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Produto Interno Bruto brasileiro do terceiro trimestre indica recuperação mais lenta, diz economista

Analistas avaliam que resultado do PIB no terceiro trimestre trata de conter otimismo que poderia gerar excesso de especulações e divergem sobre projeções futuras

O anúncio do crescimento de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre mostra que a recuperação da economia está ocorrendo, mas será mais lenta que o esperado. O resultado de R$ 797 bilhões ficou abaixo do projetado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que esperava uma expansão de 2% frente ao segundo trimestre.

No ano, o acumulado é uma queda de 1,2% e agora variam as projeções para o fechamento de 2009, de um pequeno recuo até um avanço de 1%. Além disso, são alteradas as previsões para 2010, para quando se arriscava uma elevação de até 6%. Agora, o patamar de 5% torna-se o teto das análises.

Roberto Macedo, ex-secretário de Políticas Econômicas do Ministério da Fazenda, lembra que, no início da crise econômica, estimava-se que ela faria a economia variar em um gráfico em forma de “V”. Isso quer dizer que haveria uma depressão profunda com rápido retorno ao ponto inicial. Ele pensa que ainda se trata de um V, mas a ascenção ao patamar pré-crise deve ocorrer em um período mais do que o da queda.

“O diagnóstico é o mesmo, mas a velocidade de recuperação é diferente”, explicou em entrevista à Rede Brasil Atual. “Acho que a crise não foi marolinha, foi bem mais forte. Quando alguém sofre um acidente bem forte, a recuperação é mais lenta”, compara Macedo.

Com isso, a expectativa é de que o quarto trimestre, que seria de assegurar o crescimento, demonstre uma continuação da recuperação. Daí por diante, em 2010, a economia brasileira fica pronta para crescer.

Cláudio Considera, ex-secretário do Ministério da Fazenda e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), no entanto, avalia que a retomada será ainda mais lenta. Em entrevista à Rede Brasil Atual, ele defende que os investimentos, mesmo com expansão de 6,5% no terceiro trimestre, ainda estão baixos, o que não assegura a movimentação de certos setores da economia, como a indústria.

O professor aponta que os incentivos feitos pelo governo ao setor produtivo, em especial a redução de impostos, concentraram o consumo no segundo trimestre porque havia data marcada para o fim das vantagens. Com isso, o consumo já teve peso menor no PIB do terceiro trimestre (expansão de 2%) e deve ir ainda pior no fechamento do ano.

Considera avalia que em 2010 a expansão da economia brasileira ficará abaixo de 4%. “O número jogou um balde de água fria no oba-oba que estava se formando, levou para um patamar muito mais realista. Não quer dizer que o Brasil vai ter recessão, mas o crescimento não vai ser nenhum esplendor”, avisa.
Setores

A indústria, que subiu 2,9% no terceiro trimestre frente ao segundo, deve puxar o crescimento do próximo ano, na avaliação dos analistas ouvidos pela reportagem. A expectativa fica por conta da melhoria do cenário internacional, importante por garantir mercado consumidor não apenas ao setor industrial, mas à agricultura brasileira, dois setores fortemente internacionalizados.

Cláudio Considera destaca a dificuldade, em praticamente todas as nações, de manutenção dos níveis da poupança interna. O professor da UFF critica a postura do governo de ter elevado os gastos, em especial os permanentes, como pagamento de servidores, por limitar a arrecadação para a formação de poupança, por sua vez reduzindo a capacidade de investimento.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu nesta quinta-feira as críticas de que o governo está gastando muito. Ao comentar os resultados, ele destacou que o crescimento dos gastos públicos foi de 0,5% frente ao PIB, ou seja, as despesas de custeio dos ministérios estão sendo reduzidas.

Mais que discutir os gastos, Roberto Macedo avalia que os incentivos promovidos pelo governo foram importantes para evitar um resultado pior da indústria este ano e que, agora, é hora de parar. O ex-secretário do Ministério da Fazenda pensa que não se pode cometer excessos na ajuda aos setores produtivos e que é preciso pensar exatamente na formação de reservas para investimentos que serão fundamentais no próximo ano.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), mesmo ponderando o resultado geral abaixo do esperado, fez uma análise positiva do volume de investimentos registrado no terceiro trimestre, demonstrando a retomada do que havia sido engavetado durante a crise.

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, em entrevista ao Terra Magazine manifestou a mesma visão. “A recuperação da economia não está se dando pelo insuflamento do Estado, que foi o que menos cresceu. Em segundo lugar, não é pelo consumo das famílias. Na verdade, a recuperação se dá pela forma mais adequada que é o crescimento do investimento”, opinou.

A mesma posição é defendida por Mantega, que considera importante o peso dos investimentos. “O aumento da formação bruta de capital é muito expressivo e demonstra forte recuperação dos investimentos, o que é muito importante para a qualidade do crescimento. Já a recuperação da indústria é relevante porque o setor é grande gerador de emprego, de valor agregado e tecnologia”, comentou.

Projeção

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgou nesta quinta suas projeções de crescimento para a região em 2010. Na avaliação do organismo das Nações Unidas, o Brasil comandará a expansão, com 5,5%, seguido por Peru e Uruguai, meio ponto abaixo.

A média da região fica em 4,1% no próximo ano. Novamente, a secretária-executiva Alicia Bárcena elogiou medidas adotadas pelos governos sul-americanos, como investimentos estatais, crédito facilitado e aplicação de programas sociais voltados ao consumo dos mais pobres.

No cenário futuro, a comissão ressalta a necessidade de busca de novos mercados, em especial os asiáticos, e alerta que a insegurança do cenário internacional torna as projeções mais vulneráveis a mudanças.

Com informações da Rádio ONU e do Ministério da Fazenda.

Por: João Peres. Publicado em 10/12/2009, 18:45

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Professor diz que crise já passou no Brasil, mas recuperação pode demorar

Professor da Unicamp afirma que ainda vai levar uns seis meses para que se tenha de novo o emprego e a produção da indústria

São Paulo – A crise econômica no Brasil já passou, mas o país ainda precisará de cerca de seis meses para voltar a conquistar os empregos e a produção que perdeu no período. A opinião é do professor Júlio Sérgio Gomes Almeida, da Universidade de Campinas (Unicamp).

“Digamos que, pela dinâmica da economia, a crise passou. Mas temos de ter alguns cuidados. Por exemplo: não vamos pensar que está tudo bem, que vamos voltar a contratar 1 milhão de pessoas. É um processo”.

Segundo o professor, isso significa dizer que a economia reencontrou um eixo para voltar a crescer. “Como perdeu muito devido à crise, até recuperar o que perdeu vai levar um tempo. Vai dar uma sensação de que a economia está crescendo, mas ainda não voltou ao nível que era”, disse Almeida em entrevista à Agência Brasil.

O professor comparou esse tempo de recuperação da economia brasileira àquele trabalhador que perdeu metade do seu salário durante a crise e que, mês a mês, vai recuperando o seu rendimento.

Almeida afirmou que ainda vai levar uns seis meses para que se tenha de novo o emprego, a produção da indústria, o Produto Interno Bruto (a soma de bens e serviços produzidos no país) que foram perdidos por conta desse processo de crise.

“Digamos que, olhando para o período como um todo, significa que o Brasil, mesmo saindo bem dessa crise, vai ficar um ano procurando recuperar o que perdeu devido ao impacto da crise”, afirmou.

Apesar da perspectiva positiva de cenário para o ano que vem – ele acredita em taxa de crescimento em torno de 4% ou 4,5% no país –, Almeida ressaltou que o Brasil deve ter duas grandes preocupações para esse período de recuperação: as exportações e o desejo de outras economias pelo nosso mercado interno.

“O Brasil perdeu muito a exportação, especialmente nos seus setores industriais. A exportação de calçados caiu 40%, foi de quase 50% a queda na exportação de automóveis e de aço e, em alguns setores de bens de capital, a queda pode ter chegado a 60%. É muita coisa”.

Almeida destacou que isso foi reflexo dos mercados internacionais. “Mas vamos imaginar que amanhã esses mercados voltem a crescer e já tenha algum sinal nessa direção, também devagar. Há um desafio. Seremos nós que vamos de novo abastecer esses mercados na dimensão que fazíamos? Esse é um jogo ainda a ser jogado”, afirmou.

Quanto ao mercado interno, Almeida acredita que o desafio seria tentar controlar a ambição das outras economias do mundo. “Significa um desafio para o Brasil porque, com esse padrão mundial de muito excesso de capacidade, uma parcela dessa produção adicional vem para cá sob a forma de importações maiores. Tem muita gente querendo entrar no Brasil e participar desse mercado interno. Isso pode subtrair condição de abastecimento por parte da nossa indústria”, advertiu.

Para o professor, o que pode afetar o Brasil não depende de um processo interno, mas da ocorrência de uma “nova rodada da crise internacional”, o que ele vê como uma possibilidade, mas não acredita que vá acontecer.

“Quando se fala que a crise no Brasil acabou é porque as forças internas deram a volta por cima, restabeleceram o dinamismo, é um fator muito interno. Mas o Brasil pertence a um conjunto internacional e pode voltar a sofrer os impactos caso a crise lá fora volte a afetar o mundo. Eu não acredito nisso, mas é uma possibilidade”.

Almeida lembrou que no exterior a crise ainda não mostrou superação completa. “Ela recuperou, ela melhorou em função de gasto público, de programas oficiais de investimento na área de crédito, mas a prova dos nove, de uma recuperação maior da economia mundial, só virá quando o crédito se restabelecer, quando a confiança das pessoas se restabelecer, quando o desemprego – que baixou – mas ainda é muito grande, diminuir mais intensamente o seu ritmo”, afirmou.

A população brasileira, no entanto, só perceberá que a crise passou ou que está no caminho da melhora quando o país voltar a recuperar o emprego que foi perdido. “A crise só vai ser superada quando nós recuperarmos aquele emprego e o produto que perdemos durante a crise. E isso vai levar um certo tempo”, disse o professor.

Por: Elaine Patricia Cruz. Publicado em 19/08/2009, 12:18

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.redebrasilatual.com.br.

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PIB cresce 1,3% em relação ao 2º trimestre e chega a R$ 797 bilhões

No terceiro trimestre de 2009, na série com ajuste sazonal, o maior destaque foi a Indústria (2,9%), seguida pelos Serviços (1,6%). Já a Agropecuária sofreu retração (- 2,5%).

Em relação ao terceiro trimestre de 2008, o PIB teve queda (-1,2%). Nessa comparação, os Serviços obtiveram o melhor desempenho (2,1%), enquanto a Agropecuária (- 9,0%) e Indústria (- 6,9%) recuaram.

O PIB acumulado nos quatro trimestres recuou (- 1,0%) em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, com quedas na Indústria (-7,1%) e Agropecuária (- 4,0%), e alta nos Serviços (1,9%).

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2009 foi 17,7% do PIB, inferior à do mesmo período de 2008 (20,1%). O PIB alcançou R$ 797,0 bilhões, e os Valores Adicionados dos setores de atividade foram: Agropecuária (R$ 40,1 bilhões), Indústria (R$ 181,9 bilhões) e Serviços (R$ 465,2 bilhões).

PIB a preços de mercado – 3o trimestre de 2008 ao 3o trimestre de 2009

No terceiro trimestre de 2009, o PIB a preços de mercado cresceu de 1,3% em relação ao segundo trimestre desse ano, na série com ajuste sazonal. O maior destaque foi a Indústria com crescimento de 2,9%, seguida pelos Serviços (1,6%). Por outro lado, a Agropecuária sofreu retração de (-2,5%).

Em relação aos componentes da demanda interna, destaca-se o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo: 6,5% no terceiro trimestre de 2009, em relação ao segundo trimestre. A Despesa de Consumo das Famílias cresceu 2,0%, seguida pela Despesa de Consumo da Administração Pública com elevação de 0,5%. Já pelo lado do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram variação de 0,5% e as Importações de Bens e Serviços cresceram 1,8%, ambas apresentando o segundo crescimento seguido nessa base de comparação.

PIB se retrai (-1,2%) em relação ao terceiro trimestre de 2008

No terceiro trimestre de 2009, o PIB a preços de mercado apresentou redução (-1,2%) em relação a igual período de 2008. O Valor Adicionado a preços básicos (-1,1%) e os Impostos sobre Produtos (-2,0%) tiveram queda. A redução mais intensa do volume dos Impostos sobre Produtos em relação à queda do valor adicionado deve-se, em grande parte, à queda das Importações de Bens e Serviços.

Em relação ao terceiro trimestre de 2008, os Serviços obtiveram o melhor desempenho (2,1%). Já a Agropecuária apresentou redução (-9,0%), assim como a Indústria (-6,9%).

A queda na Agropecuária, além do desempenho da pecuária e da silvicultura, pode ser explicada pelo desempenho de alguns produtos que possuem safra relevante no trimestre. Com exceção da cana-de-açúcar, com estimativa de crescimento anual de 6,9%, as estimativas para 2009 do trigo em grão (-15,1%), do café em grão (-13,8%), da mandioca (-0,3%) e da laranja (-0,1%) apresentaram quedas em relação ao ano anterior.

Na Indústria, a maior queda foi na Construção Civil (-8,4%), seguida pela Indústria de Transformação (-7,9%), Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-3,3%) e a Extrativa Mineral (-2,0%). Esta última queda pode ser explicada, em grande parte, pelo recuo (-22,1%) da produção de minério de ferro, já que houve aumento de 4,8% da produção de petróleo e gás.

O setor de Serviços cresceu 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os destaques foram Intermediação Financeira e Seguros (6,1%); Outros Serviços (4,9%); Serviços de Informação (4,5%); Administração, Saúde e Educação Pública (3,2%) e Serviços Imobiliários e Aluguel (1,4%). Por outro lado, houve quedas em Transporte, Armazenagem e Correio (-2,9%) e Comércio (-2,8%).

A Despesa de Consumo das Famílias (3,9%) mostrou o vigésimo quarto crescimento consecutivo nessa comparação. Um dos fatores que contribuíram para este resultado foi a elevação de 2,5% da massa salarial real, com aumento de ocupação e do rendimento médio real do trabalho(1). Além disso, apesar da pequena desaceleração da taxa de crescimento trimestral em relação ao segundo trimestre, houve um crescimento, em termos nominais, de 17,9% do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas(2).

A Despesa de Consumo da Administração Pública cresceu 1,6% no terceiro trimestre de 2009, em relação ao mesmo período de 2008. Já a Formação Bruta de Capital Fixo mostrou queda (-12,5%), principalmente, pela redução da produção interna e da importação de máquinas e equipamentos.

As Exportações de Bens e Serviços continuaram em queda (-10,1%) no período, bem como as Importações de Bens e Serviços (-15,8%). Os importados que mais contribuíram para esse recuo foram: máquinas e equipamentos, tratores, metalurgia, siderurgia, material elétrico, outros produtos do refino, peças e acessórios para veículos automotores e químicos diversos.

PIB acumulado no ano teve queda (-1,7%) em relação ao mesmo período de 2008

O PIB acumulado de janeiro a setembro de 2009 teve queda (-1,7%) em relação à igual período de 2008. Indústria (-8,6%) e Agropecuária (-5,3%) recuaram, e os Serviços cresceram 1,9%.

As quatro atividades da Indústria caíram em relação ao acumulado dos três primeiros trimestres de 2008, e a maior redução foi na Indústria de Transformação (-10,7%), seguida por Construção Civil (- 9,1%), Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (- 3,7%) e a Extrativa Mineral (-2,1%).

Em Serviços, as maiores altas foram nos Serviços de Informação (5,9%), na Intermediação Financeira e Seguros (5,8%), Outros Serviços (5,6%), Administração, Saúde e Educação Pública (3,2%) e Atividades imobiliárias e aluguel (1,4%). Houve quedas em Transporte, armazenagem e correio (-4,8%) e Comércio (-4,2%).

Na análise da demanda interna, comparando-se o acumulado de janeiro a setembro contra o mesmo período de 2008, destaca-se o crescimento de 3,3% da Despesa de Consumo da Administração Pública seguida, seguida pelo Consumo das Famílias (2,8%). Já a Formação Bruta de Capital Fixo teve queda (-14,2%).

As Importações de Bens e Serviços (-16,0%) seguem caindo mais que as Exportações de Bens e Serviços (-12,1%).

PIB acumulado nos últimos quatro trimestres mostra queda (-1,0%) em relação a 2008

O PIB a preços de mercado acumulado nos quatro trimestres apresentou queda (-1,0%) em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou das variações negativas no Valor Adicionado a preços básicos (-0,9%) e nos Impostos sobre Produtos (-1,9%). Nesta comparação, houve quedas no valor adicionado da Indústria (-7,1%) e Agropecuária (-4,0%), mas crescimento nos Serviços (1,9%).

Na Indústria, o maior recuo foi na Indústria da Transformação (-9,5%), seguida pela Construção Civil (-6,3%), Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-1,9%) e pela Extrativa Mineral (-1,4%).

Nos Serviços, houve altas em Serviços de Informação (6,7%), em Intermediação Financeira e Seguros (5,9%) e em Outros Serviços (5,0%). Houve quedas em Transporte, Armazenagem e Correio (-4,2%) e Comércio (-3,5%).

No gráfico II.11, nota-se que, após crescer até 5,7% em 2004, o PIB recuou para 3,2% no quarto trimestre de 2005, acelerando para 6,6% no terceiro trimestre de 2008 e recuando para -1,0% no terceiro trimestre de 2009.

A Despesa de Consumo das Famílias cresceu 3,1%, e a da Administração Pública atingiu 2,5%. A Formação Bruta de Capital Fixo apresentou a segunda queda (-10,2%) seguida, devido aos recuos na Construção Civil e na produção e importação de máquinas e equipamentos. Houve quedas nas Exportações de Bens e Serviços (-10,9%) e nas Importações de Bens e Serviços (-10,5%).

PIB chega a R$ 797,0 bilhões no terceiro trimestre de 2009

O Produto Interno Bruto a preços de mercado, para o terceiro trimestre de 2009, alcançou $ 797,0 bilhões, sendo R$ 687,1 bilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 109,9 bilhões aos Impostos sobre Produtos.

Os Valores Adicionados no terceiro trimestre de 2009 foram: Agropecuária (R$ 40,1 bilhões), Indústria (R$ 181,9 bilhões) e Serviços (R$ 465,2 bilhões). O Consumo das Famílias totalizou R$ 507,3 bilhões, o Consumo da Administração Pública, R$ 153,3 bilhões e a Formação Bruta de Capital Fixo, R$ 140,9 bilhões. A Balança de Bens e Serviços (-R$ 37,3 milhões) e a Variação de Estoques (-R$ 4,4 bilhões) ficaram negativas.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2009 foi de 17,7% do PIB, inferior à do mesmo período de 2008 (20,1%), principalmente, pela queda, em volume, da Formação Bruta de Capital Fixo no trimestre (-12,5%).
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(1) Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE).

(2) Segundo a Nota para Imprensa “Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro”.

Comunicação Social
10 de dezembro de 2009

A NOTÍCIA ORIGINAL CONTÉM GRÁFICOS E TABELAS QUE AJUDAM NA COMPREENSÃO DO ASSUNTO.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ibge.gov.br.

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