Resultado no primeiro ano de Dilma é 5% menor do que no último de Lula. Explicar queda nesta sexta (10) é última missão do presidente José Sérgio Gabrielli, que será substituído por Maria das Graças Foster, aprovada para o cargo pelo Conselho de Administração. Em nota, Petrobras adianta: alta de gastos administrativos, com importações e custos exploratórios atrapalhou.
Da Redação
Brasília – A Petrobras vendeu mais e a preços maiores seus produtos no mercado brasileiro no ano passado. Mas teve de gastar mais com importações de petróleo e derivados que o país consome e a empresa não produz, teve despesas superiores com produção e exploração e ganhou menos dinheiro no mercado financeiro. Resultado: o lucro da estatal caiu 5% (ou R$ 1,8 bilhão) no primeiro ano da gestão Dilma Rousseff, totalizando R$ 33 bilhões.
Explicar o desempenho inferior ao de 2010 será a última grande missão pública e política do petista José Sérgio Gabrielli, que será substituído na presidência da Petrobras por Maria das Graças Foster, cuja indicação para o cargo foi aprovada pelo Conselho de Administração nesta quinta-feira (9). Gabrielli dará entrevista coletiva sobre os resultados da empresa nesta sexta-feira (10).
Em nota divulgada na noite desta quinta-feira (9), a estatal adiantou os principais números do seu balanço 2011 e algumas explicações para eles terem sido obtidos.
A receita total da empresa cresceu 15% (ou R$ 32 bilhões) e atingiu R$ 244 bilhões. Foi “impulsionada, principalmente, pelo aumento da venda de derivados no mercado
interno (9%), comercializados a preços mais elevados”, diz a nota, apontando alta de 6% no preço de venda do barril. A Petrobras tem uma política de cobrar dentro do Brasil preços conforme a cotação internacional do petróleo, que em 2011 subiu 40%.
Apesar de faturar mais, a empresa teve despesas maiores também, daí que o lucro final ficou aquém do último ano do governo Lula. Exatamente por causa da alta da cotação internacional do petróleo, a empresa pagou mais para importar alguns derivados que não produz no Brasil e o país consome – a Petrobras é autossuficiente em termos quantitativos, mas não em termos qualitativos.
Além disso, “as despesas operacionais aumentaram 7%, refletindo principalmente o aumento de gastos com despesas gerais e administrativas, com custos exploratórios (devido ao aumento da atividade operacional) e com pesquisa e desenvolvimento, refletindo os gastos com o sistema de separação submarina de água e óleo e com contratação de projetos”.
O aumento da produção de petróleo na camada do pré-sal tem exigido investimentos extras na parte operacional. Em 2011, a extração do pré-sal dobrou (chegou a 200 mil barris por dia, 7,6% da produção total da empresa).
Os investimentos totais da Petrobras no ano passado foram de R$ 72 bilhões, dos quais 47% em exploração e produção. O plano de negócios 2012, aprovado com um valor de R$ 87 bilhões, também destina 47% para exploração e produção.
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Gabrielli revê sua gestão e destaca pré-sal, novas sondas e produção recorde da Petrobras
Em conferência sobre o resultado financeiro do último trimestre de 2011, presidente da Petrobras fez balanço sobre as transformações por que passou a companhia desde que se tornou diretor, em 2003, e CEO, em 2005. Bem-humorado, brincou com o fato de não usar gravata no momento e disse que já está “ficando baiano”. Ele entrega o cargo a Graça Foster na segunda (13) e parte para um cargo no primeiro escalão na Bahia.
Marcel Gomes
São Paulo – Em sua última conferência sobre os resultados financeiros da Petrobras como seu presidente, José Sérgio Gabrielli optou por fazer um balanço sobre as transformações por que passou a companhia desde que se tornou diretor, em 2003, e finalmente CEO, em 2005.
Ao longo desse período, o economista baiano lembrou que a empresa iniciou a exploração da camada pré-sal, ampliou a malha de gasodutos, incentivou a produção de sondas e navios no país e fortaleceu sua presença no ramo petroquímico. A produção saltou 33%, para 2 bilhões de barris por dia, um recorde.
Gabrielli ainda comemorou o regime de partilha, que regulará o pré-sal. “Nós ‘somos’ 30% de tudo que virá e seremos operador em conjunto com outras empresas, acumulando experiência e maximizando o uso de estruturas”, disse ele, que está de partida para um cargo no primeiro escalão do governo da Bahia.
A queda do lucro líquido no último trimestre de 2011 acabou em segundo plano. A companhia faturou R$ 5 bilhões no último trimestre, 52,4% a menos do que o registrado no mesmo período de 2010. O dado impactou no resultado do ano. O lucro em doze meses foi de R$ 33 bilhões, 5% abaixo de 2010.
Sobre isso, o atual presidente, que passa o cargo a Graça Foster na próxima segunda-feira (13), apontou razões passageiras. “Tem a ver com elementos conjunturais de preço e câmbio, atraso de equipamentos e paradas não programadas de produção por reguladores, que tinham percepção de risco”, explicou.
Há analistas que criticam a Petrobras por não reajustar mais intensamente os preços dos combustíveis, respondendo, assim, ao aumento da demanda e do câmbio. Isso ajuda no combate à inflação do país, já que o preço dos combustíveis causam impacto nas mais diversas cadeias produtivas.
Gabrielli defendeu a estratégia atual. “A política de preços de longo prazo estabiliza o fluxo de caixa. Em alguns momentos ela é negativa, mas em outros tende a crescer”, ponderou. Ele ressaltou que a companhia não podia prever a atual expansão de consumo de combustíveis, que cresce três vezes mais do que o PIB. As importações também prejudicam o resultado financeiro da empresa.
Para resolver o problema, a Petrobras está construindo cinco novas refinarias, sendo uma no Rio de Janeiro e as outras quatro no Nordeste, nos Estados de Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e Maranhão. Com isso, espera-se elevar a produção de derivados em 1,2 milhão de barris por dia, reaproximando demanda e oferta.
As perspectivas de aumento de produção de óleo também são grandes, sobretudo quando se olham os investimentos na abertura de novos campos. Nesta semana, a empresa anunciou a contratação de 26 novas sondas. No total, 33 serão entregues após 2015.
“Sonda é o recurso mais crítico para exploração de petróleo no mar e isso está equacionado”, disse Gabrielli, que, bem-humorado e sem gravata, brincou que já estava “ficando baiano” de novo.
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Nosso lucro líquido em 2011 foi de R$ 33,3 bilhões
A nossa geração operacional de caixa, medida pelo EBITDA, aumentou 5% em relação a 2010. Nosso lucro líquido em 2011 foi de R$ 33 bilhões 313 milhões, 5% inferior ao apurado no ano anterior.
No Brasil, as reservas provadas atingiram 15,71 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) pelo critério SPE/ANP. O Índice de Reposição de Reservas (IRR) ficou em 152% e a relação reserva-produção em 19,2 anos. Pelo vigésimo ano consecutivo, mantivemos um IRR no Brasil acima de 100%.
A produção de petróleo e gás natural alcançou a média diária recorde de 2 milhões 622 mil de boe em 2011. No Brasil, a média da produção de óleo e LGN (líquido de gás natural) foi de 2 milhões 22 mil bpd (barris por dia), 1% superior à média de 2010.
A produção foi crescente no pré-sal em 2011: a média diária passou de 103 mil boe em janeiro para 201 mil boe em dezembro.
Foi declarada a comercialidade da área de Guará (atual Campo de Sapinhoá) em dezembro, com volume recuperável total estimado em 2,1 bilhões de boe.
Entraram em operação, em 2011, cinco novos sistemas de produção e 11 sondas de perfuração marítima (outras três estavam em testes de aceitação ao fim do ano).
Em 2011, a venda de derivados no mercado brasileiro aumentou 9% em relação a 2010, atingindo 2 milhões 131 mil barris/dia.
Em 2 de fevereiro de 2012, realizamos a maior captação internacional de títulos brasileiros, no valor de US$ 7 bilhões, com custos e prazos favoráveis ao financiamento de nossas atividades.
Foi feita proposta de distribuição de dividendos e juros sobre capital no montante de R$ 12 bilhões 1 milhão (R$ 7 bilhões 827 milhões já foram pagos ao longo de 2011). Informa ainda que foi aprovado o Plano Anual de Negócios para 2012, no valor total de R$ 87.545 milhões. A tabela abaixo apresenta o valor dos investimentos planejados por segmento.
Plano Anual de Negócios 2012
| Segmentos / Investimentos | R$ Milhões | % |
|---|---|---|
| Exploração e Produção | 41.838 | 47,8% |
| Abastecimento | 33.010 | 38% |
| Gás & Energia | 4.400 | 5,0% |
| Internacional | 4.161 | 4,8% |
| Distribuição | 1.361 | 1,6% |
| Biocombustível | 1.339 | 1,5% |
| Corporativo | 1.436 | 1,6% |
| TOTAL | 87.545 | 100% |
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.petrobras.com.br/pt/noticias/nosso-lucro-liquido-em-2011-foi-de-r-33-3-bilhoes/
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2011: Lucro Líquido de R$ 33,3 bilhões
Rio de Janeiro, 09 de fevereiro de 2012 – Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras divulga os resultados consolidados do quarto trimestre e do exercício de 2011, segundo os padrões internacionais de contabilidade (IFRS).
Em 2011, o lucro líquido foi de R$ 33,3 bilhões (R$ 2,55 por ação) 5% inferior ao lucro de 2010 de R$ 35,2 bilhões (R$ 3,57 por ação). O lucro bruto alcançou R$ 77,2 bilhões em 2011, 1% superior ao de 2010 (R$ 76,2 bilhões).
Apesar do crescimento do volume de vendas no mercado interno ter sido 6% superior a 2010, com destaque para o aumento das vendas de óleo diesel (+9%), gasolina (+24%) e QAV (+12%), houve um incremento das despesas operacionais e de maiores custos com aquisição de petróleo e importação de derivados, o que contribuiu para diminuição do resultado.
No resultado segmentado, o aumento do preço do petróleo e do volume de produção no ano influenciaram o resultado do segmento de Exploração e Produção (E&P). Porém, o segmento Abastecimento apresentou queda no resultado em função dessa elevação do preço do petróleo.
|
Segmentos(1)
|
2011
|
2010
|
|
Exploração e Produção
|
40.594
|
29.691
|
|
Abastecimento
|
(9.955)
|
3.729
|
|
Outros Segmentos(2)
|
6.076
|
3.746
|
(2) Não considera Segmento Corporativo
Os investimentos em 2011 totalizaram R$ 73 bilhões, sendo a maior parte dedicada aos segmentos de E&P (47%) e Abastecimento (37%). O caixa gerado pelas atividades operacionais se manteve como a principal fonte de financiamento dos investimentos, alcançando R$ 56 bilhões no ano.
A Companhia informa ainda que foi aprovado o Plano Anual de Negócios para 2012, no valor total de R$ 87.545 milhões. A tabela abaixo apresenta o valor dos investimentos planejados por segmento.
Plano Anual de Negócios 2012
| Segmentos | Investimentos
R$ Milhões |
% |
| Exploração e Produção | 41.838 | 47,8% |
| Abastecimento | 33.010 | 38% |
| Gás & Energia | 4.400 | 5,0% |
| Internacional | 4.161 | 4,8% |
| Distribuição | 1.361 | 1,6% |
| Biocombustível | 1.339 | 1,5% |
| Corporativo | 1.436 | 1,6% |
| TOTAL | 87.545 | 100% |
Atenciosamente,
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