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Paraná tem nove municípios entre os 100 com maiores taxas do PIB do país

O Paraná possuía nove municípios entre os 100 com as maiores taxas do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, em 2008, segundo dados divulgados pelo IBGE, nesta sexta-feira (10). Curitiba se destacou com o 4º maior PIB do país – atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – e à frente de Belo Horizonte, Manaus e Porto Alegre. O PIB representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região.

Os demais municípios paranaenses na lista dos 100 maiores eram Araucária (35º), São José dos Pinhais (38º), Londrina (51º), Paranaguá (58º), Maringá (74º), Foz do Iguaçu (75º) Ponta Grossa (91º) e Cascavel (100º).

Na agropecuária, os municípios com maior Valor Adicionado foram Castro (soja e pecuária leiteira), Tibagi (madeira), Toledo (grãos, suínos), Cascavel (grãos e aves) e Guarapuava (grãos). Na indústria destacaram-se Curitiba, Araucária (refinaria), São José dos Pinhais (material de transporte), Foz do Iguaçu (produção de energia elétrica) e Paranaguá (fertilizantes e processamento de grãos). Nos serviços, Curitiba, Araucária, Londrina, Maringá e São José dos Pinhais.

POR PESSOA – O maior PIB per capita do Estado foi o de Araucária, com R$ 94.996,00, o que se explica pela presença da refinaria da Petrobrás e também da centralização da atividade de distribuição de combustíveis. Já o menor foi de Piraquara (R$ 4.532,00), ambos na Região Metropolitana de Curitiba. O PIB per capita do Estado em 2008 foi de R$ 16.928,00.

De acordo com o pesquisador do Ipardes, Fernando de Lima, o resultado do PIB municipal permite observar, em âmbito nacional, o avanço dos municípios com maior presença dos segmentos material de transporte e indústria automobilística, como é o caso de São José dos Pinhais, no Paraná.

“O ano de 2008 foi um ano muito bom para a atividade industrial até o mês de setembro. Mesmo com a crise, a indústria apresentou um ritmo expressivo de produção neste ano, o que possibilitou o avanço de São José dos Pinhais, que passa de 41º em 2007 para 38º em 2008”, comparou Lima.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.

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Seis capitais concentram 25% do PIB do país, diz IBGE

Curitiba está em 4.º lugar no ranking de contribuição para o PIB em 2008

Apenas seis dos 5.564 municípios brasileiros geravam aproximadamente um quarto de toda a renda do país em 2008 (R$ 3,031 trilhões). Se a lista for ampliada para 51 cidades, chega-se à metade do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que é a soma dos bens e serviços produzidos no país. Por outro lado, é necessário contabilizar a renda gerada por 1.313 municípios da base do ranking para se alcançar 1% do total da riqueza nacional.

Os dados fazem parte da pesquisa PIB dos Municípios 2008, divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a coordenadora do levantamento, Sheila Zani, os números revelam que ainda existe forte concentração de renda no país.

“Observamos que em toda a série da pesquisa, desde 1999, há uma enorme concentração, sem alterações significativas entre os municípios que têm as maiores participações no PIB. Mesmo entre aqueles que lideram a lista há grandes diferenças”, afirmou.

Entre os primeiros do ranking de contribuição para o PIB do país em 2008 estão: São Paulo (11,8%), Rio de Janeiro (5,1%), Brasília (3,9%), Curitiba (1,4%), Belo Horizonte (1,4%) e Manaus (1,3%). As mesmas capitais aparecem entre os seis municípios com maiores PIBs desde o início da série, em 1999.

Capital paranaense

Apesar de Curitiba ser a quarta capital com maior contribuição para o PIB do país em 2008, a participação se mantém estagnada desde 1999. No período entre 1999 e 2008, o índice de 1,4% se repetiu em todos os anos, com exceção de 2001, quando a capital registrou participação de 1,3%. O resultado de Curitiba é bastante semelhante ao de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, que também tem o índice de 1,4% predominando no período. A capital mineira registrou por duas vezes, em 2000 e 2006, participação de 1,3%.

O desempenho da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) também se manteve estável nesse período. A RMC ocupa a sétima colocação no ranking das mesorregiões com participação de 2,8% no PIB do país, o que representa um avanço de 0,1% no período.

Brasil

Em relação ao ano anterior, o levantamento aponta que São Paulo e Rio de Janeiro, embora tenham se mantido na liderança, perderam participação percentual em relação ao país. Em 2007, São Paulo era responsável por 12,1% de toda a geração de renda no país, e a capital fluminense por 5,3%.

Sheila Zani afirmou que a perda de participação da capital paulista pode ser explicada, em parte, pelo desempenho do setor financeiro. O estado paulista detém 51% do valor dos serviços financeiros do país, sendo boa parte concentrada na capital.

“Embora o volume do setor financeiro tenha aumentado muito em 2008, o diferencial de juros cobrados pelos bancos caiu muito, já que para fazer frente à crise financeira no segundo semestre de 2008, o governo abriu crédito, mas diminuiu a margem de juros dos bancos e reduziu tarifas bancárias nos bancos públicos. Isso causou um efeito dominó, atingindo também os bancos privados e impactou muito o município de São Paulo”, afirmou.

A coordenadora da pesquisa também destacou que o ano de 2008 não foi bom para a indústria da capital paulista, pois os setores que mais cresceram foram os que estão fora do município, em cidades do interior do estado, como o automobilístico e o de extrativismo mineral.

Ainda de acordo com o levantamento, no caso do Rio de Janeiro, a perda de participação pode ser explicada principalmente pela queda no setor de energia elétrica e pelo maior crescimento dos municípios do norte fluminense, impulsionados pelo desempenho da extração de petróleo.

“As tarifas de energia elétrica tiveram queda de 4,1%, o que causou impacto na economia da capital fluminense. Além disso, a indústria extrativa, que não está presente na capital, cresceu bastante em 2008. Por isso, esse resultado está muito mais ligado ao desenvolvimento de outros municípios do estado do que propriamente a perda da capital”, explicou.

Brasília, terceira colocada na lista, sofreu pequeno ganho de participação, de 3,8% para 3,9% entre 2007 e 2008, influenciado por reajustes salariais, o que também impulsionou o comércio.

Na outra ponta, entre os cinco municípios de menor PIB, todos nas regiões Norte e Nordeste, estão: Areia de Baraúna (PB), São Luis do Piauí (PI), São Feliz do Tocantins (TO), Santo Antônio dos Milagres (PI) e São Miguel da Baixa Grande (PI). Juntas, as economias dessas cidades representavam aproximadamente 0,001% do total do país.

10/12/2010 | 11:38 | Agência Brasil e Gazeta do Povo

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.gazetadopovo.com.br.

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