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PETROS INAUGURA A GESTÃO DE FUNDOS DE SINDICATOS

Valor – Catherine Vieira, Do Rio

A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, deu ontem o primeiro passo para uma mudança de perfil que promete ser a nova tendência do mercado de previdência complementar no Brasil. Foi aprovada no conselho da entidade a proposta de administrar o fundo instituído pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo.

O ministro da Previdência, Amir Lando, recebeu ontem, em primeira mão, a notícia, em um encontro com o presidente da Petros, Wagner Pinheiro, do qual participaram ainda os presidentes da Previ, Sérgio Rosa, e da Funcef, Guilherme Lacerda.

“Achamos importante mostrar ao novo ministro que os três maiores fundos estão empenhados no projeto de inclusão da população na previdência complementar”, disse Wagner Pinheiro, presidente da Petros. “Aproveitamos ainda a presença do secretário (de Previdência Complementar) Adacir Reis para dar a notícia de que vamos ser o primeiro grande fundo a aprovar a administração de um fundo instituído e que queremos nos tornar um grande administrador desses fundos também”, completou ele.

Há 57 mil médicos registrados em São Paulo, sendo que 17 mil são sindicalizados. Para Pinheiro, o novo fundo vai incentivar uma nova onda de adesões ao sindicato, uma vez que somente os sindicalizados poderão integrar o fundo.

A notícia da Petros deve ser a primeira de uma série. A própria Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal) admite estar correndo nessa direção. Já a Previ (do Banco do Brasil), apesar das especulações no mercado de que estaria conversando com a CUT, nega a intenção de tornar-se um administrador de instituídos, pelo menos por enquanto. Segundo uma fonte, o grande entrave é o próprio patrocinador, o BB, que possui um braço especializado no ramo, a BB Previdência. Ou seja, a Previ não poderia virar um “concorrente” do próprio patrocinador.

Mas, segundo o coordenador de projetos especiais da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Carlos de Paula, quatro grandes fundos de pensão já deram entrada em pedidos de alterações de seus estatutos, para que possam tornar-se multipatrocinados, e assim administrarem fundos instituídos, mesmo que não sejam do mesmo segmento em que atuam. Além disso, algumas fundações – como a própria Petros e a Sistel, por exemplo – já são multipatrocinadas e nem precisariam de tal alteração.

Segundo de Paula, o Ministério tem expectativas muito positivas com relação ao potencial desses fundos instituídos. “Já foram aprovados cinco fundos e há mais 14 em análise. Pelas consultas que recebemos, acredito que muitos outros pedidos comecem a surgir”, revela o coordenador. “Acreditamos que o potencial inicial seja de pelo menos 700 mil novos participantes”.

O potencial total do país hoje é de 8 milhões de pessoas que poderiam ser incluídas no sistema de previdência complementar, mas a meta da SPC é dobrar os atuais 2,3 milhões de participantes num prazo de quatro ou cinco anos.

Por 11:23 Notícias

PETROS INAUGURA A GESTÃO DE FUNDOS DE SINDICATOS

Valor – Catherine Vieira, Do Rio
A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, deu ontem o primeiro passo para uma mudança de perfil que promete ser a nova tendência do mercado de previdência complementar no Brasil. Foi aprovada no conselho da entidade a proposta de administrar o fundo instituído pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo.
O ministro da Previdência, Amir Lando, recebeu ontem, em primeira mão, a notícia, em um encontro com o presidente da Petros, Wagner Pinheiro, do qual participaram ainda os presidentes da Previ, Sérgio Rosa, e da Funcef, Guilherme Lacerda.
“Achamos importante mostrar ao novo ministro que os três maiores fundos estão empenhados no projeto de inclusão da população na previdência complementar”, disse Wagner Pinheiro, presidente da Petros. “Aproveitamos ainda a presença do secretário (de Previdência Complementar) Adacir Reis para dar a notícia de que vamos ser o primeiro grande fundo a aprovar a administração de um fundo instituído e que queremos nos tornar um grande administrador desses fundos também”, completou ele.
Há 57 mil médicos registrados em São Paulo, sendo que 17 mil são sindicalizados. Para Pinheiro, o novo fundo vai incentivar uma nova onda de adesões ao sindicato, uma vez que somente os sindicalizados poderão integrar o fundo.
A notícia da Petros deve ser a primeira de uma série. A própria Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal) admite estar correndo nessa direção. Já a Previ (do Banco do Brasil), apesar das especulações no mercado de que estaria conversando com a CUT, nega a intenção de tornar-se um administrador de instituídos, pelo menos por enquanto. Segundo uma fonte, o grande entrave é o próprio patrocinador, o BB, que possui um braço especializado no ramo, a BB Previdência. Ou seja, a Previ não poderia virar um “concorrente” do próprio patrocinador.
Mas, segundo o coordenador de projetos especiais da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Carlos de Paula, quatro grandes fundos de pensão já deram entrada em pedidos de alterações de seus estatutos, para que possam tornar-se multipatrocinados, e assim administrarem fundos instituídos, mesmo que não sejam do mesmo segmento em que atuam. Além disso, algumas fundações – como a própria Petros e a Sistel, por exemplo – já são multipatrocinadas e nem precisariam de tal alteração.
Segundo de Paula, o Ministério tem expectativas muito positivas com relação ao potencial desses fundos instituídos. “Já foram aprovados cinco fundos e há mais 14 em análise. Pelas consultas que recebemos, acredito que muitos outros pedidos comecem a surgir”, revela o coordenador. “Acreditamos que o potencial inicial seja de pelo menos 700 mil novos participantes”.
O potencial total do país hoje é de 8 milhões de pessoas que poderiam ser incluídas no sistema de previdência complementar, mas a meta da SPC é dobrar os atuais 2,3 milhões de participantes num prazo de quatro ou cinco anos.

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