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Quem luta, conquista!

Nota da CUT: Não ao golpe!
Nossas armas são as da democracia, reafirma Direção Nacional da CUT
Escrito por: Direção Nacional da CUT • Publicado em: 14/08/2015 – 14:07 • Última modificação: 14/08/2015 – 14:20

 

A Direção Nacional da CUT, reunida em Brasília no dia 14 de agosto, manifesta seu mais veemente repúdio a qualquer tentativa de impeachment da presidenta Dilma, eleita democraticamente pela população brasileira, ao mesmo tempo em que expressa sua posição contrária à atual política econômica, que leva o país à recessão e penaliza a classe trabalhadora com o desemprego e a perda de direitos.

 

Resistiremos ao golpe junto com os movimentos sociais e com o povo na rua no dia 20 de agosto em defesa dos direitos, da liberdade e da democracia. Faremos das campanhas salariais em curso neste semestre uma trincheira na defesa dos reajustes dos salários dos trabalhadores, dos direitos trabalhistas e contra qualquer tipo de golpe e, se for necessário, paralisaremos o país com a greve geral em defesa da democracia.

 

Lutaremos contra a pauta conservadora imposta pelo Congresso, que promove o retrocesso político, o preconceito e a intolerância, retira direitos e  entrega o patrimônio público a empresas estrangeiras. Somos contrários à agenda proposta pelo presidente do senado Renan Calheiros-Levy que promove a agenda neoliberal no país. Nossa agenda é outra, em torno dela mobilizaremos a classe trabalhadora. Queremos mudança da atual política econômica. Faremos a defesa intransigente da Petrobrás, contra o projeto do Senador José Serra que altera o regime de partilha na exploração do Pré-Sal. Estaremos nas ruas e no Congresso contra o PLC 30/15 que permite a terceirização da atividade-fim, contra a lei antiterrorismo e contra a redução da maioridade penal.

 

No lugar da atual política econômica recessiva, que cria condições para a restauração neoliberal e para um novo ciclo de reestruturação produtiva das empresas, que utilizará, entre outros instrumentos, a redução de postos de trabalho, a CUT defende a retomada do crescimento com base no investimento, no fortalecimento da indústria e da agricultura familiar, na ampliação do emprego, na redistribuição de renda, no combate à desigualdade e na inclusão social.

 

A saída da crise é com o povo nas ruas defendendo a democracia, as reformas populares e uma política econômica coerente com o projeto vitorioso nas urnas.

 

São Paulo, 14 de agosto de 2015.

DIREÇÃO NACIONAL DA CUT

Notícia colhida no sítio http://cut.org.br/noticias/nota-da-cut-nao-ao-golpe-d9ba/

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As armas da Democracia

Nota do presidente da CUT sobre a repercussão de sua fala durante evento no Palácio do Planalto

Escrito por: Vagner Freitas, presidente nacional da CUT • Publicado em: 14/08/2015 – 00:06 • Última modificação: 14/08/2015 – 11:31

Em discurso nesta quinta-feira, 13, no Palácio do Planalto, durante o evento “Diálogo com os Movimentos Sociais”, falei que “somos todos construtores da democracia”, alertei contra a onda de intolerância e a agenda de retrocesso e falei, também, em “ir para as ruas com armas nas mãos se tentarem derrubar Dilma”.
A frase mais destacada da minha fala de quase oito minutos foi justamente a que citava as armas. Foi entendida como um chamado à violência, ao uso de armas de fogo. Qualquer sindicalista sabe que quando nos referimos a usar “todas as armas que forem necessárias”, estamos nos referindo às armas da democracia, que é a luta por direitos, a mobilização organizada, democrática, com respeito às diferenças.
A CUT não pratica nem incita à violência. Muito pelo contrário, temos feito vários alertas contra a onda de ódio e intolerância que veem sendo diariamente estimuladas nos últimos meses pelos opositores do governo.

 

Nossas armas, todos sabem, são o poder de convencimento, a organização, a formação política, a mobilização, o debate de ideias, a ocupação dos espaços, seja as ruas, sejam os locais de trabalho, a greve geral, essa sim a nossa maior arma.

 

É absolutamente comum a maioria das pessoas usarem de retórica quando fazem discursos para enfatizar uma situação, em especial em momentos como este que estamos vivendo de crise política que afeta toda a sociedade.
E, para encerrar, gostaria de lembrar aos que tentam criminalizar minha fala que, historicamente, os trabalhadores não empunham armas de fogo, eles são, na verdade, as grandes vítimas deste tipo de violência. Não é essa a prática nem a realidade da CUT. Nosso caminho sempre foi o diálogo para resolução de conflitos. Não é isso que queremos para o Brasil. Estamos sempre prontos para o debate, a negociação e a busca de acordos que garantam os direitos da classe trabalhadora. Esse é o nosso papel.

 

VAGNER FREITAS

Presidente Nacional da CUT

Notícia colhida no sítio http://cut.org.br/noticias/as-armas-da-democracia-6478/

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