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Petroleiros fazem paralisações contra a Décima Rodada de Leilões da Agência Nacional de Petróleo

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás suspenderam a troca de turno em várias refinarias e terminais da empresa nesta terça-feira, 16, para pressionar o governo a suspender a 10ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural, prevista para ocorrer nos dias 18 e 19, no Rio de Janeiro. A paralisação de 24 horas foi indicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e todos os sindicatos de petroleiros do país estão realizando esta semana várias mobilizações para barrar a 10ª Rodada. No Paraná, os trabalhadores da Repar decidiram manter a greve por 48 horas.

Quadro das paralisações

Minas Gerais – os trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, não estão entrando para trabalhar. Não houve troca de turno desde às 23h30 de segunda-feira (15). O grupo que assumiu o turno às 15h30 de ontem permanece na refinaria e só deverá ser substituído às 23h30 de hoje (16).

Paraná – os trabalhadores da Refinaria do Paraná (Repar) também suspenderam a troca de turno e desde a zero hora de hoje, 16, ninguém entra para trabalhar. A refinaria está sendo mantida pelo turno que ingressou ontem às 15h30. Os petroleiros continuarão em greve até a meia noite de amanhã, 17.

São Paulo – os trabalhadores da Refinaria Planalto (Replan), em Paulínia, suspenderam a troca de turno às 6h30 de hoje e permanecerão em greve por 24 horas. Pela manhã, os trabalhadores da refinaria participaram de uma passeata e ato político realizados pela FUP, Sindipetro, CUT, MST e pela Intersindical. Em Mauá, os trabalhadores da Refinaria de Capuava (Recap) suspenderam a troca de turno, às 23h de ontem e retomarão às 19h de hoje. Nos terminais de São Paulo, também foram suspensas as trocas de turno em Guarulhos, Guararema e Barueri. Além das paralisações nas unidades operacionais de São Paulo, os petroleiros da sede administrativa da Petrobrás somaram-se às manifestações contra a 10ª Rodada, coletando assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular que garanta o controle estatal e social das reservas brasileiras de petróleo e gás.

Pernambuco – os trabalhadores do Terminal Aquaviário de Suape suspenderam a troca de turno às 7h30 e só farão a rendição amanhã pela manhã. Além dos trabalhadores próprios da Petrobrás, os trabalhadores terceirizados também participam da paralisação.

Paraíba – os trabalhadores do Terminal de Cabedelo e do gasoduto de Paratibe realizaram atrasos na entrada do expediente.
Santa Catarina – os trabalhadores dos terminais de Guaramirim, Itajaí e Biguaçu atrasaram em quatro horas o início do expediente, realizando uma grande manifestação pela manhã na entrada das unidades.

Rio Grande do Norte – os trabalhadores estão realizando atrasos e operações padrões nas plataformas marítimas e unidades de produção terrestre, além de concentrações nas sedes administrativas da Petrobrás, em Natal e em Mossoró. As manifestações continuam ao longo desta semana.

Amazonas – os trabalhadores da Refinaria de Manaus (Reman) estão realizando atrasos de duas horas nas trocas de turno.

Bahia – os petroleiros fizeram grande manifestação em frente à sede administrativa da Petrobrás, em Salvador, com participação de centenas de trabalhadores e militantes dos movimentos sociais. Houve atraso de quatro horas na entrada do expediente e outra manifestação na BR 110, em Catu.

Espírito Santo – os trabalhadores realizaram atrasos de duas horas hoje pela manhã e ontem, nas unidades de Vitória e Linhares, respectivamente. Nesta quarta-feira, 17, haverá concentração em frente à sede da Petrobrás, em São Mateus.

Na Bacia de Campos, Ceará e Duque de Caxias, os trabalhadores também realizaram atrasos e mobilizações nesta terça-feira, 16, somando-se à categoria na luta pela suspensão da 10ª Rodada de Licitação, que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) convocou para os dias 18 e 19. Além das manifestações, os trabalhadores estão coletando assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular que garanta o controle estatal e social das reservas brasileiras de petróleo e gás.

Ato público e vigília no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira

A Federação Única dos Petroleiros e seus sindicatos participam nesta quarta-feira, 17, de um grande ato público em frente à Candelária, que contará com a presença de representantes e militantes do MST, UNE, CUT e vários movimentos sociais. O ato terá início às 17 horas e os manifestantes permanecerão em vigília até o dia 18, data prevista para ter início a 10ª Rodada. A FUP pretende reunir centenas de manifestantes na Candelária, a exemplo dos atos realizados anteriormente pela categoria petroleira. Os sindicatos da Federação que ficam próximos ao Rio de Janeiro enviarão caravanas de trabalhadores. O Sindipetro Minas Gerais já confirmou o envio de dois ônibus com militantes para o ato.

Liminar para barrar o leilão

A FUP e seus sindicatos também estão ingressando na Justiça com Ações Civis Públicas, cobrando a suspensão da 10ª Rodada de Licitações da ANP. Os sindicatos de Pernambuco e de Minas Gerais estão com as ações em tramitação, aguando resposta da Justiça aos pedidos de liminares.

Maiores informações com Lourenzon (Permanbuco), 81- 8759-3800, e Leopoldino (Minas Gerais), 31- 8417-5676.

Ocupação do Ministério das Minas e Energia

Como parte da jornada nacional de luta contra a 10ª Rodada da ANP, cerca de 250 militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da Via Campesina, da Assembléia Popular e Sindicatos dos Petroleiros ocuparam, na segunda-feira (15), o saguão do Ministério de Minas e Energia, em Brasília. Os trabalhadores foram recebidos em audiência pelo secretário-executivo do Ministério, Marcio Zimmermann, e pelo secretário de Petróleo e Gás do Governo Federal, José Lima Neto.

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Manifestação no Paraná contra a 10ª Rodada

Sindipetro Paraná/Santa Catarina

Nem a forte chuva esfriou os ânimos dos petroleiros e militantes dos movimentos sindical e social, que realizaram um grande ato nesta terça-feira (16), no principal portão de acesso da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, região metropolitana de Curitiba, para pressionar pelo cancelamento da 10ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratório de Petróleo e Gás Natural da Agência Nacional do Petróleo – ANP.

A mobilização, convocada pelo Sindipetro PR/SC, Coordenação dos Movimentos Sociais – CMS, e CUT Paraná, contou com a participação de representantes dos sindicatos de bancários, engenheiros, vigilantes, servidores municipais, trabalhadores da construção civil, da montagem e manutenção industrial, além de ativistas da Via Campesina e do MST.

O leilão, leia-se crime de lesa pátria, está previsto para acontecer nos próximos dias 18 e 19, no Rio de Janeiro. Entre as áreas a serem concedidas à exploração, inclusive das empresas transnacionais predatórias, está a Bacia do Paraná, que abrange os territórios das cidades de Guarapuava e Pitanga, entre outras, com potencial expressivo para a extração de gás natural. Nessa área está o Campo de Gás de Barra Bonita, que está em desenvolvimento e prestes a entrar em plena produção.

As entidades que realizaram a manifestação lutam insistentemente por um novo marco regulatório do setor petróleo que garanta o monopólio da união sobre as reservas, a re-estatização da Petrobrás, a re-incorporação da Transpetro e demais subsidiárias, e a destinação social dos recursos oriundos da extração e produção de petróleo.

Prática Anti-Sindical

Durante a realização da manifestação, os gestores da Repar burlaram o direito constitucional dos trabalhadores de participar da greve e desviaram parte dos ônibus que traziam os petroleiros do setor administrativo para a entrada PV5 (acesso da Ultrafértil). Alguns bravos trabalhadores não se acuaram e, mesmo com a coação patronal, atravessaram os portões, saindo da refinaria, para engrossar o protesto.

A resposta dos petroleiros foi imediata: realizaram assembléia ali mesmo e aprovaram a continuidade da greve até o dia seguinte. O Sindipetro PR/SC caracterizou tal atitude dos gestores como truculento e de desrespeito ao movimento, já que se tratava de uma manifestação pacífica, com um debate positivo na sociedade em torno do tema.

Outras bases do Paraná e Santa Catarina

Além da greve na Repar, as outras bases representadas pelo Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizaram atrasos de no início do expediente, com intensas manifestações na entrada das unidades. Isso aconteceu nos terminais Transpetro de Guaramirim, Itajaí e Biguaçu, todos em Santa Catarina, e na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul-PR.

Quarta-feira: nova manifestação

Um novo ato político dos petroleiros e movimentos sociais irá acontecer nesta quarta-feira (17), com concentração a partir das 06h00, em frente à Repar. O Sindipetro PR/SC conclama todos os petroleiros a participarem dessa manifestação e, dessa forma, levantarem a bandeira da soberania nacional.

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Contra a 10ª Rodada: CUT Paraná convoca sindicatos para aderirem às mobilizações previstas

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás do Paraná e Santa Catarina, assim como nas demais bases representadas pela Federação Única dos Petroleiros – FUP, aprovaram, em assembléias realizadas no dia 11 de novembro, a deflagração de uma greve de 24 horas, com início a zero hora do dia 16 (terça-feira), a fim de pressionar o Governo Federal para cancelar a 10ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratório de Petróleo e Gás Natural da Agência Nacional do Petróleo – ANP, prevista para ocorrer no próximo dia 18.

A deliberação da categoria seguiu a orientação da FUP e sindicatos filiados, que lutam insistentemente por um novo marco regulatório do setor petróleo que garanta o monopólio da união sobre as reservas, a re-estatização da Petrobrás, a re-incorporação da Transpetro e demais subsidiárias, e a destinação social dos recursos oriundos da extração e produção de petróleo.

Nas unidades do Paraná e Santa Catarina ficou deliberado que a mobilização será integral na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e no Terminal Transpetro de Paranaguá. Já nas demais bases, como os terminais Transpetro de Santa Catarina, Usina do Xisto, entre outras, as assembléias aprovaram um atraso de 4 horas na entrada do expediente. Dirigentes sindicais estarão nos portões das unidades para orientar os trabalhadores sobre a mobilização.

No caso da Repar, há uma intensa agenda prevista para o dia de greve. Antes da troca de turno da zero hora, os dirigentes do Sindipetro PR/SC já estarão na Refinaria para mobilizar os petroleiros. Na próxima troca de turno, que ocorre no início da manhã, trabalhadores representados por sindicatos da CUT e dos movimentos sociais auxiliarão na mobilização. A idéia é realizar um grande protesto contra os leilões do petróleo em frente à Repar, pois se trata de uma reivindicação do conjunto de entidades dos movimentos sociais.

Na seqüência acontece outra atividade alusiva à contrariedade à 10ª Rodada da ANP, que será uma marcha pela Rua XV de Novembro, região central de Curitiba. O Sindipetro PR/SC irá disponibilizar quatro ônibus que sairão da Repar para transportar os petroleiros para a mobilização em Curitiba. A concentração é na Praça Santos Andrade, a partir das 11h. Logo em seguida, petroleiros, trabalhadores da CUT, militantes do MST e dos demais movimentos sociais saem em caminhada até a Boca Maldita. No trajeto haverá um mutirão para coletar assinaturas no abaixo-assinado que irá apresentar um Projeto de Lei de iniciativa popular para garantir a destinação e o controle social dos recursos angariados com a exploração e produção de petróleo no Brasil.

Diante dessa conjuntura de luta por uma causa que beneficia toda sociedade, a CUT Paraná convoca todos os sindicatos filiados a aderirem às mobilizações previstas (confira logo abaixo o calendário), principalmente no protesto que acontece no dia 16, em frente à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, com concentração prevista para as 06h30.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.fup.org.br.

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