receberam somente R$ 1 mil de PPR”, afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Aditivo: avanços e pendências

Já a proposta de aditivo também por dois anos à convenção coletiva contém avanços, como a manutenção dos incentivos à aposentadoria até 31 de agosto de 2010, a conquista da licença sem vencimentos de 30 dias e a extensão do prêmio de dois salários para os funcionários do Santander que completaram 25 anos de casa antes de 1º de janeiro de 2009.

Mas há várias pendências, como a garantia de emprego durante o processo de fusão, o termo de compromisso para manutenção do patrocínio do HolandaPrevi e Bandeprev, a criação de um grupo de trabalho para discutir o processo eleitoral do HolandaPrevi e Sanprev, a unificação do valor do auxílio-academia e a extensão de direitos dos bancários da Espanha.

Mobilização para quebrar intransigência

No entanto, apesar da pressão dos trabalhadores, o banco se mostra intransigente. Até agora, não respondeu ao documento enviado na segunda-feira, dia 4, pela Contraf-CUT, em conjunto com as demais entidades sindicais e a Afubesp, cobrando a retomada das negociações e a prorrogação dos aditivos vencidos no dia 31 de dezembro.

“Vamos fazer uma avaliação da jornada, intensificar o processo de mobilização e definir um plano de lutas, pressionando o banco para que volte a negociar e apresente uma proposta que venha a atender as expectativas dos trabalhadores”, destaca o coordenador da COE do Santander, Mário Raia.

Fonte: Contraf-CUT com sindicatos e federações.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

Close