SINDICATO ALERTA QUE DIREITOS SOCIAIS ASSEGURADOS EM LEI NÃO PODEM SER NEGOCIADOS
A Federação Brasileira de Bancos divulgou nesta semana, em seu site, notícia intitulada “Relações de trabalho devem ser flexibilizadas”, referente a um seminário realizado em São Paulo sobre formas modernas de contratação de trabalho.
A entidade patronal demonstra, mais uma vez, sua clara tendência a defender a terceirização e a precarização das condições de trabalho, se posicionando contra os movimentos sindicais que defendem as categorias de trabalhadores. “Esse discurso é mais uma mentira contada pelos banqueiros para tentar diminuir o custo do trabalho e aumentar o seus lucros. Na realidade, nesse momento de crise econômica mundial, o que deveria ser feito pelo poder público é tornar as leis mais rígidas contra as demissões, a terceirização e todo tipo mecanismo de fraude contra os direitos sociais adotados pelos bancos”, alerta André Machado, dirigente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região.
No texto, a Febraban destaca que “a regulação do mercado de trabalho não pode inibir o desenvolvimento de empresas e a contratação de trabalhadores”. Os especialistas ouvidos no seminário defendem que “a proteção intensiva às relações de trabalho acabam fragilizando” as negociações entre patrões e empregados.
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, assim como demais entidades que defendem interesses de trabalhadores, repudia qualquer forma de terceirização, que acarreta na precarização das condições de trabalho, na perda de direitos e no desvio de função.
“Os direitos sociais assegurados em lei não podem ser negociados. Não é o fato de existirem leis que garantem férias, 13º salário, contribuição previdenciária e todos os demais direitos, que há dificuldade de negociações entre patrões e empregados. A dificuldade está no fato de que os patrões nunca querem dividir os seus ganhos, que, vale lembrar, são obtidos através do esforço diário dos trabalhadores”, finaliza André.
A entidade patronal deixa claro que privilegia interesses empresariais sem levar em consideração a melhor opção para os trabalhadores, que é a manutenção de direitos trabalhistas e a mobilização da categoria para ampliação de conquistas na mesa de negociação.
Acesse aqui e confira a matéria divulgada pela Febraban.
Por: Paula Padilha
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br