Rio de Janeiro – O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu quase 10% em um ano, representando mais 850 mil pessoas formalmente empregadas. Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De abril de 2007 até o mês passado, o aumento foi de 9,9%, e na comparação mensal, entre março e abril, o avanço chegou a 1,5%, na média das seis regiões metropolitanas pesquisadas.
O gerente da Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo, explicou que o crescimento foi motivado por fatores como o “cenário econômico positivo e a mudança na estrutura do mercado de trabalho, que agora conta com uma maior participação de empresas que prestam serviços para outras”. O economista citou ainda como um fator importante o aumento da fiscalização por parte do Ministério do Trabalho.
A pesquisa também apontou que o rendimento médio real dos trabalhadores, descontando a inflação, cresceu 1% em abril, em relação a março, e 2,8% no ano, atingindo R$ 1.208,10. Já o crescimento da massa de rendimento real dos ocupados, que representa a soma de tudo o que os trabalhadores receberam, subiu 1,3% em relação a março e 7,7% no ano.
O número total de desempregados no país caiu 13,9% em um ano, passando de 2,3 milhões para 2 milhões. Nesse período, a taxa de desemprego, que traduz a proporção entre as pessoas que não estão trabalhando e procuram emprego sobre a população economicamente ativa, recuou 1,6 ponto percentual. Era de 10,1% e passou a ser de 8,5%.
Por Aline Beckstein – Repórter da Agência Brasil.
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Desemprego fica estável em relação a março, mas cai em comparação com abril de 2007
Rio de Janeiro – A taxa de desemprego em abril ficou estável em relação ao mês anterior, atingindo 8,5%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em relação a abril do ano passado (10,1%), o desemprego caiu 1,6 ponto percentual.
Segundo a pesquisa, a população ocupada, que totalizou 21,4 milhões em abril, não sofreu alteração significativa em relação a março, mas cresceu 4,3% em relação a abril de 2007, o que representa mais 886 mil trabalhadores.
Por Aline Beckstein – Repórter da Agência Brasil.
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Quase metade dos desempregados no Brasil é jovem, diz Ipea
Brasília – Os brasileiros de 15 a 24 anos representam quase a metade das pessoas sem emprego no Brasil. A constatação é da pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil divulgada hoje (20) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
De acordo com o estudo, o desemprego entre os jovens não é um fenômeno apenas brasileiro, mas global. No entanto, entre os dez países pesquisados, o Brasil é o que apresenta a maior taxa de jovens desempregados, com 46,6%. México vem em seguida com 40,4%, Argentina, 39,6%, Reino Unido, 38,6%, Suécia, 33,3%, Estados Unidos, 33,2%, Itália, 25,9%, Espanha, 25,6%, França, 22,1%, e Alemanha, 16,3%.
O trabalho coordenado pelos pesquisadores Jorge Abrahão de Castro e Luseni Aquino mostra ainda que o desemprego entre os jovens brasileiros de 15 a 24 anos é 3,5 vezes maior que entre os adultos acima dos 24 anos.
O documento revela ainda que um dos fatores do desemprego ser maior entre os jovens relaciona-se ao fato de as empresas optarem sempre por demitir os trabalhadores mais jovens que, além do baixo custo, são considerados menos “essenciais” por causa da falta de experiência.
Por Aécio Amado – Repórter da Agência Brasil.
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