O Projeto Paraná Biodiversidade – desenvolvido em parceria pelas secretarias do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Agricultura e Planejamento – está investindo R$ 140 mil na construção de uma fábrica de pfaffia (ginseng) que beneficiará 47 produtores de três assentamentos no município de Querência do Norte, região Noroeste do Estado.
Os assentamentos Luís Carlos Prestes, Che Guevara e Portal do Tigre estão localizados nas proximidades do corredor de biodiversidade Caiuá-Ilha Grande. A iniciativa faz parte da proposta de construção de módulos agroecológicos, em que os produtores recebem assistência técnica do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Emater para garantir uma produção ambientalmente correta e sem o uso de agrotóxicos que impactam a fauna e a flora local. O aumento da biodiversidade vem sendo constatado gradativamente na região após a construção do corredor de biodiversidade.
“Um dos objetivos do programa é mostrar a importância de conservar a biodiversidade das propriedades, visando a sustentabilidade através de atitudes que mantenham a qualidade do meio ambiente, sem esquecer do lado econômico e social”, explicou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues. “Afinal, quando o agricultor receber a posse de sua propriedade precisa ter em mente que cada elemento é importante para a manutenção do todo”, completou.
A conclusão da obra está prevista para o final deste ano e também conta com o apoio da prefeitura de Querência do Norte, que entra com a mão-de-obra para construção da fábrica, e dos produtores, que custearão as despesas com o plantio.
Para o agricultor Giovani Brain, a construção da fábrica é importante para controlar o extrativismo ilegal da planta nos assentamentos. “A conclusão da fábrica é fundamental para acabarmos com a extração ilegal do ginseng na região. Neste sentido, o projeto Paraná Biodiversidade tem ajudado muito a mudar a mentalidade dos produtores de ginseng”, afirmou.
Já para Misael Jefferson Nobre, produtor de ginseg e ex-secretário da Agricultura de Querência do Norte, o principal benefício da fábrica é a possibilidade dos produtores comercializarem melhor o ginseng. “A grande conquista dos produtores de ginseng com a fábrica está na possibilidade de industrializar o produto. Hoje em média, eles vendem por R$ 0,70 o quilo de ginseg in natura; com a fábrica em operação este valor passará a ser de R$ 2,80 para o ginseg em pó”, explicou.
Além da diferença do valor de comercialização, Nobre acredita até na possibilidade de exportar o produto. “Acredito que com a fábrica poderemos exportar para Coréia do Sul, China e Japão. Isto representará muito para os produtos, pois o quilo de ginseng lá fora é comercializado por até 20 dólares”, concluiu o produtor.
A construção da fábrica era um projeto antigo dos produtores, e só agora, com a parceria firmada com o Projeto Paraná Biodiversidade, foi possível tirar do papel a obra, disse Jadir Francisco dos Santos, técnico da Emater. “As ações do Paraná Biodiversidade, através de palestras e oficinas, minimizam os problemas de infração ambiental. A gente já percebe a diferença na prática agrícola”, ressaltou.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.