Tegucigalpa (Honduras) – Sem conseguir intermediar a crise política, o representante da Organização dos Estados Americanos, John Biehl, vai deixar Honduras e voltar aos Estados Unidos para relatar a situação ao secretário-geral da organização, José Miguel Insulza.
Biehl disse que o futuro de Honduras é incerto e acredita que a proposta feita novamente ontem por Roberto Micheletti a Manuel Zelaya é a melhor saída para o país.
O presidente golpista propôs ao deposto que os dois renunciem à Presidência e que seja criado um governo de transição. Foi o representante da OEA que levou a proposta a Zelaya ontem, que a recusou categoricamente.
“A proposta foi rechaçada, mas não significa que se possa voltar a ela. Não acreditamos que haja outros caminhos”, afirmou Biehl.
Representantes do governo golpista voltaram a dizer que estão abertos ao diálogo e qualificaram a atitude de Zelaya de intransigente e intolerante.
“Só temos a lamentar o fato de não termos conseguido concluir satisfatoriamente as conversas por causa da intransigência e intolerância da nossa contraparte na mesa de diálogo”, disse Vilma Morales, representante de Roberto Micheletti.
Por Fernando Freire – Enviado especial. Edição: Tereza Barbosa.
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Representantes de governo golpista propõem criação de governo de transição em Honduras
Tegucigalpa (Honduras) – Os representantes do presidente deposto, Manuel Zelaya, deram por encerradas as conversas com o representante do governo golpista em Honduras.
Uma das negociadoras de Zelaya, Mayra Mejía, disse que não é mais possível estender prazos para que ambos os lados cheguem a uma decisão sobre a volta de Zelaya à presidência. “Não podemos transformar essa negociação num jogo. Os hondurenhos aguardam ansiosamente por decisões concretas e só vemos dilatação de prazo. O tempo dos representantes de Michelleti não é o mesmo nosso”, disse Mejía.
Como os dois lados não chegaram a um consenso, prossegue o impasse político.
Agora há pouco, a representante do governo golpista, Vilma Morales, propôs a criação de um governo de transição para Honduras. “Roberto Micheletti aceita deixar a presidência se Manuel Zelaya desistir de suas pretensões, dando passo assim a um governo de transição e de reconciliação nacional, se essa é a condição para se chegar a uma solução”, defendeu Morales.
Enquanto as conversas políticas não avançam, o Tribunal Superior Eleitoral hondurenho dá andamento no preparo para as eleições de 29 de novembro. Quase 5 milhões de cédulas eleitorais já foram impressas.
Por Fernando Freire – Enviado Especial. Edição: Lílian Beraldo.
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