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Para bancários, Fenaban falta com o respeito

Trabalhadores denunciam a exploração e o assédio moral nos locais de trabalho

São Paulo – Os bancários que participaram da passeata estão indignados com o assédio moral e as metas abusivas nos locais de trabalho. Todos os entrevistados pelo site do Sindicato questionaram os métodos absurdos utilizados pelos bancos para obter mais lucros.

“É uma vergonha. Eles só pensam em lucros. Mas na hora de negociar, não querem retribuir”, disse um bancário do Banco do Brasil.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), só em São Paulo, cerca de 40% dos trabalhadores já sofreram alguma forma de assédio.

Os trabalhadores também pediram negociações sérias por parte da Fenaban. “Eles não apresentaram nada. Isso é uma falta de respeito”, disse outro bancário.

“Parem de ser mão-de-vaca e distribuam melhorar os lucros. Não podemos de deixar de avançar nas reivindicações sobre aumento real, PLR e fim do assédio moral. Todo dia tem a pressão de metas. Todo bancário sente esse abuso”, recado um trabalhador da Caixa aos banqueiros.

“Os banqueiros têm de abrir a mão. Tanto lucro nem cabe mais na mão deles. Temos que avançar na conquista de aumento real e no fim do assédio moral. Sofremos com a falta de pessoal e com a falta de infra-estrutura. Essa situação precisa ser modificada com urgência”, disse um bancário da Caixa.

“A Fenaban tem de apresentar uma contraproposta. Os banqueiros não podem ficar em silêncio. Espero que eles sejam mais humanos nas negociações e se comprometam com o fim assédio moral e o cumprimento de metas”, disse um trabalhador do Bradesco, banco que na última campanha reagiu com violência às manifestações dos bancários.

“Tanto lucro as nossas custas. Os banqueiros têm de reconhecer isso. Na mesa de negociação eles têm de responder com aumento real, fim do assédio moral e com distribuição de lucros. Temos que pressionar para manter e aumentar direitos, a PLR é uma delas”, disse uma bancária do Banco do Brasil.

Nesta terça, os trabalhadores, representados pelo Comando Nacional dos Bancários estarão novamente frente a frente com os representantes dos bancos, na terceira rodada de negociação.

Os bancários ouvidos durante a passeata esperam que esta reunião seja bem diferente do segundo encontro, que aconteceu no dia 21.

Elisângela Cordeiro e Ricardo Negrão – 28/08/2006
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

Por 11:04 Notícias

Para bancários, Fenaban falta com o respeito

Trabalhadores denunciam a exploração e o assédio moral nos locais de trabalho
São Paulo – Os bancários que participaram da passeata estão indignados com o assédio moral e as metas abusivas nos locais de trabalho. Todos os entrevistados pelo site do Sindicato questionaram os métodos absurdos utilizados pelos bancos para obter mais lucros.
“É uma vergonha. Eles só pensam em lucros. Mas na hora de negociar, não querem retribuir”, disse um bancário do Banco do Brasil.
Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), só em São Paulo, cerca de 40% dos trabalhadores já sofreram alguma forma de assédio.
Os trabalhadores também pediram negociações sérias por parte da Fenaban. “Eles não apresentaram nada. Isso é uma falta de respeito”, disse outro bancário.
“Parem de ser mão-de-vaca e distribuam melhorar os lucros. Não podemos de deixar de avançar nas reivindicações sobre aumento real, PLR e fim do assédio moral. Todo dia tem a pressão de metas. Todo bancário sente esse abuso”, recado um trabalhador da Caixa aos banqueiros.
“Os banqueiros têm de abrir a mão. Tanto lucro nem cabe mais na mão deles. Temos que avançar na conquista de aumento real e no fim do assédio moral. Sofremos com a falta de pessoal e com a falta de infra-estrutura. Essa situação precisa ser modificada com urgência”, disse um bancário da Caixa.
“A Fenaban tem de apresentar uma contraproposta. Os banqueiros não podem ficar em silêncio. Espero que eles sejam mais humanos nas negociações e se comprometam com o fim assédio moral e o cumprimento de metas”, disse um trabalhador do Bradesco, banco que na última campanha reagiu com violência às manifestações dos bancários.
“Tanto lucro as nossas custas. Os banqueiros têm de reconhecer isso. Na mesa de negociação eles têm de responder com aumento real, fim do assédio moral e com distribuição de lucros. Temos que pressionar para manter e aumentar direitos, a PLR é uma delas”, disse uma bancária do Banco do Brasil.
Nesta terça, os trabalhadores, representados pelo Comando Nacional dos Bancários estarão novamente frente a frente com os representantes dos bancos, na terceira rodada de negociação.
Os bancários ouvidos durante a passeata esperam que esta reunião seja bem diferente do segundo encontro, que aconteceu no dia 21.
Elisângela Cordeiro e Ricardo Negrão – 28/08/2006
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

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