O título desta matéria resume o sentimento de quase dez mil bancárias e bancários que foram demitidos do Banestado após a privatização. Em sua maioria, eram funcionários com mais de quinze anos de casa, com idade média acima dos 40 anos. Nesta faixa etária, independente da qualificação, há muitas dificuldades de recomeçar em uma nova profissão ou mesmo conseguir uma recolocação no mercado.
Com a privatização, o governo Lerner comprometeu 13% do orçamento do Estado, ou seja, R$ 53 milhões mensais por 30 anos (destes, transcorreram apenas seis). Este dinheiro seria melhor aproveitado se fosse aplicado na saúde, segurança e educação ou, quem sabe, em crédito aos pequenos produtores e micro e pequenas empresas.
Percebe-se também que a privatização onerou os pequenos municípios, após o fechamento das agências e postos de atendimento. Desta forma, o capital foi deslocado para os grandes centros, gerando o desemprego e desaquecimento da economia nas pequenas comunidades.
O governo anterior tinha como política a total retirada do Estado do sistema financeiro. Inclusive o Banco do Brasil e a Caixa foram gradativamente sucateados e preparados para serem entregues à iniciativa privada.
A vitória de um governo democrático e popular em 2002, interrompeu a trajetória de entrega do patrimônio público e colocou na ordem do dia projetos sociais que dependem diretamente destes grandes bancos.
Os bancos públicos de varejo, além de reguladores dos juros no sistema financeiro, são os meios que o governo brasileiro tem como canal para implantação das suas diversas políticas públicas.
Um exemplo é o Banco do Brasil, que além de atender os grandes produtores rurais, passou a ser também um fomentador da agricultura familiar.
No governo Lula, o BB e a Caixa concentram 30% dos ativos e outro tanto do total de créditos do sistema financeiro nacional, gerado através da criação de novos nichos de negócios, com a popularização do atendimento e facilidades de crédito.
Em 2006, o olho grande dos banqueiros volta a pairar sobre nosso Patrimônio Público.
Em notícia veiculada no Valor Online de 21 de julho de 2006, o Santander reivindicava uma fatia de 10% do mercado nas regiões Sul e Sudeste. Na matéria, um executivo do banco privado afirmava que seria “ingênuo” propor o fim do BB e da Caixa, porém não descartava a privatização desses bancos, como fez a Espanha com seus bancos estatais na década de 1990 – processo do qual ele participou.
Fica o alerta.
A ganância dos banqueiros e seus associados não tem limites. A posição política de valorização do patrimônio e dos serviços públicos, adotada no atual governo, é fundamental para a preservação de mecanismos de efetivação de políticas públicas, com destaque para o Banco do Brasil e a Caixa.
Marisa Stedile – É banestadense desde 1985, hoje funcionária do Banco Itaú e presidenta licenciada do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região.
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.marisa13222.can.br.
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Por Mhais• 16 de agosto de 2006• 16:43• Sem categoria
PRIVATIZAÇÕES: Quem teme uma perda, valoriza o que tem.
O título desta matéria resume o sentimento de quase dez mil bancárias e bancários que foram demitidos do Banestado após a privatização. Em sua maioria, eram funcionários com mais de quinze anos de casa, com idade média acima dos 40 anos. Nesta faixa etária, independente da qualificação, há muitas dificuldades de recomeçar em uma nova profissão ou mesmo conseguir uma recolocação no mercado.
Com a privatização, o governo Lerner comprometeu 13% do orçamento do Estado, ou seja, R$ 53 milhões mensais por 30 anos (destes, transcorreram apenas seis). Este dinheiro seria melhor aproveitado se fosse aplicado na saúde, segurança e educação ou, quem sabe, em crédito aos pequenos produtores e micro e pequenas empresas.
Percebe-se também que a privatização onerou os pequenos municípios, após o fechamento das agências e postos de atendimento. Desta forma, o capital foi deslocado para os grandes centros, gerando o desemprego e desaquecimento da economia nas pequenas comunidades.
O governo anterior tinha como política a total retirada do Estado do sistema financeiro. Inclusive o Banco do Brasil e a Caixa foram gradativamente sucateados e preparados para serem entregues à iniciativa privada.
A vitória de um governo democrático e popular em 2002, interrompeu a trajetória de entrega do patrimônio público e colocou na ordem do dia projetos sociais que dependem diretamente destes grandes bancos.
Os bancos públicos de varejo, além de reguladores dos juros no sistema financeiro, são os meios que o governo brasileiro tem como canal para implantação das suas diversas políticas públicas.
Um exemplo é o Banco do Brasil, que além de atender os grandes produtores rurais, passou a ser também um fomentador da agricultura familiar.
No governo Lula, o BB e a Caixa concentram 30% dos ativos e outro tanto do total de créditos do sistema financeiro nacional, gerado através da criação de novos nichos de negócios, com a popularização do atendimento e facilidades de crédito.
Em 2006, o olho grande dos banqueiros volta a pairar sobre nosso Patrimônio Público.
Em notícia veiculada no Valor Online de 21 de julho de 2006, o Santander reivindicava uma fatia de 10% do mercado nas regiões Sul e Sudeste. Na matéria, um executivo do banco privado afirmava que seria “ingênuo” propor o fim do BB e da Caixa, porém não descartava a privatização desses bancos, como fez a Espanha com seus bancos estatais na década de 1990 – processo do qual ele participou.
Fica o alerta.
A ganância dos banqueiros e seus associados não tem limites. A posição política de valorização do patrimônio e dos serviços públicos, adotada no atual governo, é fundamental para a preservação de mecanismos de efetivação de políticas públicas, com destaque para o Banco do Brasil e a Caixa.
Marisa Stedile – É banestadense desde 1985, hoje funcionária do Banco Itaú e presidenta licenciada do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região.
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.marisa13222.can.br.
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