Os trabalhadores bancários voltam a negociar, nesta quinta-feira, dia 17 de setembro, com a comissão da Fenaban. Em Campanha Salarial desde o dia 10 de agosto, data da entrega da minuta, os bancários de todo o país esperam que os banqueiros cumpram a sua promessa e apresentem uma proposta global, contemplando itens econômicos e sociais.
Até esta quinta-feira, já foram realizadas quatro reuniões com a Fenaban. Em todas, os banqueiros apenas enrolaram. Chegaram a dizer que os bancários não teriam aumento real este ano, uma conquista que está sendo mantida com muita mobilização e luta desde 2004. Para tornar o cenário ainda mais tenso, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região divulgou nesta quarta (16) o recebimento de uma denúncia de que a Federação dos Bancos realizou uma reunião com a Polícia Militar para montar um esquema de repressão a uma “possível” greve dos bancários.
É diante desta conjuntura, que hoje (17), bancários e banqueiros vão novamente à mesa de negociação para debater a Campanha Salarial 2009. “Os bancários não aceitarão nada diferente de uma PLR mais justa e mais clara, aumento real e medidas que se revertam em melhorias nas condições de trabalho”, sentencia Otávio Dias, presidente do Sindicato e membro do Comando Nacional.
Por: Patrícia Meyer – Sindicato de Curitiba e Região.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.
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Campanha 2009 – lutas de outras categorias e histórico bancário sustentam fé em bons resultados
A Campanha Salarial 2009 segue firme Brasil afora já a um mês, desde a entrega da minuta. Nesta última semana o Paraná participou da luta em todas as frentes possíveis, sejam com seus delegados no Comando Nacional, na 3ª rodada de negociações com a FENABAN, seja no dia nacional de lutas, com manifestações por todo o estado, reunindo os sindicatos da base da FETEC-CUT-PR para avaliar o que tem sido feito e se preparar para o que pode acontecer.
Os representantes dos banqueiros só enrolaram nessas três primeiras reuniões. Mas a paciência dos trabalhadores tem limite e uma ‘proposta global’ é esperada para a próxima reunião, demonstrando o descaso da FENABAN para com o movimento sindical, ao desrespeitar a organização de reuniões temáticas proposta e aceita já no primeiro encontro.
“Fica uma expectativa quanto ao pacote global, que será apresentado dia 17 [de outubro]”, diz Elias Hennemann Jordão, presidente da FETEC-CUT-PR. “Com certeza, somente muita mobilização poderá reverter o quadro, caso venha uma proposta que não contemple os anseios dos trabalhadores”, completa Jordão.
Mobilização
Planejar é essencial nesse momento: “a importância de estarmos em constante diálogo com os bancários, fazendo reuniões no local de trabalho, prepara a categoria para uma greve que pode acontecer nas próximas semanas”, diz João Antônio da Silva Neto, do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região e trabalhador no banco Itaú.
No ano passado, o Paraná foi um estado de grande destaque e importância no cenário nacional para as negociações, mostrando uma mobilização crescente dia a dia. “Somado ao resto do país, o Paraná ajudou a consolidar uma campanha salarial vitoriosa com alguns ganhos expressivos como: a consolidação do Plano de Cargos e Salários na Caixa e acontinuidade da trajetória de ganhos reais para todos em todos os bancos”, diz Elias Hennemann Jordão.
Este ano não pode e não deve ser diferente. “Temos que estar preparados para isso, já que cada ano é uma dificuldade maior. Mas estamos prontos para uma greve ainda mais forte que a do ano passado”, diz João Antônio. “É importante que as trabalhadoras e os trabalhadores estejam atentos às atividades de seus sindicatos e participem das assembléias que se realizarão e darão o rumo de nossa campanha salarial”, finaliza Elias Hennemann Jordão.
Bons precedentes
Os trabalhadores em montadoras já conseguiram um excelente acordo. É o primeiro grande acordo no segundo semestre de 2009. Nas negociações do primeiro semestre, já se tinha um bom histórico com 76,7% das categorias (com data-base no período) conquistando reajustes acima do INPC-IBGE.
Os trabalhadores em montadoras, por sua vez, conquistaram um reajuste de 6,53%, garantindo a reposição da inflação de 4,44% e aumento real de 2%, e ainda, um abono de R$ 1.500,00, o que acaba sendo uma excelente notícia para todas as categorias.
Luiz Gustavo Vilela – Jornalista
FETEC-CUT-PR