Funcionários acreditaram na promessa do banco de que não seriam dispensados após transferência
São Paulo – Os bancários do Bradesco do departamento de cartões na Cidade de Deus estão desapontados com a atitude do banco, que dispensou trabalhadores depois que eles foram transferidos para agências.
Há cerca de cinco meses o discurso era de que ninguém seria demitido e que os funcionários poderiam procurar inclusive agências próximas de suas residências, pois seriam realocados. Mas o banco enganou a todos e demitiu alguns dos bancários que eram do departamento de cartões e foram trabalhar em agências.
O Sindicato já cobrou uma explicação da direção do Bradesco e aguarda um pronunciamento. “A própria transferência foi feita de uma forma desrespeitosa, pois não levou em consideração a opinião dos bancários que solicitaram transferência para outros departamentos, mas foram para agências inclusive longe de suas residências. Agora, de forma violenta, o banco demite esses trabalhadores. Exigimos uma explicação urgente da direção do banco”, diz a funcionária do Bradesco e diretora do Sindicato Sandra Regina Vieira.
Por Carlos Fernandes – 26/11/2009.
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Bradesco se cala e terá de pagar indenização milionária
Banco perdeu prazo para recorrer da decisão da Justiça no caso de ex-gerente que foi assediado e discriminado
São Paulo – O caso do ex-gerente do Bradesco Antonio Ferreira dos Santos, que ganhou na Justiça indenização de R$ 1 milhão por ser vítima de discriminação e assédio moral, está chegando ao fim.
O banco perdeu o prazo para recorrer da decisão do Tribunal Superior do Trabalho, segundo o próprio tribunal e o advogado do bancário.
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, o Bradesco não se pronunciou sobre a razão de não recorrer da decisão.
Por Redação, com informações da Folha de S.Paulo – 24/11/2009.
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Bradesco “faz história” duas vezes no TST
Banco recebeu a maior condenação por assédio até hoje definida e também foi o primeiro culpado por discriminação contra homossexual
São Paulo – O hoje corretor de seguros e ex-funcionário do Bradesco Antonio Ferreira dos Santos conquistou na Justiça uma reparação que segundo ele próprio não há valor que pague. O ex-gerente de uma agência do Bradesco em Salvador, na Bahia, vai receber a maior indenização por assédio moral já definida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a primeira por preconceito contra homossexuais na história da instância. No total, receberá R$ 1,3 milhão.
Antonio Ferreira foi demitido em 2004 por justa causa sob alegação de negligência, indisciplina e ato de improbidade. O ex-bancário declara-se homossexual e conta que sofreu durante cinco anos discriminação e assédio. Após a dispensa, não conseguiu colocação no mercado de trabalho e recorreu à Justiça.
De acordo com relatos do gerente à 24ª Vara do Trabalho de Salvador, um diretor regional do Bradesco foi responsável por diversos atos de constrangimento públicos como a insinuação de que o Bradesco não é lugar de homossexual, além de propor que o bancário utilizasse o banheiro feminino da agência. A Justiça ouviu três testemunhas que confirmaram a versão do gerente, que relata: os últimos cinco anos foram os piores da sua vida.
O Bradesco é alvo inclusive de duas outras ações do Ministério Público do Trabalho da Bahia, com o mesmo teor. O primeiro processo acusa o banco de discriminação a funcionários que usam barba e cabelos afros. O outro trata de assédio moral. A partir de depoimentos colhidos de testemunhas em ação trabalhista individual, o órgão constatou que a prática dava-se a partir do abuso de poder e de manipulação perversa. A entidade propôs a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta, mas o Bradesco recusou.
A secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira, ressalta que o combate ao assédio moral mobilizou os trabalhadores na Campanha Nacional 2008, mas por culpa dos bancos o debate não avançou. “Essa condenação do Bradesco é mais uma prova da importância do combate ao assédio moral, que vai permanecer na pauta de reivindicações dos bancários. Não desistiremos até que os banqueiros aceitem priorizar esse assunto. A decisão da Justiça fortalece a nossa luta”, afirma.
Por Redação com O Estado de S.Paulo e Valor Econômico – 23/04/2009.
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