O chefe de gabinete da Presidência no governo Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, assumiu neste domingo a chefia da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo de Dilma Rousseff. Em seu discurso, Carvalho disse que sua função como secretário-geral será um “trabalho de ponte” com os movimentos sociais. “Meu compromisso com vocês é de continuar tentando fazer a ponte, uma ponte que precisa estar alicerçada dos dois lados da margem”, afirmou. “Nossas portas continuarão abertas como estiveram. Como nunca antes na história desse País se abriram para todos poderem entrar”, afirmou.
Em um pronunciamento emocionado, Carvalho pediu o apoio de toda a sociedade civil. “Sozinho eu não vou dar conta. Eu quero pedir o apoio e o diálogo de todos para que façamos um trabalho que possa ser exitoso no sentido de aprofundar a democracia, para que ela seja cada vez mais, de fato, participativa”, afirmou. “Queremos chamá-los para serem parceiros no projeto que será o governo Dilma. Nós os desafiamos e abrimos nossas portas e o nosso coração”, disse.
Ao receber a função antes exercida por Luiz Dulci, Carvalho brincou: “Quero informar que o mundo dá voltas e eu volto à minha ocupação inicial: ajudante de produção”, acrescentando: “Quero ajudar a produção do governo da presidente Dilma”.
Carvalho falou ainda do apoio do ex-presidente Lula, seu amigo pessoal. “Ele me sustentou nas horas mais difíceis”, afirmou, contando um episódio de quando encontrou Lula, atrasado para uma viagem, sentado em sua sala para recebê-lo após o então chefe de gabinete prestar depoimento em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) – ele foi acusado pelos irmãos do ex-prefeito Celso Daniel de participar de um esquema de arrecadação de propina no ABC paulista. “Gilbertinho, vamos tomar uma cachacinha para esquecer isso e tocar a vida pra frente”, disse Lula, segundo Carvalho.
Hoje, primeiro dia do ex-presidente fora de Brasília, Carvalho afirmou ter ligado para o amigo “a mando de Dilma”. “Ela disse Gilbertinho, você já ligou para o presidente Lula hoje? Trata de ligar para ele”, afirmou.
Em sua fala, Carvalho lembrou da época em que era operário e morava em um favela em Curitiba (PR). Ele afirmou que se preocupava muito com o alto índice de mortes de crianças na região por broncopneumonia e desnutrição e que, a cada palmo de terra que jogava sobre os pequenos caixões, prometia que não descansaria enquanto não mudasse a situação. “A erradicação da miséria, esse compromisso que a presidenta fez, nos deixa muito empolgados”, afirmou.
Quem é Gilberto Carvalho
Carvalho é amigo pessoal e homem de confiança de Lula. Paranaense, nascido em 1951, é católico praticante ligado à Igreja Católica. Fará a ponte do governo com entidades da sociedade civil.
Formado em Filosofia, cursou alguns anos de Teologia e fez especialização em gerenciamento público, em instituições na Venezuela, México e Espanha. Desempenhou diversas funções no Partido dos Trabalhadores (PT) e alguns cargos na prefeitura municipal de Santo André.
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Carvalho assume com a missão de ser uma ponte entre o governo e os movimentos sociais
Brasil – Com o compromisso continuar a fazer a ponte dos movimentos sociais com o governo, assumiu há pouco o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Ele substitui Luiz Dulci no cargo.
Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula, disse que a presidenta Dilma Rousseff lhe atribuiu a missão de trabalhar para erradicar a miséria no Brasil. Durante o seu discursos na cerimônia de transmissão de cargo, ele convocou a todos para se engajarem nessa luta.
O novo ministro da Secretaria-Geral disse ainda que o governo trabalha com uma demanda reprimida por séculos de injustiça social no país e prometeu chamar a sociedade e os movimentos sociais para serem parceiros nesse processo pelo fim da pobreza.
Carvalho contou que quando foi chamado para o cargo, Dilma Rousseff disse que precisava dele para que fosse um interlocutor dos movimentos sociais com o governo. Ele também lembrou dos momentos ao lado de Lula e do apoio que recebia do então presidente nos momentos de dificuldades.
O ex-ministro Luiz Dulci, no seu discurso de despedida, recordou que no início do governo Lula foi constatada a necessidade de estabelecer uma nova relação do Estado com a sociedade civil, e que as políticas públicas não deveriam ser tomadas apenas pelos gestores.
Segundo ele, Lula atribuiu à Secretaria-Geral a missão de coordenar o diálogo permanente com a sociedade civil e todos os movimentos sociais. Segundo Dulci, nenhuma das grandes conquistas do governo do presidente Lula deixou de ter a participação dos movimentos sociais.
A solenidade de transmissão de cargo contou com a presença da maioria dos ministros do governo Dilma, ex-ministros de Lula, deputados, senadores e representantes dos movimentos sociais. A cerimônia de transmissão de cargo ocorreu no Palácio do Planalto.
Por Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
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Lula reafirma em São Bernardo que deixa a Presidência, mas não a política
São Bernardo do Campo (SP) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homenageado na noite de ontem (1º) em São Bernardo do Campo. Ao chegar à cidade em que iniciou a carreira política, ele foi recebido com festa e falou sobre seu futuro: “O fato de eu ter deixado a Presidência da República não significa que eu deixei a política.”
A festa foi organizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em frente ao prédio em que Lula voltará a morar. Cerca de 2 mil pessoas participaram do evento, apesar da garoa que caia em São Bernardo.
O ex-presidente chegou por volta das 22h45, com mais de três horas de atraso. Foi recebido com uma bateria de fogos de artifício, com a música-tema das vitórias de Ayrton Senna na Fórmula 1 e aplausos.
Emocionado, Lula começou o discurso dizendo que não falaria muito, pois não queria mais chorar. Agradeceu aos colegas de partido pela festa, ao prefeito de São Bernardo do Campo, o petista Luiz Marinho, pela recepção e ao apoio da população.
O ex-presidente lembrou dos problemas enfrentados durante os dois mandatos e disse que sofreu preconceito por ser metalúrgico e não ter diploma universitário. Lembrou ainda os altos índices de aprovação de seu governo para dizer que deixa a Presidência satisfeito. “Volto para casa com a cabeça erguida e com a sensação de dever cumprido”, afirmou.
Lula ainda pediu o apoio dos cidadãos à presidenta Dilma Rousseff. “Amem a Dilma como vocês me amaram.”.
Ele disse também que está orgulhoso de entregar a faixa presidencial à primeira mulher eleita presidente do Brasil. Afirmou ainda que estará pronto para ajudá-la sempre que for convocado.
“Eu quero descansar pelo menos 20 dias para começar a pensar o que eu vou fazer neste país”, afirmou. “Se a companheira Dilma me convocar, estarei pronto para ajudar.”
Por Vinicius Konchinski – Repórter da Agência Brasil. Edição: Graça Adjuto.
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