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Pressão arranca nova proposta da Caixa para o PCS

Em negociação com a Contraf-CUT nesta quinta, dia 21, o banco melhorou a proposta e contemplou alguns avanços reivindicados pelos trabalhadores

São Paulo – A pressão do empregados, que estão em greve há 25 dias, arrancou da Caixa uma nova proposta para revisão da estrutura do Plano de Cargos e Salários (PCS) da Carreira Profissional. Em negociação com a Contraf-CUT na quinta, dia 21, o banco melhorou a proposta e contemplou alguns avanços reivindicados pelos trabalhadores.

O piso salarial passaria a ser de R$ 6.199, um reajuste de 23,24%. O teto subiria para R$ 8.704, com um aumento de 5,01%. A tabela continuaria com 36 níveis e manteria uma estrutura paralela para os empregados com jornada de seis horas.

Para a diretora do Sindicato e empregada da Caixa Jackeline Machado, a nova proposta apresentou avanços importantes. “Isso mostra a importância das negociações, que foram rompidas pela Caixa. O banco acionou o Tribunal Superior do Trabalho com o ajuizamento de dissídio, mas foi em negociação com os trabalhadores que os avanços foram garantidos. É por isso que o Sindicato sempre aposta no diálogo”, destaca Jackeline.

Migração – Um dos avanços da proposta é a possibilidade de migração para os empregados que não estão enquadrados nesta tabela. Quem está no PCS de 1998 pode ingressar na nova tabela considerando seu efetivo tempo de serviço, que garante dois deltas para cada ano trabalhado.

Já os empregados que estão em outras tabelas precisarão, primeiro, migrar para o PCS 98. Essa recolocação será feita por aproximação salarial. Em seguida, a transferência segue o mesmo padrão, considerando o tempo de serviço.

Se a proposta for aprovada pelas assembléias, a migração será espontânea e deve ser uma opção de cada empregado. Os reajustes com a nova tabela são retroativos a 1o de janeiro deste ano e as diferenças serão pagas na folha de junho, compensados os 4% de aumento pagos a partir de abril. A abertura de prazo para migração ocorrerá cinco dias úteis após a assinatura do acordo.

Pontos negativos – Jackeline ressalta, entretanto, que há dois pontos negativos nessa proposta de migração. “Em primeiro lugar, só poderão ser enquadrados nessa nova tabela os empregados que saldaram o REG/Replan. Quem não saldou não terá nem a opção de fazê-lo, já que a Caixa não vai reabrir o processo de saldamento do plano de benefícios”, diz.

Outro ponto que não agradou foi a insistência da Caixa em vincular a migração à desistência de ações judiciais propostas pelos empregados, com renúncia expressa dos direitos sobre os quais se fundamentam a ação e os direitos colidentes. “O problema se agrava porque a proposta da Caixa tem uma redação dúbia. Ela detalha alguns objetos das ações que devem ser desistidas e termina a lista com a expressão ‘dentre outras’. Isso é inaceitável e vamos pressionar a Caixa para tirar essa expressão, que deixa margem para muitas dúvidas”, explica Jackeline.

Dias parados – A Caixa não vai descontar os dias não trabalhados pelos empregados que estão em greve. Porém, o tempo parado deverá ser compensado com a prestação de duas horas a mais de trabalho por dia. A compensação ocorre até o dia 31 de agosto e o empregado poderá ser chamado para trabalhar aos sábados. Caso não seja possível a compensação de todas as horas até a data definida, poderá ser feito um acordo para estender o prazo.

Assembléia – Os empregados em greve avaliam a proposta da Caixa na próxima segunda-feira, dia 25, às 16h, em assembléia que será realizada na sede do Sindicato. Jackeline destaca que a Contraf-CUT ainda está tentando melhorar alguns pontos da proposta e a orientação para a votação deve ser definida até dia 25.

Fonte: Fábio Jammal Makhoul – Seeb SP

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