fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 13:29 Sem categoria

Presidente da Cooperativa de Garimpeiros denuncia “Vale desnacionalizada assalta direitos dos trabalhadores em Serra Pelada”

O presidente da Cooperativa Mista de Garimpeiros de Serra Pelada (Comgasp), Eliezer Luiz Jucá Soares, denunciou em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho que, “após a desnacionalização da Companhia Vale do Rio Doce, em 1997, pelo desgoverno FHC, se intensificaram as perseguições e o assalto aos direitos dos trabalhadores na província mineral de Serra Pelada, no Sul do Pará, bem como às riquezas nacionais”.

De acordo com Jucá, “a multinacional, controlada pelo grupo WWFN, ligado à Coroa Britânica e ao governo dos Estados Unidos, via United States Steel, se utiliza de uma cooperativa de fachada, a Coomigasp, para fraudar as relações trabalhistas e impor pela força de pistoleiros as suas vontades”. A diretoria da Comgasp foi obrigada a assinar carta de renúncia coletiva com armas de grosso calibre apontada para as cabeças e o próprio Jucá foi seqüestrado para queima de arquivo, tendo conseguido evadir-se do cativeiro, conforme denúncia apresentada à Secretária de Segurança do Estado do Pará.

ALVARÁ – Entre as principais reivindicações dos garimpeiros, destacou Jucá, está a concessão do alvará de lavra sobre 850 hectares de Serra Pelada, requeridos ao Departamento Nacional de Produção Mineral, hoje usurpados pela Coomigasp, que tem a multinacional por trás. No local, ressaltou, “técnicos da macrogeologia avaliam que há reservas diamantíferas superiores às de Kimberley, na África do Sul”.

“Não queremos esta riqueza para os garimpeiros apenas, mas para a nação brasileira como um todo. O que não podemos admitir é que uma empresa estratégica e altamente lucrativa para o país tenha suas riquezas vergonhosamente saqueadas. Ou não foi um roubo a venda de um patrimônio que supera a casa dos US$ 1 trilhão por apenas US$ 3,3 bilhões, e que já deu um lucro de mais de US$ 34 bilhões? Queremos que este dinheiro seja injetado no desenvolvimento, nos programas sociais, nos assentamentos, na geração de mais emprego e renda para os trabalhadores”, declarou.

ESPOLIAÇÃO – Outro ponto chave, frisou, é a inclusão social de 100 mil trabalhadores garimpeiros que estão tendo seus direitos espoliados, passando necessidades junto às suas famílias, que encontram-se, apesar de toda esta riqueza, abaixo da linha da pobreza. A inclusão, conforme Jucá, “é o reconhecimento ao legítimo direito que estes garimpeiros detém de trabalhar na área, pois hoje encontram-se impedidos pela Vale, por meio de uma falsa cooperativa”.

Para impedir que os garimpeiros tenham acesso ao trabalho, denunciou o presidente da Comgasp, “a multinacional usa e abusa da truculência, tendo inclusive se utilizado de um exército paramilitar de mais de 300 homens armados, o que configura um crime hediondo, que não prescreve”. O líder do grupo, condenou Jucá, “é nada mais nada menos do que o célebre major Curió, de triste memória, e que hoje ainda mantém a mesma abominável linha de conduta, patrocinando torturas e matanças numa terra sem lei”. “Curió hoje é prefeito de Curionópolis – nome da operação Araguaia – que comandou a ferro e fogo, matando dezenas de lutadores que defendiam a liberdade democrática do país numa época de ditadura, torturas e desmandos”, acrescentou. Conforme Jucá, “o major Curió encontra-se em prisão domiciliar por ter matado um menor a tiros pelas costas. Para completar, é prefeito pelo PFL e defende a candidatura tucana de Geraldo Alckimin à Presidência”.

Por: Leonardo Wexell Severo
Fonte: CUT

Por 13:29 Notícias

Presidente da Cooperativa de Garimpeiros denuncia “Vale desnacionalizada assalta direitos dos trabalhadores em Serra Pelada”

O presidente da Cooperativa Mista de Garimpeiros de Serra Pelada (Comgasp), Eliezer Luiz Jucá Soares, denunciou em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho que, “após a desnacionalização da Companhia Vale do Rio Doce, em 1997, pelo desgoverno FHC, se intensificaram as perseguições e o assalto aos direitos dos trabalhadores na província mineral de Serra Pelada, no Sul do Pará, bem como às riquezas nacionais”.
De acordo com Jucá, “a multinacional, controlada pelo grupo WWFN, ligado à Coroa Britânica e ao governo dos Estados Unidos, via United States Steel, se utiliza de uma cooperativa de fachada, a Coomigasp, para fraudar as relações trabalhistas e impor pela força de pistoleiros as suas vontades”. A diretoria da Comgasp foi obrigada a assinar carta de renúncia coletiva com armas de grosso calibre apontada para as cabeças e o próprio Jucá foi seqüestrado para queima de arquivo, tendo conseguido evadir-se do cativeiro, conforme denúncia apresentada à Secretária de Segurança do Estado do Pará.
ALVARÁ – Entre as principais reivindicações dos garimpeiros, destacou Jucá, está a concessão do alvará de lavra sobre 850 hectares de Serra Pelada, requeridos ao Departamento Nacional de Produção Mineral, hoje usurpados pela Coomigasp, que tem a multinacional por trás. No local, ressaltou, “técnicos da macrogeologia avaliam que há reservas diamantíferas superiores às de Kimberley, na África do Sul”.
“Não queremos esta riqueza para os garimpeiros apenas, mas para a nação brasileira como um todo. O que não podemos admitir é que uma empresa estratégica e altamente lucrativa para o país tenha suas riquezas vergonhosamente saqueadas. Ou não foi um roubo a venda de um patrimônio que supera a casa dos US$ 1 trilhão por apenas US$ 3,3 bilhões, e que já deu um lucro de mais de US$ 34 bilhões? Queremos que este dinheiro seja injetado no desenvolvimento, nos programas sociais, nos assentamentos, na geração de mais emprego e renda para os trabalhadores”, declarou.
ESPOLIAÇÃO – Outro ponto chave, frisou, é a inclusão social de 100 mil trabalhadores garimpeiros que estão tendo seus direitos espoliados, passando necessidades junto às suas famílias, que encontram-se, apesar de toda esta riqueza, abaixo da linha da pobreza. A inclusão, conforme Jucá, “é o reconhecimento ao legítimo direito que estes garimpeiros detém de trabalhar na área, pois hoje encontram-se impedidos pela Vale, por meio de uma falsa cooperativa”.
Para impedir que os garimpeiros tenham acesso ao trabalho, denunciou o presidente da Comgasp, “a multinacional usa e abusa da truculência, tendo inclusive se utilizado de um exército paramilitar de mais de 300 homens armados, o que configura um crime hediondo, que não prescreve”. O líder do grupo, condenou Jucá, “é nada mais nada menos do que o célebre major Curió, de triste memória, e que hoje ainda mantém a mesma abominável linha de conduta, patrocinando torturas e matanças numa terra sem lei”. “Curió hoje é prefeito de Curionópolis – nome da operação Araguaia – que comandou a ferro e fogo, matando dezenas de lutadores que defendiam a liberdade democrática do país numa época de ditadura, torturas e desmandos”, acrescentou. Conforme Jucá, “o major Curió encontra-se em prisão domiciliar por ter matado um menor a tiros pelas costas. Para completar, é prefeito pelo PFL e defende a candidatura tucana de Geraldo Alckimin à Presidência”.
Por: Leonardo Wexell Severo
Fonte: CUT

Close