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Pauta de reivindicações dos trabalhadores bancários chegará às mãos dos patrões banqueiros, nesta segunda-feira, dia 10 de agosto

Comando Nacional entrega pauta de reivindicações à Fenaban nesta segunda

O Comando Nacional dos Bancários entregará à Fenaban nesta segunda-feira, 10, às 15h, em São Paulo, a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2009. Na mesma ocasião, os empregados da Caixa Econômica Federal entregarão sua pauta específica para a direção do banco.

Aprovada na 11ª Conferência Nacional dos Bancários, após um intenso processo de discussão na categoria, que contou com conferências regionais e estaduais, a pauta foi ainda ratificada pela quase totalidade das assembleias nas bases sindicais. Antes da reunião com a Fenaban, o Comando Nacional se reunirá às 10h, na sede da Contraf-CUT.

“Nossa campanha salarial já começou na prática, com as intensas discussões a respeito da pauta de reivindicações. Com os lucros astronômicos que vêm acumulando, os bancos têm todas as condições de atender nossa minuta. A categoria está mobilizada e pronta para conquistar aumento real de salário e novos direitos”, avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. “Os bancos abusam dos trabalhadores e da sociedade. Está na hora de colocar em prática seu discurso de responsabilidade social, começando por melhorar as condições de trabalho de seus próprios funcionários”, afirma.

Caixa

Juntamente com as reivindicações gerais da categoria, á Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) irá realizar a entrega da pauta específica dos trabalhadores para a direção do banco. As demandas específicas foram definidas no 25º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizado em abril.

Os temas prioritários da campanha específica da Caixa são: novo Plano de Cargos Comissionados (PCC), isonomia de direitos entre novos e antigos empregados, ampliação dos direitos dos aposentados, contratação de novos empregados e melhoria das condições de trabalho, respeito à jornada de seis horas e democratização da gestão.

Banco do Brasil – Ainda não foi definida a data para a entrega da pauta específica dos funcionários do BB para a empresa. A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB está em contato com o banco para decidir uma data.

O que os bancários querem

As principais reivindicações da categoria, aprovadas na Conferência Nacional realizada entre 17 e 19 de julho e ratificadas pelas assembleias, são as seguintes:

– Reajuste salarial de 10% (reposição da inflação mais aumento real).

– PLR de três salários mais R$ 3.850.

– Valorização dos pisos:
Portaria: R$ 1.432.
Escriturário: R$ 2.047 (salário mínimo do Dieese).
Caixa: R$ 2.763,45.
Primeiro comissionado: R$ 2.763,45.
Primeiro gerente: R$4. 605,73.

– Auxílio-refeição: R$ 19,25.

– Cesta-alimentação: R$ 465,00 (um salário mínimo).

– 13ª cesta-alimentação: R$ 465,00.

– Auxílio-creche/babá: R$ 465,00.

– Fim das metas abusivas e do assédio moral.

– Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) em todos os bancos, negociado com as entidades sindicais.

– Contratação da remuneração total, inclusive a parte variável, com a incorporação dos valores aos salários e reflexo em todos os direitos (13º, férias e aposentadoria) – com o objetivo de acabar com as metas abusivas.

– Garantia de emprego, fim das terceirizações e ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas.

– Mais segurança nas agências.

– Auxílio-educação para todos.

– Ampliação da licença-maternidade para seis meses.

Fonte: Contraf-CUT.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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Novo formato de PLR é uma das prioridades da Campanha 2009

Bancários querem uma distribuição maior e uma fórmula de cálculo mais simples

São Paulo – Uma das maiores conquistas da categoria foi assegurar que a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) integrasse a Convenção Coletiva, em meados da década de 1990.

O primeiro pagamento, em 1995, correspondeu a 72% do salário mais R$ 200. De lá para cá, a partir da mobilização da categoria, os percentuais do salário, a parte fixa e os tetos foram elevados, mas com o tempo foram deixando de representar com fidelidade o que as empresas lucram a cada ano.

“O valor adicional conquistado em 2006, por exemplo, foi criado para corrigir um pouco essa distorção. Pago acima dos tetos e sem desconto dos programas próprios, viria para remunerar melhor os trabalhadores”, afirma o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, explicando que agora é necessário avançar mais para que a regra da PLR seja simplificada e que remunere melhor os trabalhadores. Assim, a reivindicação deste ano é que a PLR seja de três salários mais R$ 3.850.

Marcolino reforça o argumento da mudança na regra a partir da comparação dos balanços do primeiro trimestre de 2008 com o de 2009 (veja no quadro os resultados de alguns dos principais bancos). “Como o adicional é calculado a partir do crescimento do lucro, os bancários não receberiam o valor adicional neste ano. O que não é justo, pois os resultados das empresas continuam elevados”, afirma.

“Neste ano, já realizamos cinco reuniões com a Fenaban para estabelecer premissas que garantam uma PLR mais justa. Mas os banqueiros nada apresentaram e cobraremos que isso ocorra agora, sem protelações”, diz.

Segunda tem passeata – Uma passeata da Praça do Patriarca (concentração às 10 horas) até a Paulista e a distribuição de impressos com as reivindicações dos trabalhadores marcarão o lançamento da Campanha Nacional dos Bancários 2009 na segunda-feira 10. Nesse dia, o Comando Nacional dos Bancários entrega as reivindicações da categoria à Fenaban.

Por Jair Rosa – 06/08/2009.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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Campanha 2009: Em São Paulo, lançamento estadual será na segunda, dia 10

A FETEC/CUT-SP e sindicatos filiados promovem, na segunda-feira, dia 10, o lançamento estadual da Campanha Nacional dos Bancários 2009. No mesmo dia, às 15h, está prevista a entrega da minuta de reivindicações à Fenaban.

Para o lançamento estadual, as entidades preparam uma grande manifestação na capital paulista, com participação de representantes cutistas de todo o Estado. A concentração está marcada para 10h30, na Praça do Patriarca, em São Paulo, de onde os manifestantes sairão em passeata pela Av. Brigadeiro Luiz Antônio em direção à Av. Paulista.

A idéia é promover ato com carro de som, faixas e bandeiras, na esquina com a Rua Itapeva, onde fica a sede do ex-banco Real, local de trabalho de Fábio Barbosa, atual presidente da Fenaban. A previsão é de que o ato tenha início por volta das 12h.

Além do lançamento estadual, a FETEC SP está programando, a exemplo do ano passado, a realização de lançamentos regionais de forma a divulgar as reivindicações da categoria, incentivar o envolvimento dos bancários e conquistar o apoio da população a esta Campanha Nacional.

“A experiência de 2008 contribuiu em muito para a organização dos bancários no Estado, favorecendo assim os resultados positivos da campanha, com manutenção da política de aumento real, melhorias na PLR e avanços em questões sociais, como de segurança bancária e combate ao assédio moral”, recorda Pedro Sardi, secretário geral da FETEC SP ao ressaltar que esses mesmos pontos voltam a ser eixo de campanha neste ano, ao lado da luta pela instituição Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) em todos os bancos, contratação da remuneração total, garantia de emprego e fim das terceirizações, dentre outras.

Executiva Ampliada – Um dia depois do lançamento estadual da Campanha 2009, a FETEC SP realiza reunião da Executiva Ampliada com participação de representantes dos sindicatos filiados, para definição dos próximos encaminhamentos.

Por Lucimar Cruz Beraldo.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fetecsp.org.br.

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CAMPANHA NACIONAL 2009
Não tem chororô!

A desculpa da crise internacional estava preparada para justificar a velha choradeira dos bancos na hora de negociar as reivindicações dos bancários. Mas os próprios economistas e especialistas de mercado, inclusive dos bancos, admitem que o pior da crise já passou. O Bradesco, por exemplo, teve um lucro no segundo trimestre de R$2,297 bilhões, resultado 14,7% superior ao do mesmo período do ano passado.

O Comando Nacional da categoria entrega a minuta de reivindicações na segunda-feira, dia 10, às 15h, em São Paulo. “Embora seja apenas o ato de entrega para que a minuta seja apreciada, os bancos já têm conhecimento de nossas reivindicações pela imprensa, inclusive a sindical. Espero que não haja a tradicional intransigência dos banqueiros. Com os lucros acumulados nos últimos anos não têm por que rejeitar nossas reivindicações. Mas como conhecemos a velha choradeira dos bancos, precisamos manter uma mobilização forte e unificada”, afirma o presidente do Sindicato, Almir Aguiar.

Bancários entregam minuta à Fenaban nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira, dia 10, às 15 horas, em São Paulo, os bancários entregam a minuta de reivindicações da categoria à Fenaban. Agora é hora da mobilização. Participe deste luta!

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosrio.org.br.

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Campanhas reforçam união e luta dos bancários:

Desde o ano 2003, que marcou a volta das grandes mobilizações da categoria, os bancários vêm obtendo importantes vitórias frente a intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos federais. Desde então passaram a fazer parte da lista de conquistas da categoria itens como aumento real, 13ª cesta-alimentação, adicional de PLR e outros, frutos de muita luta e garra dos trabalhadores. Confira aqui os passos dessa história de conquistas:

2003 – Bancários de bancos públicos e privados de todo o país somaram forças na campanha unificada e pressionaram os banqueiros a ampliar a proposta de reajuste salarial. Após três dias de greve, os bancários arrancaram da Fenaban proposta de 12,6% de reajuste sobre os salários e de todas as verbas salariais de agosto/03, mais abono de R$ 1.500. A categoria conquistou ainda uma Participação nos Lucros e Resultados ( PLR ) de 80% sobre o salário mais parcela fixa de R$ 650, até o limite de R$ 4.617. O acordo assinado foi fruto da mobilização da categoria, sendo que a maior vitória nesta campanha foi a unificação da luta dos bancários de bancos públicos e privados.

2004 – A greve nacional dos bancários durou trinta dias e foi a mais longa da história da categoria no Brasil. A mobilização dos bancários colocou a ganância dos banqueiros no centro das discussões nacional e até no exterior. Essa história foi construída com muita resistência. Os bancários reagiram contra a intransigência dos banqueiros que insistiam em não reabrir as negociações, resistiram à violência da polícia e aos interditos proibitórios da Justiça.

Não bastasse a união entre os banqueiros, a justiça e a polícia para derrotar a greve, os bancários ainda encontraram adversários dentro do próprio movimento sindical. Num momento em que a categoria precisava se unir para sair vitoriosa da greve, surgiram setores que apostaram na fragmentação.
Parte do movimento sindical bancário representado pelo PSTU se aliou à velha Contec para ajuizar o dissídio coletivo e dividir a categoria. O dissídio foi um tiro no escuro. Além de dividir a categoria, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou apenas o reajuste e mais de cem cláusulas do BB e da CAIXA ficaram de fora e precisaram ser renegociadas.

Apesar de toda truculência e intransigência dos banqueiros, a categoria mostrou a sua força e conseguiu arrancar um reajuste de 8,5% mais R$ 30,00 para quem ganhava até R$ 1.500, valor que superou a inflação calculada em 6,7% pelo INPC e garantiu a valorização do piso que era uma das principais reivindicações dos bancários. Além disso, conquistou um abono de R$ 1.000.

2005 – A greve nacional dos bancários começou no dia 6 de outubro e se espalhou por todo país. Após 3 dias de paralisação, os banqueiros apresentaram a proposta de 6% de reajuste contra uma inflação de 4,89%, além de abono de R$ 1.700 e PLR de R$ 80% do salário + R$ 800. No dia 11, em assembleia em frente ao Sindicato, os bancários aprovaram a proposta e o acordo com a Fenaban que foi assinado no dia 17.

2006 – Logo no primeiro dia de greve, em Belo Horizonte, a paralisação atingiu mais de 92 unidades de trabalho. A greve dos bancários forçou a Fenaban e o governo a apresentarem nova proposta no dia 10 de outubro. Os banqueiros propuseram um reajuste de 3,5% e PLR de 80% do salário mais R$ 828 fixos. Um novo benefício passou a fazer parte da convenção: a Parcela Adicional da PLR, que chegava até R$ 1.500, nos bancos com lucratividade superior a 15% em relação a 2005. CAIXA e o BB também fizeram alterações nas propostas específicas.

Em assembleia no dia 11 de outubro os bancários de bancos privados aprovaram a proposta da Fenaban. Já os empregados da CAIXA e do Banco do Brasil continuaram em greve. Após 11 dias de paralisação, os bancários da CAIXA e do BB conquistaram uma proposta com avanços significativos. Em assembleia realizada no dia 13 os bancários deliberaram pela aprovação da proposta. No dia 18 foi assinada a Convenção Coletiva de Trabalho. Pela primeira vez, o BB e a CAIXA foram signatários da Convenção.

2007 – Em negociação convocada de última hora para o dia 1 de outubro, após a pressão exercida por paralisações realizadas pelos bancários em várias partes do país, a Fenaban apresentou uma nova proposta econômica de 6% de reajuste sobre salários e benefícios (contra inflação de 4,82% no período, o que significou aumento real); 13ª cesta-alimentação no valor de R$ 252,36, incorporada na Convenção Coletiva e melhora na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Em assembleia realizada no dia 2 de outubro, bancários dos bancos privados aprovaram a proposta apresentada pela Fenaban. Na mesma data, cerca de 200 bancários presentes na assembleia dos funcionários do BB realizada no Sindicato, aprovaram a proposta apresentada pelo banco em negociação extraordinária realizada no dia 1º de outubro, logo após a Fenaban ter apresentado sua proposta econômica.

Também no dia 2 de outubro, em assembleia que lotou o auditório da Associação Médica, cerca de 350 empregados da CAIXA decidiram entrar em greve por tempo indeterminado até que a empresa apresentasse uma proposta que atendesse às reivindicações da categoria. Após três rodadas de negociação, a direção do banco não tinha sinalizado com nenhuma proposta.

Após cinco rodadas de negociação – que resultaram numa proposta muito aquém das reivindicações dos empregados – a CAIXA ajuizou, no dia 8 de outubro, no Tribunal Superior do Trabalho (TST) o pedido de dissídio coletivo contra a greve dos empregados. A ida da CAIXA ao TST representou um grande retrocesso no processo de negociação e na relação do banco com o movimento sindical, fazendo lembrar os tristes tempos de FHC.

No dia 11 de outubro, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban assinaram a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2007/2008 que garantia um reajuste de salários e benefícios com aumento real (6% contra inflação de 4,82% no período) e o pagamento da 13ª cesta-alimentação no valor de R$ 252,36 (novo benefício incorporado à Convenção Coletiva). No mesmo dia a direção do Banco do Brasil e a representação do funcionalismo assinaram o acordo da PLR-2007. No dia 17 de outubro, os representantes dos bancários assinaram o acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e o acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com a CAIXA.

2008 – Diante da intransigência dos banqueiros, os bancários iniciam greve no dia 8 de outubro. O movimento atinge várias unidades de trabalho da base do Sindicato de BH e Região. A greve paralisou 90% dos departamentos e agências da CAIXA, 50% das unidades do BB e diversas agências de bancos privados. Centenas de bancários lotaram as ruas do centro da capital para defender suas reivindicações em passeatas que percorreram as ruas da cidade, passando por vários bancos. Em assembleias específicas realizadas nos dias 22 e 23 de outubro, os bancários dos bancos privados, CAIXA e BB aprovaram a proposta apresentada pela Fenaban. Os banqueiros só apresentaram a proposta após 14 dias de greve e muita pressão da categoria, que se mobilizou em todo o país. A nova proposta estabelecia um reajuste salarial de 10% para quem ganhava até R$ 2.500 e 8,15% para as demais faixas salariais e para todos os benefícios. Em relação a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a regra básica que era de 80% do salário mais R$ 878 passou para 90% do salário mais R$ 966, com teto de R$ 6.301. Os bancos que pagaram a regra básica e não distribuíram 5% do lucro, majoraram o valor até 2,2 salários com teto de R$ 13.862, até 2007, o máximo era dois salários. A parcela adicional passou a ser de até R$ 1.980.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosbh.org.br.

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Campanha Nacional dos Bancários começa a todo vapor em Alagoas na terça

O Sindicato dos Bancários de Alagoas dará início na próxima terça-feira, dia 11, ao processo de mobilização da campanha salarial 2009, com diversas manifestações nas agências. Durante duas semanas, os diretores da entidade e trabalhadores da base vão percorrer unidades da capital e interior, divulgando a pauta de reivindicações, pedindo o apoio da população e convocando toda a categoria a se engajar na luta por melhores salários e condições de trabalho.

“Nossa intenção é realizar uma campanha bastante forte. Só com muita mobilização e pressão da categoria, em todo o país, conseguiremos arrancar dos bancos aquilo que temos direito”, afirma o presidente do Sindicato e membro do Comando Nacional dos Bancários, Edmundo Saldanha. Nas atividades iniciais da campanha serão feitos pronunciamentos e encenações de teatro nas agências, acompanhados de banda de pífano. “Vamos mudar a rotina dos bancos”, promete o diretor.

O lançamento da campanha em Alagoas ocorrerá um dia depois da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) entregar a pauta de reivindicações dos bancários à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Esse ato está marcado para 15 horas de segunda-feira (10/08), em São Paulo. No mesmo dia serão entregues as minutas específicas para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Os bancários reivindicam um reajuste salarial de 10% (incluindo aumento real); Participação nos Lucros e Resultados de três salários mais R$ 3.850; valorização do piso profissional; Plano de Cargos, Carreira e Salários em todos os bancos; garantia de emprego; fim das metas abusivas; e ampliação da licença-maternidade para seis meses, entre outros itens.

O slogam da campanha este ano é: “Os bancos abusam – Cadê a responsabilidade social?”. Com esse tema, a categoria busca denunciar a exploração do setor sobre os clientes, usuários e trabalhadores, sem que haja por parte dos banqueiros uma justa contrapartida em impostos, benefícios sociais e distribuição de renda. “Dados da Receita Federal apontam que os bancos foram autuados em R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre deste ano, somente em São Paulo”, afirma Miriam Albuquerque, diretora de imprensa do Sindicato.

Mesmo com a crise dos últimos dez meses, que afetou o mercado financeiro mundial, os bancos que atuam no Brasil continuaram obtendo lucros expressivos. O Bradesco, por exemplo, anunciou um lucro de R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 14,7% em comparação com igual período do ano passado. De janeiro a junho de 2009, o lucro da instituição somou mais de R$ 4 bilhões. Desempenho parecido deve ser o de outras instituições financeiras, a exemplo do Santander e do Itaú Unibanco.

“Boa parte dessa receita veio dos juros extorsivos, da cobrança abusiva de tarifas e do trabalho extenuante dos bancários. Ou seja, veio da expoliação da população e dos trabalhadores”, denuncia Edmundo Saldanha. É baseado nesses números que os bancários vão para as ruas e para a mesa de negociação com a Fenaban. “Nós contribuímos com nosso trabalho para a alta rentabilidade das empresas. Agora, é hora de cobrar a nossa parte”, conclui o dirigente sindical.

Calendário de lançamento da campanha salarial

CAPITAL

11/08 (terça) – Centro
12/08 (quarta) – Orla marítima
13/08 (quinta) – Farol
14/08 (sexta) – Ato nacional da CUT

INTERIOR

18/08 (terça) – Arapiraca e Palmeira dos Índios
19/08 (quarta) – Penedo
20/08 (quinta) – São Miguel dos Campos

As atividades na capital serão a partir das 9h, no interior, a partir das 7h

As manifestações vão prosseguir depois nas agências do Litoral Norte, Zona da Mata, Sertão e Vale do Paraíba, em data a ser definida.

Fonte: Seeb Alagoas.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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