Reformas: Sindicato se reúne com Itaú Unibanco
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região esteve, nesta quinta-feira (25), reunido com os representantes do Itaú Unibanco, na Superintendência Regional do Trabalho, para discutir a questão das reformas nas agências do Unibanco. Pouco mais de um ano após a aquisição do Unibanco pelo Itaú, as 22 agências da base de Curitiba e região estão passando por transformações que tem como objetivo a reestruturação de layout e a troca de bandeira (as unidades passam a ser todas Itaú Unibanco). No entanto, o movimento sindical tem constatado uma série de irregularidades durante o período que as agências permanecem em obras.
“A reformas tem exposto bancários e clientes a ambientes insalubres, com barulho, sujeira e até mesmo produtos tóxicos”, constata Anselmo Viltelbe Farias, dirigente sindical, que tem feito visitas periódicas às agências em reforma. Ele alerta ainda para o perigo de tais condições de trabalho poderem causar problemas de saúde aos trabalhadores, como doenças respiratórias e náuseas. “Além disso, ainda tem a questão da segurança, pois durante as reformas já foram relatados o desligamento dos alarmes e o crescente número de assaltos nas unidades em obras”, afirma. “Considerando que o Unibanco já não tinha portas de segurança, a exposição das fachadas em obras coloca a segurança ainda mais em risco”, acrescenta.
Providências – Os representantes do Itaú Unibanco informaram, na reunião, que não tinham conhecimento desses fatos irregulares e solicitaram ao Sindicato um relatório dos problemas detectados para ser levados ao setor de engenharia responsável. O banco se defendeu dizendo que as obras normalmente começam no final do expediente e se estendem até a madrugada. “No entanto, nós já precisamos casos em que a reforma foi iniciada às 16h, após o término do atendimento, mas na presença dos bancários que continuam trabalhando depois deste horário”, responde Anselmo.
Diante do reconhecimento do Itaú Unibanco de que, nestas situações, não há como o ambiente ficar totalmente livre de resíduos dos produtos utilizados na reforma, o Sindicato se compromete a continuar fiscalizando, tanto as agências que se encontram em fase final de reestruturação como aquelas que ainda vão passar pelo período de obras. “Vamos informar todos os problemas encontrados para o banco, para que assim eles possam providenciar soluções”, finaliza Anselmo.
Por: Renata Ortega.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.