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Por 23:43 Sem categoria

Para romper barreiras tem o apoio irrestrito dos trabalhadores de Londrina e Região

A Chapa “Para Romper Barreiras” foi eleita com 98,48% dos votos válidos para a gestão 2012/2015 do Sindicato de Londrina. A votação foi realizada ontem (15/03) em todos os locais de trabalho da base territorial da entidade.

A apuração dos votos ocorreu ontem à noite na Associação Brasil (antiga Associação Bamerindus)  e foi presidida pelo advogado Carlos Scalassara, que proclamou eleita a Chapa da CUT, única inscrita neste processo. Foram computados 1.707 votos de bancários e bancárias, legitimando o processo democrático e transparente de condução do Sindicato.

“Este resultado foi muito importante. Primeiro, o fato de apenas a chapa da CUT ter se registrado já demonstra a força do trabalho da diretoria do Sindicato junto à base. Em segundo lugar, mesmo sendo chapa única, a porcentagem de aprovação, que foi de 98,48%, indica que estamos no caminho certo e, com certeza, nos anima ainda mais para continuar lutando pela defesa dos interesses dos bancários e bancárias, bem como de toda a classe trabalhadora”, avalia Wanderley Crivellari, presidente reeleito do Sindicato.

A chapa “Para romper barreiras!” é composta por 32 integrantes, sendo 21 homens e 11 mulheres, funcionários de sete bancos de Londrina e Região. A nova diretoria tomará posse no dia 2 de maio de 2012.

A apuração foi prestigiada pelo presidente da Fete-CUT/PR, Elias Jordão, pela vereadora de Londrina, Lenir de Assis (PT), pela ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pré-candidata à Prefeitura de Londrina, Márcia Lopes, e por diversos dirigentes sindicais cutistas do Paraná.

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Confira a entrevista com representantes da CHAPA 1 – Para romper barreiras

O Sindicato dos Bancários de Londrina e Região realiza eleições a cada três anos. Nesta quinta-feira, 15 de março, os bancários e bancárias filiados elegerão a diretoria que estará à frente da entidade no triênio 2012/2015.

Apenas Chapa 1, da CUT – “Para Romper Barreiras”, encabeçada pelo atual presidente do Sindicato e funcionário do Itaú, Wanderley Crivellari, se inscreveu. Juntamente com a secretária Geral e funcionária do Banco do Brasil, Gisa Bisotto, Wanderley faz um breve balanço da gestão que se encerra e aponta os desafios que terão pela frente.

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VIDA BANCÁRIA: Vocês estiveram pela primeira vez ocupando os cargos de presidente e secretária geral do Sindicato. Como foi coordenar as Campanhas Salariais neste período?

Wanderley: Nós conseguimos realizar grandes Campanhas Salariais. Foram três anos com ganhos reais nos salários e nestas duas últimas Campanhas conquistamos a valorização ainda maior nos pisos da categoria. As regras da PLR tiveram melhorias e conseguimos avançar nos debates sobre contratação no BB e na Caixa.

Gisa: A categoria também conquistou a Licença-maternidade de 180 dias e a proibição de transporte de valores por bancários. Assinamos um acordo inédito de combate ao assédio moral, bem como estabelecemos na Convenção o fim da publicação de rankings individuais de funcionários.

Wanderley: E tudo isso graças à coragem e mobilização dos bancários e bancárias. Enfrentamos interditos proibitórios, gestores truculentos, cenários adversos, mas está comprovado que as nossas conquistas dependem da nossa luta. E o Sindicato de Londrina esteve presente não só nas negociações, como também na organização da greve nacional da categoria.

VIDA BANCÁRIA: Duas questões vêm sempre à tona na luta sindical bancária: a defesa do emprego e o adoecimento da categoria. Como foi lidar com estes temas?

Gisa: Nos bancos privados a prática da rotatividade é freqüentemente utilizada pelos banqueiros. Funcionários com mais tempo de banco são demitidos para dar lugar a outros que entram ganhando menos. O Sindicato de Londrina tem uma forma de protesto, chamada de “Demitiu, parou”. Realizamos mais de trinta atividades deste tipo, denunciando à sociedade esta prática nociva e lutando pelo emprego dos bancários e bancárias. Mesmo com alguns bancos aumentando seus postos de trabalho, o uso da rotatividade traz uma incerteza constante na vida dos trabalhadores.

Wanderley: O Sindicato conseguiu reverter várias demissões de trabalhadores adoecidos, vítimas da forma como o trabalho bancário está organizado. Tivemos dezoito demissões suspensas. Porém, sabemos que apenas uma parte destes casos chega ao Sindicato. Muitos bancários e bancárias estão vivendo à base de remédios de tarja preta, escondendo suas dores e seu adoecimento. E é claro que a falta de funcionários, a sobrecarga e o ritmo de trabalho, bem como a pressão constante pelo cumprimento de metas absurdas são as principais responsáveis por esta situação.

Gisa: Procuramos orientar a categoria, seja através dos nossos meios de comunicação ou de reuniões e outras ações promovidas pela Secretaria de Saúde.

Wanderley: Tivemos a oportunidade de debater com representantes dos diversos bancos, ao longo destes três anos, todas estas questões e outras mais. A interlocução regional foi uma das grandes características desta gestão. Uma parte dos problemas requer solução nacional, mas todas as situações que comportavam uma solução local foram tratadas de frente com o BB, a Caixa, o Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Safra.

VIDA BANCÁRIA: Quais outras marcas vocês consideram importantes na gestão que se encerra?

Gisa: Acredito que a transparência da gestão. Nossas assembleias são amplamente divulgadas e democráticas. Desde as decisões sobre a greve, até as prestações de contas da entidade, tudo passou pelo crivo da categoria. O Sindicato também tem uma participação incisiva no ramo financeiro, atuando em diversas Comissões de Organização de bancos, nas Mesas Temáticas, nas direções da Fetec e da Contraf (Federação e Confederação, respectivamente) e também ajudando a construir a luta de outras categorias, através da participação na CUT Regional e na CUT Estadual.

Wanderley: Sem dúvida, tivemos grandes avanços na área de comunicação do Sindicato. Inauguramos o site, estamos presentes nas redes sociais (facebook, orkut, twitter e youtube) e até mesmo na Wikipedia. Nosso boletim impresso teve uma renovação no seu visual, passou a ser integralmente colorizado e, mais recentemente, lançamos a nossa Revista, que era um dos nossos grandes projetos de diálogo com a categoria. Nossos campeonatos de futebol (suíço e de salão) já são uma marca registrada, bem como o Baile dos Bancários. Realizamos o primeiro concurso de fotografia, com o objetivo de reunir bancários e bancárias, da ativa e aposentados, e esperamos que isto se transforme numa tradição na nossa base.

VIDA BANCÁRIA: E para a próxima gestão? Quais barreiras precisam ser rompidas?

Wanderley: Com certeza muitas. Entendemos que um dos temas que deve ser priorizado é o da Saúde. O trabalho bancário não pode continuar adoecendo física e mentalmente tantos homens e mulheres. E uma das barreiras que precisamos derrubar é a do silêncio. Os bancários e bancárias precisam procurar cada vez mais o Sindicato para que possam ser devidamente orientados e obter os cuidados necessários. A prevenção merece destaque e o debate sobre as metas abusivas e o assédio moral têm que estar na ordem do dia. Outra barreira a ser rompida é a da prática da rotatividade. Este absurdo só existe no Brasil. É mais uma das “maldades” que os banqueiros brasileiros criaram. Combater a rotatividade e cobrar a garantia de emprego deverá ser uma bandeira de luta constante.

Gisa: Além do debate sobre melhorar as condições de trabalho e saúde e da defesa do emprego, somam-se outros, como a segurança bancária, cuja atuação regional do Sindicato tem sido fundamental para garantir avanços. E a igualdade de oportunidades tem que permear todas as nossas lutas: seja na remuneração, no emprego ou nas condições de trabalho. A inclusão de mulheres, de negros e negras, pessoas com deficiência e homossexuais nos vários setores da sociedade é uma das prioridades do movimento sindical.

Wanderley: O Sindicato dos Bancários de Londrina se mantém quase que exclusivamente da mensalidade sindical, que é voluntária, opcional. Por isso buscamos uma atuação cotidiana junto à base e, felizmente, temos obtido sucesso, pois os nossos índices de filiação estão entre os maiores dentre os Sindicatos do Paraná e até mesmo do Brasil. E, por fim, o Sindicato teve e continuará tendo uma participação efetiva nos debates da sociedade. Estamos presentes em diversos Conselhos Municipais, debatendo as políticas públicas. E um dos principais desafios para o próximo triênio é discutir com a sociedade a necessidade de regulamentação do Sistema Financeiro. Os bancos não podem continuar ganhando bilhões às custas da exploração dos funcionários, dos clientes e usuários.

Vida Bancária: Para finalizar, como ficou a composição da Chapa 1 da CUT -“Para romper barreiras”?

Wanderley: Primeiramente, é uma chapa que defende as bandeiras da CUT, a maior Central Sindical da América Latina, e também a mais representativa e mais combativa. Desde 1985, quando a CUT retomou o Sindicato dos Bancários de Londrina das mãos dos interventores, as gestões cutistas vêm sendo referendadas pela categoria. No ramo financeiro, o nosso Sindicato foi o primeiro do Paraná e o quinto do Brasil a se filiar à CUT.

Gisa: A chapa é composta por trinta e duas pessoas, sendo 21 homens 11 mulheres, representando sete bancos. Quatro integrantes estão participando da eleição para o Sindicato pela primeira vez. É uma chapa que conta com pessoas experientes, mas que também abre espaço para a renovação de quadros. Contamos com a participação dos bancários e bancárias, votando na Chapa 1 nesta quinta-feira, dia 15 de março.

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