Ontem, durante a quarta rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, ocorrida em São Paulo, o que foi apresentado à categoria não tem outro nome: um total desrespeito.
Depois de quase dois meses, tempo que os banqueiros tiveram para analisar as reivindicações dos trabalhadores bancários, a proposta de reajuste de 4% caracteriza uma verdadeira humilhação aos bancários. “Os bancários trabalham para gerar lucros exorbitantes para os banqueiros. Mas na hora de repartir o lucro com quem efetivamente trabalha, os banqueiros vêm com um índice menor até mesmo que a inflação do período. Isso é imoral”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região, Geraldo Fausto dos Santos, que juntamente com a presidenta do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Marisa Stedile, representou o Paraná na mesa de negociações ontem.
A ordem do Comando Nacional dos Bancários é para que se intensifiquem ainda mais as manifestações e protestos em todo o país. No Paraná diversas agências foram paralisadas hoje pela manhã, e os atos prosseguiram durante toda a semana. “Categorias menos organizadas que a dos bancários negociaram e conseguiram fechar acordo de aumento real. Isso só é mais uma prova de que os banqueiros estão agindo de má fé, com arrogância e total desrespeito aos trabalhadores”, diz Geraldo.
Protestos da categoria
Hoje, em Assembléias que acontecerão em todo o estado, serão eleitos os Comandos de greve por base. Em Curitiba uma grande passeata acontecerá a partir das 17h. A concentração se dará na Praça Carlos Gomes e segue em direção à Boca Maldita. Após a passeata, às 18h30, acontece a Assembléia da base na Sociedade Thalia, localizada na Rua Comendador Araújo, 338, no centro da cidade.
“Vamos estreitar ainda mais nosso contato com os trabalhadores bancários. A categoria unida vai pressionar, vai às ruas, vai cruzar os braços, vai protestar. É somente desta maneira que os banqueiros vão entender que não estamos pra brincadeiras e que merecemos respeito”, diz Geraldo.
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Por Mhais• 21 de setembro de 2005• 15:21• Sem categoria
Proposta apresentada foi um desrespeito à categoria
Ontem, durante a quarta rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, ocorrida em São Paulo, o que foi apresentado à categoria não tem outro nome: um total desrespeito.
Depois de quase dois meses, tempo que os banqueiros tiveram para analisar as reivindicações dos trabalhadores bancários, a proposta de reajuste de 4% caracteriza uma verdadeira humilhação aos bancários. “Os bancários trabalham para gerar lucros exorbitantes para os banqueiros. Mas na hora de repartir o lucro com quem efetivamente trabalha, os banqueiros vêm com um índice menor até mesmo que a inflação do período. Isso é imoral”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região, Geraldo Fausto dos Santos, que juntamente com a presidenta do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Marisa Stedile, representou o Paraná na mesa de negociações ontem.
A ordem do Comando Nacional dos Bancários é para que se intensifiquem ainda mais as manifestações e protestos em todo o país. No Paraná diversas agências foram paralisadas hoje pela manhã, e os atos prosseguiram durante toda a semana. “Categorias menos organizadas que a dos bancários negociaram e conseguiram fechar acordo de aumento real. Isso só é mais uma prova de que os banqueiros estão agindo de má fé, com arrogância e total desrespeito aos trabalhadores”, diz Geraldo.
Protestos da categoria
Hoje, em Assembléias que acontecerão em todo o estado, serão eleitos os Comandos de greve por base. Em Curitiba uma grande passeata acontecerá a partir das 17h. A concentração se dará na Praça Carlos Gomes e segue em direção à Boca Maldita. Após a passeata, às 18h30, acontece a Assembléia da base na Sociedade Thalia, localizada na Rua Comendador Araújo, 338, no centro da cidade.
“Vamos estreitar ainda mais nosso contato com os trabalhadores bancários. A categoria unida vai pressionar, vai às ruas, vai cruzar os braços, vai protestar. É somente desta maneira que os banqueiros vão entender que não estamos pra brincadeiras e que merecemos respeito”, diz Geraldo.
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